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Mostrando postagens com o rótulo Animação

Filme do Dia: The Legend of Sleepy Hollow (1972), Sam Weiss

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    T he Legend of Sleepy Hollow (EUA, 1972). Direção: Sam Weiss. Rot. Adaptado: Joseph Cavella, a partir do conto de Washigton Irving. Música: Larry Wolff. Adaptação animada do célebre conto de Irving (que teve várias adaptações para o cinema, talvez a mais famosa sendo a efetivada por Tim Burton) que, a partir de um estilo relativamente convencional do traço, consegue construir uma atmosfera narrativa relativamente densa, fazendo uso de desenhos quase sempre mais parados do que em movimento, e tons sombrios. O fato de ser narrado do início ao final (na voz de John Carradine) apenas acentua o seu caráter de lenda tradicional. Professor Ichabod Crane se encanta por uma moça que além de bela é rica, mas tem um pretendente que é seu forte opositor, Abrahan Van Brunt. Stephen Busustown Prod./Pyramid Films para Pyramid Films. 13 minutos e 11 segundos .

Filme do Dia: Colonel Heeza Liar Foils the Enemy (1915), John Randolph Bray

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  C olonel Heeza Liar Foils the Enemy (EUA, 1915). Direção e Rot. Original John Randolph Bray. Coronel Heeza Liar não consegue avançar, dada o grande bombardeio por parte do inimigo. Quando o faz cai numa trincheira de um oficial inicialmente hostil, mas depois se identifica como um aliado argentino.   Voltando a combater da trincheira, Heeza é vítima da explosão da bomba posta por um alemão, que subterraneamente se aproximou do local. Heeza é jogado longe e acredita que terá uma boa noite se refugiando em um canhão que o dispara rumo ao comandante alemão da ofensiva. Um comentário sobre a I Guerra Mundial então em curso. Sua estrutura visual talvez remeta mais, aos olhos de mais de um século após, a de alguns joguinhos eletrônicos que propriamente ao que se acostumou na tradição da animação comercial. Aqui, um senhor já maduro, em trajes de sáfari (numa alusão a sua fonte de inspiração, o presidente Roosevelt), tenta avançar, sendo continuamente rechaçado pelos bombardeio...

Filme do Dia: As Aparências Enganam (1947), Chuck Jones

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  A s Aparências Enganam ( Scent-imental Over You , EUA, 1947). Direção Chuck Jones. Rot. Original Michael Maltese & Tedd Pierce. Música Carl W. Stalling. Montagem Treg Brown. Ao invés da habitual gatinha Penelope, Pepé, o gambá, deverá agora se interessar por uma figura de uma cadelinha, ridicularizada por todos ao sair para o seu passeio primaveril, pela ausência natural de pelos, remediado com um casaco improvisado, cujas cores lembram...um gambá, provocando deserção coletiva no meio canino. O romance de Betty Smith, adaptado a pouco pelo cinema ( Laços Humanos ) é motivo de interesse pela cachorrada, até o aparecimento da pobre cadela que, magoada com todos a evitando, deprime-se. Quando vai ao parque chorar suas mágoas, é descoberta por Pepe. Seu final é nada menos que surpreendente.|Warner Bros. 7 minutos e 20 segundos.

Filme do Dia: Dog (2001), Suzie Templeton

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  D og (Reino Unido, 2001). Direção, Rot. Original e Fotografia: Suzie Templeton. Música: Kostas Kyriakidis. Em uma casa que parece já ter conhecido melhores dias, jovem garoto sofre com a ausência da mãe, que o pai afirma ter partido sem dor. Um cão dorme ao lado da criança. E o garoto observa a forma que o cão parte, igualmente sem dor, segundo o pai. Realizado com bonecos em stop motion , esse curta investe bastante na situação algo lacunar e em um tema nada digerível, a de um garoto percebendo a aparente psicopatia do próprio pai, que mata o cão de forma cruel. A roupa puída, os rostos marcados, revelam uma vida em condições sofridas. O garoto bem poderia passar por uma garota. Seu final, com a “câmera” se afastando do pai e do garoto após a pergunta lancinante do filho é um desfecho apropriado para um filme que não encontra nenhum réstia para algo que não seja melancolia.  Royal College of Art. 5 minutos.

Filme do Dia: Gatinho Mau (1949), Friz Freleng

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  G atinho Mau ( Bad Ol’ Putty Tat, EUA, 1949). Direção: Friz Freleng. Rot. Origina: Tedd Pierce. Música: Carl W. Stalling. Montagem: Treg Brown. Uma das animações clássicas da dupla Piu-Piu e Frajola, sendo essa a sexta de Piu-Piu (e terceira desde sua formação de “dupla” com Frajola). Aqui, o mote principal é Frajola conseguir atingir o ninho onde se encontra Piu-Piu.  Um dos momentos mais hilariantes é o que Frajola havendo feito um de seus dedos de pássaro fêmea para atrair Piu-Piu é ludibriado quando Piu-Piu veste a touca e põe seu boné no dedo de Frajola que morde com gosto o próprio dedo. Veterano animador do estúdio, Freleng continuaria carreira em curtas até meados dos anos 1960, participando ainda de animações em longa-metragem para o estúdio nos anos 1980. Warner Bros. 7 minutos.

Filme do Dia: Eu e Meu Avô Nihonjin (2025), Celia Catunda

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  E u e Meu Avô Nihonjin (Brasil, 2025). Direção e Dir. de arte Celia Catunda. Rot. Adaptado Rita Catunda, a partir do romance de Oscar Nakasato. Música André Abujamra & Márcio Nigro. São Paulo, anos 80. Noburo é um garoto de dez anos que, instigado por um trabalho de escola, decide investigar junto ao seu avô, Hideo,  nascido no Japão, a história do passado da família. Demasiado sério, o avô reluta ao início de falar sobre o passado. Porém, logo passa a lembrar do momento em que emigrou ao Brasil, em um navio, nos anos 20. A vida no Brasil é árdua, trabalhando pesado em uma fazenda de café e sendo explorado. Ele se une com outros trabalhadores para arrendar uma fazenda. Casa-se e possui três filhos. Um deles, ao qual não gosta de tocar o nome, Haru. Na Segunda Guerra Mundial, os japoneses não podiam falar sua língua em público, nem ensinar. Noburo fica sabendo, por um comerciante da Liberdade, que seu avô foi preso, por ensinar um grupo de crianças. E Haru, instad...

Filme do Dia: Shangaied (1934), Burt Gillett

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  S hangaied (EUA, 1934). Direção Burt Gillett. Música Frank Churchill. Inicia com um grupo de reproduções um pouco menos rechonchudas de Bafo de Onça como marinheiros a cantar e esfregar o convés – um deles com voz e trejeitos femininos, sendo escorraçado pelo Capitão Bafo de Onça, que possui o casal Mickey & Minnie amarrados. Quando Bafo se aproxima de Minnie com intenções de beijá-la, Mickey consegue se livrar das cordas e uma batalha começa, inicialmente com o trio apenas. Depois com os comparsas de Bafo. Por fim, Mickey consegue lançar um arpão com Bafo e seus comparsas pendurados neste, ficando próximos dos tubarões no oceano, que provocam cócegas em Bafo, enquanto o casal se diverte e se beija ao timão. Curta em p&b, o que demonstra ser uma animação de segunda linha do estúdio, sendo o cartão postal do mesmo a série Silly Symphonies, em cores e com maior dinheiro investido nos curtas. Apesar, e talvez por conta de, traz resquícios maiores da anarquia da década...

Filme do Dia: Ouro de Coelho (1942), Robert Clampett

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  O uro de Coelho ( The Wacky Wabbit ,   EUA, 1942). Direção: Robert Clampett. Rot. Original: Warren Foster. Música: Carl W. Staling. Montagem: Treg Brown. Garimpeiro se aventura pelo deserto inóspito. Depara-se com ninguém   menos que Pernalonga que o enreda em uma série de situações, que culminarão na sua disputa pelo dente de ouro do coelho. Quando se compara com outro curta, de apenas três anos antes, produzido a partir de um tema similar, A Corrida do Ouro , com um personagem em busca de ouro, tem-se a dimensão da diferença. Aqui não apenas a interação entre os personagens ganha proeminência – enquanto naquele praticamente um apenas escutava a história do outro ao longo de praticamente todo o curta – como nessa interação há uma bem maior dose de licença surreal, a partir do momento já em que se tem um coelho em interação com um humano, uma versão algo mais roliça de Hortelino, enquanto naquele todo o universo era de cachorros. E assim também pode ser vista a...

Filme do Dia: Os Três Mosqueteiros Cegos (1936), David Hand

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  O s Três Mosqueteiros Cegos ( Three Blind Mousekeeters , EUA, 1936). Direção: David Hand. Música: Albert Hay May Malotte. Três camundongos mosqueteiros cegos conseguem roubar todo um arsenal de comidas nas barbas de um violento mas adormecido Captain Katt e todo um arsenal de armadilhas preparadas por aquele que, quando acorda, sofra os reveses do esperto trio. É a qualidade da animação, integrante da série Silly Simphonies que mais chama a atenção, já que a narrativa em si segue os passos da perseguição gato-e-rato que se tornariam o apanágio da série Tom & Jerry, para não falar de uma diversidade de desenhos produzidos pela Warner. O curta faz também uso de canções, algo que se encontra impregnado inclusive no título das séries animadas da década, como logo entraria em declínio, tornando-se praticamente raros na década seguinte. A paródia do título original acaba sendo intraduzível. Walt Disney Prod. para United Artists. 8 minutos e 25 segundos.

Filme do Dia: Propaganda Message (1974), Barrie Nelson

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  P ropaganda Message (Canadá, 1974). Direção: Barrie Nelson. Rot. Original: Don Arioli & Les Nirenberg. Música: Micky Erbe & Maribeth Solomon. Como uma espécie de propaganda às avessas e, inclusive, paródia ainda que involuntária de todo um filão da animação norte-americana, notadamente dos Estados Unidos, de viés documental e exaltador das belezas da Califórnia, do sistema capitalista ou da importância do alistamento na guerra, dentre vários motivos similares. Aqui, ao contrário, observa-se os enfrentamentos culturais das regiões anglófilas e francófonas, o rigor do frio, a massiva influência norte-americana ao ponto de ameaçar a própria noção de cultura nacional, os fantasmas literalmente a tirar do armário, momento que hilariamente parte dos indígenas, acadianos até chegar a Gerda, personagem que provavelmente foi a mãe, amante ou esposa do psicanalista que está abrindo a porta para que esses saiam. Fecha com uma mensagem otimista. Sendo tudo apresentado de forma bilí...

Filme do Dia: O Gato Supersticioso (1947), Seymour Kneitel

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  O  Gato Supersticioso ( The Stupidstitious Cat , EUA, 1947). Direção: Seymour Kneitel. Rot. Original: Carl Meyer & Jack Ward. Música: Winston Sharples. Mesmo longe do padrão de animação de concorrentes contemporâneos como as séries produzidas pela Warner e MGM, sendo motivo de inspiração aqui muito provavelmente sobretudo a série Tom & Jerry da última, esse curta com o corvo Buzzy tirando partido de um gato demasiado supersticioso possui uma malícia semelhante a daquela, excluído os excessos anárquicos de um Tex Avery ou outro realizador mais inspirado da Warner. O corvo aqui se esmera em aplicar todas as formas de sadismo contra seu rival. Ainda que não surjam personagens humanos, os próprios protagonistas animais são um passo além no processo de antropomorfização pois falam, algo nem sempre comum na produção similar. Famous Studios para Paramount Pictures. 6 minutos e 19 segundos.

Filme do Dia: The Dog Snatcher (1931), Dick Huemer

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  T he Dog Snatcher (EUA, 1931). Direção e Rot. Original Dick Huemer. Música Joe DeNat. Yippy foge desesperado da carrocinha. Quando finalmente é apreendido, Scrappy intercede chorando por ele, mas sem sucesso. O funcionário da carrocinha leva-o ao juizado por não possuir licença.   Yippi então passa a uivar na melancolia solitária da cela ao qual é jogado, assim como coçar suas pulgas. Scrappy irá usar várias artimanhas para libertá-lo. O que não será fácil, dada a vigilância cerrada. A série ao qual este curta integra, Scrappy , traz um diferencial importante em relação à fofura que grassava nas animações concorrentes, no qual o universo de fantasia somado a canções infantis ditava a estética e, quando possível, em cores vibrantes. Universo relativamente distante do aqui presente, em que é um garoto, e não um animal o personagem principal – por mais que neste episódio o protagonismo seja de seu cão – em um mundo de humanos e de moderada antropomorfização, realizado em p...

Filme do Dia: O Grupo de Ninjas (1967), Nagisa Oshima

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  O   Grupo de Ninjas ( Ninja Bugei-Chô , Japão, 1967). Direção: Nagisa Oshima. Rot. Adaptado:  Mamoru Sasaki & Nagisa Oshima, a partir da história em quadrinhos de Sampei Shirato. Fotografia: Akira Takada. Música: Hikaru Hayashi. Montagem: Sueko Shiraishi. Filho de um senhor feudal assassinado busca vingança, unindo-se a Kagemaru, um ninja renegado, que ajuda os pobres e explorados camponeses. No momento mais profícuo e criativo de sua carreira, Oshima aposta ousadamente numa narração bastante calcada no universo das HQs, apresentando os quadrinhos de Shirato por quase duas horas! Os acréscimos são a sonorização, movimentos a partir de desenhos fixos e a presença de um narrador ocasional, assim como de “cartelas” tais como no cinema mudo. Por mais que instigante que seja tal aventura, sobretudo em um momento no qual no máximo o cinema adaptava para ação ao vivo sucessos do universo dos quadrinhos ( Modesty Blaisie , Barbarella ) e ainda havia pouca interação ent...

Filme do Dia: Bird in a Window (1996), Igor Kovalyov

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  B ird in a Window (EUA, 1996). Direção: Igor Kovalyov. Fotografia: Robert Beebe. Dir. de arte: Dima Malanitchev. Homem se sente estranhado com sua família (mulher e filho) e consigo próprio, como se vivenciasse um papel ao qual não se identifica. Sexualidade, absurdo e cotidiano sob o prisma de uma família burguesa, tema de outros trabalhos do realizador, encontram-se aqui plenamente presentes. Que a sinopse da trama seja plenamente compreensível não é exatamente o que as obras de Kovalyov – essa de cunho autobiográfico, como provavelmente outras ainda mais inspiradas (caso, por exemplo, de Milch , de 2005). O absurdo emerge aqui em situações inesperadas, quando emergem a primeira vez, e para qual não se apresenta qualquer justificativa   maior, como a dupla de chineses que se diverte, jogando e se beijando. O efeito visual provocado, algo titilante, ressalta o estranhamento com que a realidade vivida é sentida por seu protagonista. Klascy Csupo. 10 minutos e 25 segundos...

Filme do Dia: Sinais da Vida (2004), Arnaud Demuynck

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  S inais da Vida ( Signes de Vie , França/Bélgica, 2004). Direção: Arnaud Demuynck. Nessa animação francesa realizada em 2D e com traços de grande beleza, delineia-se uma reflexão sobre uma força exterior que movimenta a vida de uma mulher solitária, provavelmente de um amante falecido, e que a faz desabrochar diante de seus sinais através do próprio vento e natureza. Em p&b, e com jogos intensos de claro-escuro e uma melancolia reflexiva, torna-se uma pungente declaração de que os sinais de vida que nos impulsionam nem sempre são encontrados entre o que pode ser visto e tocado. 10 minutos.

Filme do Dia: O Carnaval dos Animais (2006), Michaela Pavlátová

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  O Carnaval dos Animais ( Karneval Zvirat , República Tcheca, 2006). Direção: Michaela Pavlátová. Fiel a sua técnica de animação em papel que a tornou reconhecida internacionalmente ( Repete , Reci, reci, reci... ) em tempos de animação digital, Pavlatová incursiona aqui menos por situações calcadas no cotidiano humano de boa parte de seus filmes anteriores que em traços evocativos da arte psicodélica tematizando a sexualidade. E o que parecia ser uma alusão à pubescência e à obsessão pelo sexo correspondente ao período acaba se transformando no carnaval que lhe dá título, com pássaros  satisfazendo o gozo das mulheres ao bicá-las em seus seios. Negativ. 11 minutos.

Filme do Dia: 101 Dálmatas (1961), Clyde Geronimi, Hamilton Luske & Wolfgang Reitherman

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  1 01 Dálmatas ( One Hundred and One Dalmatians , EUA, 1961). Direção Clyde Geronimi, Hamilton Luske & Wolfgang Reitherman. Música George Bruns. Montagem Roy M. Brewer Jr. & Donald Halliday. Dir. de arte Ken Anderson. Pongo, um dálmata,   vive com seu dono Roger, em um bagunçado apartamento de solteiros. Ele tem uma ideia, arranjar uma namorada para o seu dono. Quando essa, Anita, vem a ser dona de uma cadela atraente, Perdita, fica definido o seu alvo, que não perde tempo em levar seu dono ao parque, onde essas se encontram, forjando um encontro atrapalhado, mas que gerará casamento. E alguns meses depois, uma ninhada de cãezinhos de nada menos de 15 filhotes. Todos ameaçados por uma conhecida de Anita, Cruela De Vil, que pretende transformá-los em casacos. Certo dia em que o casal vai passear com os pais da cachorrada, uma dupla de malfeitores invade a residência, mesmo com sua criada lá presente, e leva os filhotes. O retorno provoca o choque e a decepção, sobret...

Filme do Dia: Muto (2008), Blu

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    M uto (Argentina, 2008). Direção: Blu. Música: Andrea Martignoni. Surpreendente e original essa animação que torna literalmente viva a arte de rua dos grafiteiros, a partir da mescla entre ação ao vivo e stop motion . O resultado tanto enobrece a relação da animação com a ação ao vivo, usualmente trabalhada de modo pouco original, quanto a própria arte de rua. E é justamente na interação desses dois meios que se encontra a sua força. Mercurio Film.  7 minutos e 26 segundos.

Filme do Dia: Ants in the Plants (1940), Dave Fleischer

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  A nts in the Plants (EUA, 1940). Direção Dave Fleischer. Rot. Original George Manuell. Música Winston Sharples & Sammy Timberg. Grupo de formigas que desenvolvia tranquilamente suas laboriosas operações é subitamente posto de prontidão por um animal que ameaça profundamente sua segurança. Animação que parece em perfeita continuidade com o modelo da década anterior, porém se a matriz é a mesma (que Fleischer, aliás, foi um dos a erigir) também já há visíveis descolamentos. De fato, quando se imagina que poucos universos seriam mais propícios de serem simplesmente preguiçosamente descritos quanto o das formigas, e imagina-se que é o foco a ser abraçado (assim como a variedade possível de doces e afins em um mundo de confeiteiros, para ficar em um de dezenas de exemplos similares, em Pastrytown Wedding ), rapidamente tal expectativa é desconstruída. E sua desconstrução toca em outra das pedras de toque do modelo anterior, a ausência relevante de conflitos, pois o que o norte...

Filme do Dia: Animated Hair Cartoon n. 18 (1926), Sid Marcus

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  A nimated Hair Cartoon n. 18 (EUA, 1926). Direção: Sid Marcus. Provavelmente essa animação hoje sem referência ao realizador, como faz menção o título, integra uma série mais ampla que segue o estilo do pioneiro J. Stuart Blacton, de aceleração da imagem na composição de perfis de personalidades da época, que são transformadas a partir de mudanças graduais em sua cabeleira, bigodes, sobrancelhas, mas sem alteração dos traços do rosto, em outras personalidades. Em um caso, um homem se transforma em mulher. Noutros, rostos anônimos se transformam em celebridades como George Bernard Shaw e Baby Ruth. Uma das mais curiosas transformações é a que parte dos traços de Chaplin e seu sorriso que rapidamente se metarmofoseia no rosto sério de Buster Keaton. Curiosamente Chaplin sequer necessita o crédito ao lado (seria o caso igualmente de alguns dos desenhos considerados de figuras “anônimas”?), que vem a ser posto ao lado da gravura que reproduz Keaton. Red Seal Pictures. 6 minutos e 4...