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Filme do Dia: O Coração Manda (1942), Alessandro Blasetti

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  O   Coração Manda ( 4 Passi Fra Le Nuvole , Itália, 1942). Direção: Alessandro Blasetti. Rot. Original: Alessandro Blasetti & Aldo De Benedetti, sob argumento de Cesare Zavattini & Piero Tellini. Fotografia: Václav Vich. Música: Alessandro Cicognini. Montagem: Mario Serandrei. Dir. de arte: Virgilio Marchi. Cenografia: Ferdinando Ruffo. Com: Gino Cervi, Adriana Benetti, Giuditta Rissone , Carlo Romano, Guido Celano, Margherita Seglin, Aldo Silvani, Mario Siletti, Giacinto Molteni. Paolo Bianchi (Cervi) leva uma monótona vida como representante comercial, viajando constantemente, com uma esposa turrona que lhe admoesta toda manhã para não fazer barulho e acordar as crianças. Numa acidentada viagem de ônibus com um motorista tresloucado (Romano) que acaba de saber do nascimento de seu filho, ele se aproxima   da jovem e bela Maria (Benetti) e se interessando por seu drama. Grávida, sem que o pai tenha assumido a criança, Maria se encontra desesperada pois sabe q...

Filme do Dia: A Sombra de uma Dúvida (1943), Alfred Hitchcock

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  A   Sombra de uma Dúvida ( Shadow of a Doubt , EUA, 1943) Direção: Alfred Hitchcock. Roteiro adaptado: Thornthon Wilder, Sally Benson & Alma Reville baseado no argumento de Gordon Mcdonell. Fotografia de Joseph Valentine. Música: Dimitri Tiomkin. Montagem:   Milton Carruth. Com: Joseph Cotten, Teresa Wright, Patricia Collinge, Henry Travers, Macdonald Carey, Byron Shores, Hume Cronyn, Edna Mae Wonacott. Suspeito de ser um serial killer que assassina viúvas ricas para ficar com seus pertences, Charlie (Cotten) consegue despitar dois detetives e muda-se de Nova York para a pacata Santa Rosa, Califórnia. Coincidentemente o dia em que envia o telegrama sobre sua chegada é o mesmo que sua sobrinha, também chamada Charlie (Wright) vive uma crise existencial, chateada com a mesmice provinciana dos hábitos de sua família. Quando vai enviar o telegrama, acaba recebendo o do tio. Charlie chega e é muito bem recebido, depositando trinta mil doláres no banco em que seu cunhad...

Filme do Dia: Maquinistas (1959), Michael Grigsby

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  M aquinistas ( Enginemen , Reino Unido, 1959). Direção e Rot. Original: Michael Grigsby. Montagem: Christopher Faulds. Talvez em nenhum momento a dura lida dos ferroviários seja melhor exemplificada neste curta do que na relativamente longa seqüência de planos/contraplanos que contrapõe não dois personagens, como no cinema ficcional habitual, mas antes um ferroviário e a fornalha com a qual se defronta. Econômico em seus meios expressivos, o filme abdica de narração over e mesmo os seus “diálogos” não pretendem mais que ilustrar alguma conversa trivial entre os operários, fim semelhante ao uso da canção popular (utilizada recorrentemente em outras produções associadas ao Free Cinema ). Unit Five Seven.  21 minutos.

O Dicionário Biográfico de Cinema#337: Richard Widmark

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  Richard Widmark  (1914-2008), n. Sunrise, Minnesota W idmark chegou ao cinema um pouco depois da maioria dos astros masculinos, já com mais de trinta anos. Mas sua estreia ainda assombra, não importa o quão posteriormente Widmark se transformou em herói, bronzeado, lacônico, alinhando-se profundamente com as causas apropriadas.  E ducado no Lake Forrest College, trabalhou como professsor, ator de teatro e rádio, antes de ser escalado como Tommy Udo em Kiss of Death [ O Beijo da Morte ] (47, Henry Hathaway). O sadismo desta personagem, sua risada atemorizadora, a caveira aparecendo através da pele desenhada, e a evocação certamente consciente de um degenerado campo de concentração estabeleceu Widmark como a pessoa mais assustadora das telas. A alegria na interpretação pode ter chocado o próprio Widmark. Ele fez O Beijo da Morte , atípico da Fox ou Hathaway. O estúdio o manteve sob a coleira e misturou vilões mais convencionais com heróis de nervos tensos, como se quisess...

Filme do Dia: Anjo do Mal (1953), Samuel Füller

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  A njo do Mal ( Pickup on South Street , EUA, 1953).  Direção: Samuel Füller. Rot.Original: Samuel Füller, baseado num argumento de Dwight Taylor. Fotografia: Joseph MacDonald. Música: Leigh Harline. Montagem: Nick DeMaggio. Dir. de arte: George Patrick &  Lyle R. Wheeler.  Cenografia: Al Orenbach. Figurinos: Travilla. Com: Richard Widmark , Jean Peters, Thelma Ritter , Murvyn Vye, Richard Kiley, Willis Bouchey, Milburn Stone, George Berkeley.          Skip McCoy (Widmark) é um batedor de carteiras que assalta a prostitua Candy (Peters) no metrô. O policial Dan Tiger (Vye) tem que saber, a qualquer custo, quem é o assaltante, já que foi roubado um microfilme que seria repassado para agentes comunistas. Com a ajuda de Moe (Ritter), uma delatora, a polícia consegue saber quem se trata, porém McCoy nega tudo. Por outro lado Candy é pressionada por Joey (Kiley), responsável pela entrega do microfilme aos agentes russos a encontrar o assaltan...

Dicionário Histórico de Cinema Sul-Americano#161: Machuca

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  MACHUCA . (Chile, 2004). Recontando os eventos que levaram ao golpe em 1973 de um modo pessoal, de alguma maneira autobiográfico, através dos olhos de um rapaz de onze anos, Machuca de Andrés Wood, foi o mais bem sucedido filme sério, dramático desde El Chacal de Nahueltoro  (1970), de Miguel Líttin . Após sua estreia na Quinzena dos Realizadores no Festival Internacional de Cinema de Cannes,  Machuca  venceu prêmios no Festival Internacional de Cine de Viña de Mar ; Festival de Cine de Bogotá ( Colômbia ); e festivais em Lima ( Peru ), Ghent (Bélgica), Valdívia (Espanha) e Cidade do México (2005), assim como no Festival Internacional del Nuevo Cine Latinoamericano  (Havana, 2005),  e também prêmios do público em Vancouver e Philadelphia (2005). De forma notável, terminaria como o quarto filme chilno de maior bilheteria em 2004, com 654. 169 espectadores.  Andrés Wood Montt, nascido em 1965, de descendência escocesa-irlandesa, graduou-se em econom...

Filme do Dia: Eu e Meu Avô Nihonjin (2025), Celia Catunda

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  E u e Meu Avô Nihonjin (Brasil, 2025). Direção e Dir. de arte Celia Catunda. Rot. Adaptado Rita Catunda, a partir do romance de Oscar Nakasato. Música André Abujamra & Márcio Nigro. São Paulo, anos 80. Noburo é um garoto de dez anos que, instigado por um trabalho de escola, decide investigar junto ao seu avô, Hideo,  nascido no Japão, a história do passado da família. Demasiado sério, o avô reluta ao início de falar sobre o passado. Porém, logo passa a lembrar do momento em que emigrou ao Brasil, em um navio, nos anos 20. A vida no Brasil é árdua, trabalhando pesado em uma fazenda de café e sendo explorado. Ele se une com outros trabalhadores para arrendar uma fazenda. Casa-se e possui três filhos. Um deles, ao qual não gosta de tocar o nome, Haru. Na Segunda Guerra Mundial, os japoneses não podiam falar sua língua em público, nem ensinar. Noburo fica sabendo, por um comerciante da Liberdade, que seu avô foi preso, por ensinar um grupo de crianças. E Haru, instad...