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Filme do Dia: Os Dover Boys (1942), Chuck Jones

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  O s Dover Boys ( The Dover Boys at Pimento University or The Rivals of Roquefort Hall , EUA, 1942). Direção Chuck Jones. Rot. Original Tedd Pierce, a partir do argumento dele, Chuck Couch, Warren Foster & Roy Williams. Música Carl W. Stalling. Montagem Treg Brown. Em termos de traços, Jones pode ser considerado mais moderno que seu colega ainda mais reconhecido, Tex Avery, não sendo isso necessariamente um elogio, apenas uma marca distintiva de estilo. De fato, percebe-se o quão pouca atenção se dá aos cenários de fundo, e as formas geométricas, que tomam conta de queixos, bicicletas, pernas. E Jones não deixa de extrair histrionismo disso tudo. Seja ao transformar a garota coquete com seu típico guarda-chuva belle époque em uma maquínica cuco de relógio ou andar sem mover os pés. Sua proposta aqui parece se destacar da produção habitual da Looney Tunes , quase numa antecipação do que realizadores com um pouco mais de espaço para voos mais autorais, fariam na década seguin...

Filme do Dia: Banks of the Nile (1911), Charles Urban

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  B anks of the Nile (Reino Unido, 1911). Direção: Charles Urban. Sem dúvida alguma, o que mais chama a atenção do espectador de mais de um século após é o uso de um processo de cores precoce, Kinemacolor, aplicado a um motivo típico da cinematograrfia da época, um travelogue, que se rende aos temas pictóricos que encontra às margens do célebre rio egípcio. É, de certo modo, uma tentativa de renovação de interesse do público por um dos motivos fundantes do cinematógrafo, o do flagrante de cenas do cotidiano, que muitas vezes, já desde sua origem, trazia também o atrativo do “exótico”. O contraste com as colorizações artificiais até então utilizadas, sobretudo nos filmes de trucagens, é brutal, e até mesmo se poderia arriscar que ele traria um padrão mais realista que o Technicolor hollywoodiano de tempos após. E se inicialmente aposta-se no transporte de animais para um navio através de um guindaste, depois há opções que tendiam a um maior apelo pitoresco: mulheres dançando em tr...

O Dicionário Biográfico de Cinema#356: Andrew Niccol

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  Andrew Niccol , n. Parapaumu, Nova Zelândia , 1964 1 997: Gattaca [ Gattaca: A Experiência Genética ]. 2002: S1mOne [ Simone ]. 2005: Lord of  War [ O Senhor das Armas ]. 2011: In Time  [ O Preço do Amanhã ]. 2013: The Host [ A Hospedeira ]. N iccol é uma das figuras mais inteligentes e questionadoras  trabalhando no campo do cinema de ficção científica que se une em alguns dos últimos desenvolvimentos de fato da ciência. Naturalmente, The Truman Show [ O Show de Truman ] é tão fantasia quanto ficção científica. Foi um roteiro escrito nas especificações por Niccol e oferecido a Scott Rudin. Muitas das pessoas que o viram e foram instigadas por ele, ficaram incertas se não poderia ter sido dirigido por ele próprio. Então Peter Weir chegou e fez algumas reescritas que suavizaram o conceito. Niccol teve o único crédito como roteirista e co-produtor e merece um grande crédito por esta obra-prima moderna e sua visão única do mundo assumida pela televisão.  Enqua...

Filme do Dia: O Sétimo Selo (1957), Ingmar Bergman

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  O Sétimo Selo ( Det Sjunde Inseglet ,  Suécia, 1957) Direção: Ingmar Bergman . Rot. Adaptado: I. Bergman, baseado em sua própria peça. Fotografia: Gunnar Fischer. Música: Eric Nordgren. Montagem: Lennart Wallén. Com:Gunnar Björnstrand, Bengt Ekerot, Nils Poppe, Max von Sydow , Bibi Andersson , Inga Gill, Maud Hansson, Inga Landgré, Gunnel Lindblom, Bertil Anderberg, Gunnar Olsson, Erik Strandmark.       Cavaleiro Antonius Block (Sidow), retornando das Cruzadas, ao lado de seu fiel escudeiro Jöns (Björnstrand), passa a questionar a vida que leva e ter constantes diálogos com a Morte (Ekerot), que tenta levá-lo em sua primeira investida, mas é convidada a negociar mantê-lo ou não vivo através de uma partida de xadrez. Destituído da fé vacilante que acompanha Block, seu escudeiro é extremamente pragmático e em uma conversa com um pintor de igreja (Olsson) desfia sua filosofia niilista, após algumas rodadas de vinho, enquanto seu patrão confessa como vencerá a p...

Dicionário Histórico de Cinema Sul-Americano#172: Sergio Cabrera

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  SERGIO CABRERA  (Colômbia, 1950). Filho de refugiados espanhóis que fugiram da tirania de Francisco Franco, Sergio Cabrera possui antecedentes bastante incomuns para um realizador cinematográfico. Viveu na China quando adolescente (e se tornou um membro da Guarda Vermelha em 1966), e uniu-se ao Exército Popular de Libertação na Colômbia , após seu retorno em 1969. Nasceu em Medelín e é mais conhecido pelo longa metragem La Estrategia del Caracol  ( A Estratégia do Caracol , 1993), que foi mais popular na Colômbia que Jurassic Park  (Parque dos Dinossauros), de Spielberg  e permanceu em cartaz por muitos meses na Espanha. Cabrera retornou à China, nos anos 70, inicialmente para estudar filosofia, mas ficou interessado em se tornar realizador. Realizou seu primeiro curta lá, em 1975, começando a estudar cinema em uma escola politécnica londrina. Dirigiu seus primeiros dois curtas documentais lá, En Verano e I Beg Your Pardon . De volta à Colômbia, Cabrera montou...

Filme do Dia: Tea Making Tips (1941)

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  T ea Making Tips (Reino Unido, 1941). Nessa produção apócrifa, ao menos na sua versão atual, observa-se de forma canhestramente didática seis características principais para preservar a boa qualidade do chá a ser consumido, uma das maiores obsessões nacionais. Longe do talento e dos meios disponíveis para as produções contemporâneas do que ficou conhecido como Escola Documental Britânica (como, dentre muitos outros, Listento Britain ) resta uma sofrível exposição do tema a partir da conversa entre duas amigas numa mesa, entremeada ao longo de praticamente todo o curta, pela intervenção de um especialista (evidentemente masculino), devidamente trajado e com pose professoral, que apresenta detalhadamente os seis itens. Às mulheres sobra a dimensão mais lúdica, “doméstica”, de absorver tais ensinamentos, ao mesmo tempo que bebericam o próprio produto. BBP Productions para o Empire Tea Bureau. 10 minutos e 2 segundos.

Filme do Dia: Três Poemas de Spoon Jackson (2003), Michel Wenzer

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  T rês Poemas de Spoon Jackson ( Three Poems by Spoon Jackson , Suécia/EUA, 2003). Direção: Michel Wenzer. Fotografia Albin Biblom. Músic Micheel Wenzer. Montagem Jens Friis-Hansen. A partir de três poemas recitados ao telefone pelo encarcerado ator Spoon Jackson, preso a mais de vinte anos na Califórnia, para o realizador na Suécia, o cineasta constrói um retrato sombrio da socidade americana, dimensão ressaltada sobretudo no primeiro poema, no qual todo o lirismo das reminiscências pessoais da poesia do ator trava um duro combate com os mecanismos de automação mais impessoais possíveis, como a da gravação que avisa que falta apenas um minuto para a ligação ser concluída, enquanto são observadas imagens não menos frias   como a de um trem avançando sobre a câmera. Infelizmente. O ritmo inicial se perde nos outros dois segmentos do filme, seja no segundo, quando começa a fazer um discurso panfletário sobre a situação das crianças africanas e do sistema educacional americano...