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O Dicionário Biográfico de Cinema#337: Richard Widmark

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  Richard Widmark  (1914-2008), n. Sunrise, Minnesota W idmark chegou ao cinema um pouco depois da maioria dos astros masculinos, já com mais de trinta anos. Mas sua estreia ainda assombra, não importa o quão posteriormente Widmark se transformou em herói, bronzeado, lacônico, alinhando-se profundamente com as causas apropriadas.  E ducado no Lake Forrest College, trabalhou como professsor, ator de teatro e rádio, antes de ser escalado como Tommy Udo em Kiss of Death [ O Beijo da Morte ] (47, Henry Hathaway). O sadismo desta personagem, sua risada atemorizadora, a caveira aparecendo através da pele desenhada, e a evocação certamente consciente de um degenerado campo de concentração estabeleceu Widmark como a pessoa mais assustadora das telas. A alegria na interpretação pode ter chocado o próprio Widmark. Ele fez O Beijo da Morte , atípico da Fox ou Hathaway. O estúdio o manteve sob a coleira e misturou vilões mais convencionais com heróis de nervos tensos, como se quisess...

Filme do Dia: Anjo do Mal (1953), Samuel Füller

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  A njo do Mal ( Pickup on South Street , EUA, 1953).  Direção: Samuel Füller. Rot.Original: Samuel Füller, baseado num argumento de Dwight Taylor. Fotografia: Joseph MacDonald. Música: Leigh Harline. Montagem: Nick DeMaggio. Dir. de arte: George Patrick &  Lyle R. Wheeler.  Cenografia: Al Orenbach. Figurinos: Travilla. Com: Richard Widmark , Jean Peters, Thelma Ritter , Murvyn Vye, Richard Kiley, Willis Bouchey, Milburn Stone, George Berkeley.          Skip McCoy (Widmark) é um batedor de carteiras que assalta a prostitua Candy (Peters) no metrô. O policial Dan Tiger (Vye) tem que saber, a qualquer custo, quem é o assaltante, já que foi roubado um microfilme que seria repassado para agentes comunistas. Com a ajuda de Moe (Ritter), uma delatora, a polícia consegue saber quem se trata, porém McCoy nega tudo. Por outro lado Candy é pressionada por Joey (Kiley), responsável pela entrega do microfilme aos agentes russos a encontrar o assaltan...

Dicionário Histórico de Cinema Sul-Americano#161: Machuca

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  MACHUCA . (Chile, 2004). Recontando os eventos que levaram ao golpe em 1973 de um modo pessoal, de alguma maneira autobiográfico, através dos olhos de um rapaz de onze anos, Machuca de Andrés Wood, foi o mais bem sucedido filme sério, dramático desde El Chacal de Nahueltoro  (1970), de Miguel Líttin . Após sua estreia na Quinzena dos Realizadores no Festival Internacional de Cinema de Cannes,  Machuca  venceu prêmios no Festival Internacional de Cine de Viña de Mar ; Festival de Cine de Bogotá ( Colômbia ); e festivais em Lima ( Peru ), Ghent (Bélgica), Valdívia (Espanha) e Cidade do México (2005), assim como no Festival Internacional del Nuevo Cine Latinoamericano  (Havana, 2005),  e também prêmios do público em Vancouver e Philadelphia (2005). De forma notável, terminaria como o quarto filme chilno de maior bilheteria em 2004, com 654. 169 espectadores.  Andrés Wood Montt, nascido em 1965, de descendência escocesa-irlandesa, graduou-se em econom...

Filme do Dia: Eu e Meu Avô Nihonjin (2025), Celia Catunda

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  E u e Meu Avô Nihonjin (Brasil, 2025). Direção e Dir. de arte Celia Catunda. Rot. Adaptado Rita Catunda, a partir do romance de Oscar Nakasato. Música André Abujamra & Márcio Nigro. São Paulo, anos 80. Noburo é um garoto de dez anos que, instigado por um trabalho de escola, decide investigar junto ao seu avô, Hideo,  nascido no Japão, a história do passado da família. Demasiado sério, o avô reluta ao início de falar sobre o passado. Porém, logo passa a lembrar do momento em que emigrou ao Brasil, em um navio, nos anos 20. A vida no Brasil é árdua, trabalhando pesado em uma fazenda de café e sendo explorado. Ele se une com outros trabalhadores para arrendar uma fazenda. Casa-se e possui três filhos. Um deles, ao qual não gosta de tocar o nome, Haru. Na Segunda Guerra Mundial, os japoneses não podiam falar sua língua em público, nem ensinar. Noburo fica sabendo, por um comerciante da Liberdade, que seu avô foi preso, por ensinar um grupo de crianças. E Haru, instad...

Filme do Dia: O Silêncio (1962), Ingmar Bergman

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  O   Silêncio ( Tystnaden , Suécia, 1962). Direção e Rot. Original: Ingmar Bergman . Fotografia: Sven Nykvist. Música: Ivan Renliden. Montagem: Ulla Ryghe. Cenografia: P.A.Lundgren. com: Ingrid Thulin , Gunnel Lindblom, Jörgen Lindström, Hakan Jahnberg, Birger Malmsten. Retornando de férias, Anna (Lindblom), sua irmã Ester (Thulin) e seu filho Johan (Lindstron) se hospedam em um hotel semi-deserto, na cidade estrangeira de Timoka. Ester, que trabalha como tradutora,   padece de tuberculose e mantem-se na cama a maior parte do tempo. Anna resolve abandonar a irmã em busca de aventuras sexuais escapistas, em um cinema no centro da cidade, onde presencia um casal copulando. Ester acaba ficando aos cuidados de um excêntrico criado do hotel (Jahnberg). Johan em suas investigações pelo hotel descobre uma trupe de artistas anões, os Eduardinis. Ao retornar, Anna é investigada por Ester e conta tudo. Na mesma noite, resolve encontrar-se com seu amante (Malmsten), que trabalha ...

Filme do Dia: Ipanema, Adeus (1975), Paulo Roberto Martins

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  I panema, Adeus (Brasil, 1975). Direção: Paulo Roberto Martins. Rot. Original: Paulo Roberto Martins & Roberto S. Braga. Fotografia: Dileny Campos. Música: Roberto Magalhães Vaz. Montagem: Waldemar Noya. Dir. de arte: Sheila. Com: Hugo Carvana, Monique Lafond, Bibi Vogel, Gracinda Freire, Ênio Santos, Cláudio Cavalcanti, Milton Gonçalves, Leda Valle, Maria Lúcia Dahl. Carlos (Carvana) é um estressado executivo carioca de uma empresa cujo patrão admite seu comportamento excêntrico por conta do seu talento. Casado com uma bela mulher (Vogel) e pai de três filhos. Porém, desgostoso da vida que leva, mantém várias relações extra-conjugais e decide em dia antecipado ir morar em Porto Seguro, pois acredita que lá não precisará de dinheiro. Pouco antes de partir, com a amante Gilda (Lafond) é assaltado, mas resolve por conta própria deixar todos os bens materiais com o assaltante (Gonçalves). Já em Porto Seguro, onde tinha planos de se tornar pescador, percebe que não possui muito...

Filme do Dia: Jeanne Dielman (1975), Chantal Akerman

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  J eanne Dielman ( Jeanne Dielman, 23, Quai du Commerce, Bruxelles , Bélgica/França, 1975). Direção e Rot. Original Chantal Akerman. Fotografia Babette Mangolte . Montagem Patricia Canino. Dir. de arte Phillippe Graff. Maquiagem Éliane Marcus. Com Delphine Seyrig , Jan Decorte, Henri Storck, Jacques Doniol-Volcroze, Yves Bical. Jeanne Dielman (Seyrig) é viúva e cuida metodicamente do cotidiano dos cuidados de si e do filho adolescente Sylvain (Decorte), prostituindo-se em determinado momento do dia, quando o filho se encontra no colégio. Certo dia, no entanto, tal rotina repleta de repetições possui um evento de ruptura. Nunca os “tempos mortos” significaram tanto, provavelmente, quanto nesta produção, onde se tornam instrumento para dar visibilidade a invisibilidade do trabalho doméstico feminino. Akerman não precisa de discurso proselitista – como tampouco Varda, à sua maneira, precisara, quando investigara esta perspectiva feminina a partir de fragmentos de uma vivê...