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O Dicionário Biográfico de Cinema#336: Dolores del Rio

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Dolores del Rio   (Lolita Dolores Asunsolo de Martinez) (1905-83), n. Durango, México S e por nada além, o cinema pode sempre retornar à florida beleza humana - como David Selznick se deu conta: "Quero del Rio e McCrea em um romance dos mares do sul" disse. "Traga-me três cenas de amor maravilhosas como as de The Big Parade [ O Grande Desfile ] e Bardelys the Magnificent [ O Cavalheiro dos Amores ]. Não me importo sobre a história que será usada desde que seja chamada Bird of Paradise  [ Pássaro do Paraíso ] e del Rio pule em um vulcão flamejante ao final." E assim King Vidor partiu para o Pacifico para criar o mais puro tributo visual à ardente beleza de del Rio. Esta Lolita havia sido filha de pais ricos, casada aos 16, quando seu Humbert apareceu: o diretor de cinema americano Edwin Carewe levou-a embora para Hollywood e a dirigiu em Joanna [As Melindrosas ] (25), High Steppers [ Alto Bordo ] (26) e Pals First  [ Amigos Acima de Tudo ] (26). Na época foi mais apr...

Filme do Dia: Pássaro do Paraíso (1932), King Vidor

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  P ássaro do Paraíso ( Bird of Paradise , EUA, 1932).  Direção: King Vidor. Rot. Adaptado: Leonard Praskins, Wells Root & Wanda Tuchock, baseado em peça de Richard Walton Tully. Fotografia: Lucien N. Adriot, Edward Cronjager & Clyde De Vinna.  Música: Max Steiner. Montagem: Archie Marshek. Montagem: Carroll Clark. Com: Dolores Del Rio , Joel McCarea, John Halliday, Richard “Skeets” Gallagher, Bert Roach, Lon Chaney Jr., Wade Botler, Arnold Gray. Numa aventura até uma “exotica” ilha do sul, um grupo de aventureiros encontra uma comunidade nativa que não fala inglês. Um dos membros da expedição, Johnny Baker (Halliday) é seduzido por uma nativa chamada Luana (Del Rio), considerada tabu pela comunidade, que considera que o relacionamento dos dois despertou a ira do vulcão local. Aprisionados, Baker consegue levar Luana de volta ao navio. Quando se preparam para partir, os nativos a buscam e ela decide que seu lugar é mesmo entre os seus. Essa delirante fantasia de a...

Dicionário Histórico de Cinema Sul-Americano#160: O Cangaceiro

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  O CANGACEIRO . (Brasil, 1953). O primeiro filme brasileiro a ganhar um prêmio no Festival Internacional de Cinema de Cannes, para "Melhor Filme de Aventura", em 1954, O Cangaceiro , dirigido por Lima Barreto, foi o mais bem sucedido dos 18 filmes produzidos Estúdio Vera Cruz , em São Paulo, quebrando recordes de bilheteria brasileiros, e sendo distribuído em 22 países. Mas seu sucesso comercial e de critica chegou demasiado tarde para salvar a ambiciosa tentativa de criar uma indústria nacional de cinema brasileira de qualidade internacional. Tendo contratado o único realizador brasileiro de prestígio internacional, Alberto Cavalcanti , como seu diretor empresarial, a Vera Cruz tinha como encargo realizar filmes brasileiros de qualidade, ao contrário das populares chanchadas  cariocas, realizadas no Rio, desprezadas nos círculos cultos. Embora a Vera Cruz tenha tentado vários gêneros, muito dinheiro foi prodigamente gasto em cada produção e acredita-se que uma certa pretens...

Filme do Dia: O Regresso (2015), Alejandro González

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  O  Regresso ( The Revenant , EUA, 2015). Direção: Alejandro González Iñarritu. Rot. Adaptado: Mark L. Smith & Alejandro González Iñarritu, baseado parcialmente no romance de Michael Punke. Fotografia: Emmanuel Lubezki. Música: Carsten Nikolai & Ryiuichi Sakamoto. Monagem: Stephen Mirrione. Dir. de arte: Jack Fisk, Michael Diner & Isabelle Guay. Cenogafia: Hamish Purdy. Figurinos: Jacqueline West. Com: Leonardo DiCaprio, Tom Hardy, Domhnall Gleeson, Will Poulter, Forrest Goodluck, Paul Anderson, Kristoffer Joner, Joshua Burge, Lukas Haas. Nos anos 1820, participando de uma expedição de tráfico de peles, Hugh Glass (DiCaprio) é deixado moribundo após o ataque de um urso e entregue a sua própria sorte por John “Fitz” Fitzgerald (Hardy), que matara o filho de Glass, Hawk (Goodluck), diante dele. Reunindo o restante das forças que lhe cabem, Glass continua sua acidentada trajetória, tendo como meta vingar o filho morto. Desde os seus primeiros minutos, o esmerado ...

Filme do Dia: Kuxa Kanema - Episódio ? (1981), José Cardoso & Moira Forjaz

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  K uxa Kanema – Episódio ? (Moçambique, 1981). Direção: José Cardoso & Moira Forjaz.  Fotografia: Ahmad Ali & Juca Vicente. A partir de determinado período, essa série de cinejornais começou também a apresentar sessões, como esse exemplar demonstra. Caso de “Instantâneos” (no episódio um acordo entre os governos de Moçambique e do Malawi; o secretário de estado interino assina um acordo para pesquisa e prospecção de petróleo, curiosamente sendo uma das empresas norte-americanas). “Entrevistas”, que não possui exatamente esse caráter, com o depoimento do marido de um casal de velejadores franceses que viajava há 3 anos pelos mares e que aportou (e se encantou, segundo a voz over feminina) com Maputo. Ele fala em espanhol mesclado com português. As vinhetas que anunciam as sessões do cinejornal fazem uso de diferentes recursos. A da entrevista, por exemplo, é uma pequena animação. A comemoração do aniversário da independência, e seu dia e mês icônicos, 25 de junho, oc...

Filme do Dia: Thanatopsis (1963), Ed Emshwiller

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  T hanatopsis (EUA, 1963). Direção e Fotografia: Ed Emshwiller. Com: Bac Arnold, Mac Emshwiller. Nesse curta experimental em preto e branco, o que mais surpreende são os efeitos imagéticos do corpo em movimento, semelhantes ao de uma fotografia com velocidade lenta, assim como a precisão da montagem associada ao enquadramento. O rosto de um homem em primeiro plano é cercado, por todos os lados, por uma mulher que não para de efetuar movimentos. Fazendo uso de técnicas nunca antes utilizadas, o filme parece visualmente supreendentemente moderno para a época em que foi realizado, mesmo quando comparado com contemporâneos do New American Cinema, a exemplo de Kenneth Anger, cuja antecipação visual de efeitos parece se encontrar mais na década de 1950. Suas experimentações com o movimento humano remetem ao pioniero uso de tal recurso em filmes como os de Marey, antes mesmo do “surgimento” do cinema. Destaque para a seqüência em câmera acelerada pelas ruas de uma cidade, do qual apena...

Filme do Dia: They Hear It (2018), Julian Terry

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  T hey Hear It (EUA, 2018). Direção Julian Terry. Rot. Original David Robert Mitchell, Will Neff & Julian Terry. Fotografia Shawn Anderson. Música Alex Winkler. Montagem Julian Terry. Com Aria Walters, Bray Chadanet. Garota (Walters), acorda do sofá de casa, coloca o irmão mais jovem na cama (Chadenet) e, ao buscar o cão, fica   assoberbada por ter visto um homem que, ao focar sua lanterna, não se encontra mais lá, e silvos agudos, atraindo o cão que desaparece no escuro da noite. Mesmo silvos a acometerem a linha telefônica quando busca socorro. Ela decide então investigar a área onde o cão sumiu com a lanterna. Apelando para tradições mais fincadas no universo fantástico que outro curta contemporâneo também vinculado a temas envolvendo o sobrenatural ( Other Side of the Box ), como o temor do sumiço das facilidades tecnológicas à mão e o limite entre o sonho e a realidade. Ambiguidade a ser prejudicada por um final a entregar de bandeja o motivo de todos os aconteci...