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quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Filme do Dia: Matar ou Morrer (1952), Fred Zinnemann


Matar ou Morrer (1952) Poster


Matar ou Morrer (High Noon, EUA, 1952). Direção: Fred Zinnemann. Rot. Adaptado: Carl Foreman, basado em um conto de revista de John W. Cunningham. Fotografia: Floyd Crosby. Música: Dimitri Timiokin. Montagem: Elmo Williams. Dir. de arte: Rudolph Sternad & Ben Hayne. Cenografia: Murray Waite. Figurinos: Joe King & Ann Peck. Com: Gary Cooper, Grace Kelly, Thomas Mitchell, Katy Jurado, Lloyd Bridges, Otto Kruger, Lon Chaney Jr., Harry Morgan, Ian MacDonald.
Uma pequena cidade decide não ficar ao lado do seu xerife, Will Kane (Cooper), quando esse resiste contra a ameaça do perigoso homem que mandara para a cadeia, Frank Miller (MacDonald), e esse decide retornar após solto para se vingar, juntamente com três outros homens. Kane, recém-casado, não conta com o apoio de sua própria esposa (Kelly) que aandona a cidade com sua ex-amante Helen Ramirez (Jurado). Os minutos passam e o trem chega trazendo Miller para o confronto final com Kane.
Não deixa de ser irônico que o filme seja uma adaptação de uma história contada originalmente em uma revista de faroeste, habitualmente centradas no que de mais arquetípico o universo do  Velho Oeste poderia evocar. Embora esse se encontre na cenografia, sendo sua cidade o que mais tipicamente se pode recordar desse universo, a postura de Zinnemann é de completo desprezo pelas convenções do gênero. Seu herói, temeroso por ter que enfrentar sozinho a iminente morte diante de uma cidade acovardada, tanto antecipa figuras da lei igualmente vulneráveis em seu ardor liberal da década seguinte (notadamente o xerife que protagoniza Caçada Humana) quanto pretende ser uma crítica quanto ao conformismo que segue a perseguição movida contra a Hollywood liberal contemporânea a sua produção pelo Comitê de Atividades Anti-Americanas. Diante de sua preocupação extrema com sua virtuosa montagem, que pretende que a maior parte da ação se configure em tempo real, sobra muito pouco de interesse legítimo  por seus tipos, desencarnados e anêmicos como a própria fotografia em preto&branco, em mais uma opção que vai contra o cânone dos faroestes A da época, em sua maior parte filmados em tons fortes ou mesmo berrantes (Os Brutos Também Amam, Rastros de Ódio, Johnny Guitar). Stanley Kramer Prod. para United Artists. 85 minutos.

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