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Filme do Dia: Island (2017), Max Mörtl & Robert Löbel

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  I sland (Alemanha, 2017). Direção Max Mörtl & Robert Löbel. Descrição de todo um ecossistema de espécies exóticas que povoa a ilha que dá título a esse curta de animação e que acaba por gerar uma sinfonia de sons e cores ritmados. Até que a noite emerge e o silêncio e o acasalamento de algumas espécies se dá. Há uma negociação irônica que ao mesmo tempo que pode ser dirigido para crianças de tenra idade, também possui evidentes alusões que somente alguém com mais idade perceberia. Sem, no entanto, ser chocante.  FFA. 3 minutos.

Filme do Dia: Bérénice (1954), Éric Rohmer

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  B érénice (França, 1954). Direção: Éric Rohmer. Rot. Adaptado: Rohmer, a partir de conto de Edgar Allan Poe. Fotografia: Jacques Rivette. Com: Teresa Gratia, Éric Rohmer. Família vive em abastada propriedade. O primo (Rohmer), sempre mais recluso e reflexivo que sua Bérénice (Gratia), prima e futura noiva, que constantemente brinca com uma adolescente. Ele se sente obcecado por suas próprias perturbações, ao ponto de ignorar o ataque sentido pela esposa, para desespero da garota. Após pedi-la em casamento, a monomania do homem se fixará nos dentes de Bérénice. Nem mesmo quando a descobre morta no quarto, sua obsessão desaparece. Há algo de diáfano nesse curta de um quase estreante (Rohmer havia realizado seu primeiro curta quatro anos antes) que, no entanto, é prejudicado pelo próprio amadorismo de seu realizador, com sua voz over excessiva, demasiado pomposa e intrepretação canhestra do elenco, incluindo o próprio Rohmer como protagonista, função que sabiamente abdicaria po...

Filme do Dia: Entre los Hielos de las Islas Orcadas (1928), José Manuel Moneta

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  E ntre los Hielos  de las Islas Orcadas (Argentina, 1928). Direção José Manuel Moneta. Após uma abertura incomum para documentários do tipo travelogue, bastante excêntrica para estes padrões, misturando antecipações de imagens da vasta área gelada a ser explorada com uma cidade que não deveria ser outra que Buenos Aires; deve-se lembrar ter sido produzido por Federico Valle, conhecido por cinejornais e travelogues incomuns e que caíram no gosto popular. Dentre as ironias iniciais, o primeiro plano do homem do qual vem a ser dito, através das cartelas, como o mais importante da expedição, seu cozinheiro, Fritz – posteriormente observado a amassar uma massa na cozinha e a “diverti-los” com seus cantos. Lobo e Pinguina são os dois cães que acompanharão os expedicionários. Um cardume de golfinhos festeja a presença do barco, mal sabendo que serão vítimas do arpão de seus homens. Chegam a um porto e uma base, onde outras embarcações – inclusive um navio, aparentemente baleeiro,...

Filme do Dia: A Daring Daylight Burglary (1903), Frank S. Mottershaw

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  A Daring Daylight Burglary (Reino Unido, 1903). Direção: Frank S.Mottershaw. Ladrão que pula o muro e invade uma residência à luz do dia é observado por um garoto que corre até um posto policial. Os policiais perseguem o ladrão no telhado. Um deles é derrubado pelo bandido e fica ferido. Uma carruagem da polícia chega e o leva. Outros dois policiais perseguem o ladrão. Esse atravessa uma região de mata com um riacho seguido pelos policiais e chega a uma estação ferroviária. Ele tenta escapar passando de trem para trem, mas é capturado. Tido como um dos primeiro filmes a apresentar uma estrutura de “ação” através, sobretudo, de uma lógica que dispõe o modelo para os filmes de perseguição (influenciaria um dos filmes mais influentes do período, O Grande Roubo do Trem ), ao seguir a trajetória que envolve perseguido e perseguidores. Nessa cadeia de eventos, dispensa-se, por exemplo, apresentar o momento em que o ladrão percebe a chegada dos policiais, que já são observados no te...

Filme do Dia: Titio Não é Sopa (1959), Eurípedes Ramos

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  T itio Não é Sopa (Brasil, 1959). Direção: Eurípedes Ramos. Rot. Adaptado: Victor Lima & Eurípedes Ramos, a partir da peça de Henrique Marques Fernandes. Fotografia: Hélio Barroso. Música: Radamés Gnatalli. Montagem: Hélio Barroso & Wilson Monteiro. Dir. de arte: Nicolau Lounine. Cenografia: Benedito Macedo. Com: Procópio Ferreira, Eliana Macedo, Herval Rossano, Ronaldo Lupo, Nancy Montez, Afonso Stuart, José Policena, Grace Moema. Paulo (Rossano), dono de uma concorrida boate no Rio de Janeiro, a Casablanca,   vê-se em apuros quando seu Tio, Gregório, milionário, que vive no interior, decide visitá-lo e conhecer o asilo para idosos que acredita o sobrinho ter construído com os 200 mil que lhe doou, dinheiro que foi investido no clube noturno. Com o velho, vem sua afilhada, Verinha (Macedo). Os dois ficam hospedados na mansão de um amigo de Paulo,   Luís (Lupo), fazendo-se passar pelo proprietário da residência, enquanto o verdadeiro dono se torna mordomo, ...

O Dicionário Biográfico de Cinema#343: Jesse L. Lasky

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  Jesse L. Lasky (1880-1958), n. San Francisco N o catálogo do American Film Institute de longas para os anos 1921-30, Jesse Lasky preenche cinco colunas e é creditado em mais de 350 filmes. Mas seu papel enquanto "apresentador" finda ao final de 1928, após o que a maior parte dos filmes da Paramount carrega o nome de Adolph Zukor nos créditos iniciais. E é um quebra-cabeças que tal autoridade poderia cessar tão subitamente e isso levanta a questão de se os executivos do estúdio exerciam poder criativo ou apenas associavam seus nomes a mais produtos do que qualquer homem poderia compreender. Há poucas dúvidas que nos primórdios dos anos 20 que qualquer observador poderia listar Lasky dentre os mais poderosos homens em Hollywood. Mas, após 1932, quando sua associação com a Paramount cessou, revelou-se como homem de nenhum caráter ou impacto particular.  M agnatas, imperadores ou faraós somente deixaram seus nomes  ou retratos deles próprios. Olhe o quanto quiser - Tutankha...

Filme do Dia: Aplausos (1929), Rouben Mamoulian

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  A plausos ( Applause , EUA, 1929). Direção: Rouben Mamoulian. Rot. Adaptado: Garret Fort, baseado no romance de Beth Brown. Fotografia: George J. Folsey.  Montagem: John Bassler. Com: Helen Morgan, Joan Peers, Fuller Mellish Jr., Jack Cameron, Harry Wadsworth, Roy Hargrave, Doroth Cumming, Mack Gray, Jack Singer. Kitty Darling (Morgan) é uma artista de vaudeville que decide enviar a filha, April (Peers) para longe do mundo do entretenimento. Porém, a saída da mesma do colégio católico a leva ao contato conflituoso com a cidade grande, o mundo da boemia e um padrasto abusivo. Numa incursão solitária, Kitty encontra o marinheiro Tony (Wadsworth), por quem se apaixona e promete casar. Com a decadência da carreira da mãe, no entanto, Kitty se sente obrigada em assumir as obrigações com o mundo do vaudeville, o qual detesta, e rompe relações com o noivo Tony. A mãe, sem saber do ocorrido e recusada por outros empresários do meio, decide se suicidar. Helen estréia no palco e, para...