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Filme do Dia: Bobby Kennedy for President (2018), Dawn Porter

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  B obby Kennedy for President (EUA, 2018). Direção Dawn Porter. Fotografia Robert Richman. Música Paul Brill. Montagem Joshua L. Pearson. A New Generation . Os anos iniciais de imersão de Bob Kennedy na vida pública passam muito de escanteio pela sua colaboração com o Senador Joseph McCarthy, na conta do ferrenho anticomunismo de Kennedy, embora um dos já anciões depoentes, dentre os sobreviventes, seja o único que não parece ter modificado muito – ou ao menos, assim não o expressa – sua desconfiança em relação a Bob, tido por ele como duas caras e personalidade fortemente agressiva e policialesca, responsável pela escuta clandestina de Martin Luther King. Outros, afirmam que as barreiras foram descongelando com o tempo, assim como sua personalidade carismática.  Caso do ator e cantor Harry Belafonte que, após intervenção pessoal de Bob para a soltura de Martin Luther King Jr., então na prisão, passa a se tornar uma pessoa próxima do político, frequentando sua casa e, co...

Rossellini, Mais que uma Vida (2025), Ilaria De Laurentiis, Rafaelle Brunetti & Andrea Paolo Massara

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R ossellini, Mais que uma Vida ( Roberto Rossellini, Più de una Vita , Itália, 2025). Direção Ilaria De Laurenttis, Rafaelle Brunetti & Andrea Paolo Massara. Rot. Original Rafaelle Brunetti. Música Mattia Leonardi. Embora o padrão formal não divirja muito de vários outros perfis biográficos audiovisuais recentes, com os retratados sendo disponibilizados por áudio em sua própria voz ou na de terceiros, e fazendo uso de imagens exclusivamente de arquivos, aos quais se sobrepõem áudios de diversas épocas – de colaboradores, ex-mulheres, filhos como Renzo (não confundir com o irmão, autor das trilhas de vários de seus filmes) e Isabella Rossellini, o recorte buscado seria ao menos mais de acordo com a visão de mundo perseguida pelo realizador, em seu decidido afastamento da indústria cinematográfica. Já desacreditado em seu ciclo de realizações com Ingrid Bergman, com quem viveu uma relação atribulada e estreitamente vigiada por correspondentes italianos e estadunidenses com afinco,...

O Dicionário Biográfico de Cinema#353: Thomas H. Ince

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  Thomas Harper Ince   (1882-1924), n. Newport, Rhode Island D everia Ince ser tratado como diretor, ou como produtor? Ou sua relevância é simplesmente uma questão de contraste histórico a oferecer a D.W. Griffith? Ince não é um nome que badale muitos sinos hoje; na verdade, teve uma carreira bastante ativa e, nos primórdios dos anos 20, foi pensado como um dos mais importantes e presunçosos dos homens. Foi Buster Keaton, em The Playhouse  [ O Teatro ] (21), que zombou da arrogante reinvindicação de Ince de escrita, produção e direção nos filmes realizados por sua companhia. A piada de Keaton parece ter feito tal ostentação retroagir, e a pesquisa descobriu poucos filmes de longas-metragens completos que Ince dirigiu sozinho. A pesar disso, foi um pioneiro no modo como se insinuou na produção cinematográfica e começou a organizá-la. Em acréscimo, em 1916, construiu novos estúdios em Culver City, que se tornariam a base do complexo da MGM (sua segunda casa - logo abaixo n...

Filme do Dia: Civilização (1915), Reginald Barker, Thomas H. Ince & Raymond B. West

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  C ivilização ( Civilization ,      EUA, 1915). Direção: Reginald Barker, Thomas H. Ince & Raymond B. West. Rot. Original: C. Gardner Sullivan. Fotografia: Joseph H. August, Dal Clawson, Clyde De Vinna, Otis M. Gove, Deveraux Jennnings, Charles E. Kaufman, Robert Newhard & Irvin Willat. Mùsica: Victor Schertzinger. Montagem: Thomas H. Ince, Hal C. Kern, LeRoy Stone & Irvin Willat. Dir. de arte: Joseph H. August. Com: Howard C. Hickman, Enid Markey, Lola May, George Fischer, Kate Bruce, Charles K. French, Herschell Mayall, J. Barney Sherry, Jerome Storm. O rei (Mayall) de um determinado país inicia uma guerra, mesmo que boa parte da população, sobretudo no que diz respeito as mulheres, seja contra. Um conde pacifista, Ferdinand (Hickman), cientista que havia criado um submarino para destruir o inimigo, no último momento desobedece as ordens de seu superior para afundar um navio de passageiros, amotinando-se e provocando o afundamento do próprio subm...

Dicionário Histórico de Cinema Sul-Americano#169: Ricardo Darín

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  DARÍN, Ricardo . (Argentina, 1957). Versátil e duradouro protagonista argentino no teatro, televisão e cinema, Ricardo Darín ganhou primeiro fama como galã jovem de uma série de novelas e então se tornou o mais popular ator argentino por mais de uma década, desenvolvendo parcerias criativas com diretores-roteiristas como Juan José Campanella , Eduardo Mignona, Fabián Bielisnky e, mais recentemente, Pablo Trapero   e Sebastian Borensztein. Desde 1990, estrelou uma série de filmes que conquistaram grande sucesso de crítica e de público na Argentina e ao redor do mundo, tornando-se a face internacional do cinema argentino contemporâneo. Ainda Darín tendo feito sucesso em diversos gêneros, tornou-se particularmente identificado com filmes de crimes urbanos, interpretando um amarrotado homem comum que pensa que sabe todas as perspectivas, mas que geralmente demonstra ser um operador não tão bom quanto acredita. Nascido em Buenos Aires, em 1957, Darin começou a atuar nos palcos ao...

Filme do Dia: View from an Engine Front - Ilfracombe (1898)

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    V iew from an Engine Front – Ilfracombe (Reino Unido, 1898). Muito antes que longos travellings panorâmicos viessem a introduzir o universo documental e ficional de filmes como Berlim, Sinfonia de uma Metrópole (1927) e A Besta Humana (1937),  existiam filmes como esse em que o que importava era somente a reprodução da sensação de se encontrar de fato andando em um comboio ferroviário. Aqui, o trem passa de objeto a ser admirado pela câmera (em filmes como  L´Arrivée d´un Train à La Ciotat ou Black Diamond Express ) para o próprio suporte móvel na qual as imagens serão captadas. Mesmo que tampouco tal dimensão estivesse completamente ausente de alguns dos filmes dos Lumière, aqui a identificação com a perspectiva dos trilhos se dá de modo mais aproximado, pois é a perspectiva frontal como já anuncia seu título que é enfatizada, não a lateral, mais próxima do estilo “panorama” habitualmente empregado pelos cinegrafistas dos Lumière. O fato do filme ser extre...

Filme do Dia: O Último Azul (2025), Gabriel Mascaro

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  O   Último Azul (Brasil/México/Holanda/Chile, 2025). Direção Gabriel Mascaro. Rot. Original Gabriel Mascaro, Tibério Azul & Murilo Hauser. Fotografia Guillermo Garza. Música Memo Guerra. Montagem Omar Guzmán & Sebastián Sepúlveda. Dir. de arte Dayse Barreto. Figurinos Gabriella Marra. Maquiagem Juliana Bolze. Com Denise Weinberg, Rodrigo Santoro, Miriam Socarras, Adanilo, Rosa Malagueta, Clarissa Pinheiro, Dimas Mendonça, Daniel Ferrat. Em uma sociedade onde o governo controla os idosos, levando-os para campos de exclusão social coletiva, Tereza (Weinberg), às vésperas de ser encaminhada para um destes campos, decide fugir e viajar pela Amazônia, com o intuito de voar pela primeira vez, antes de retornar e se entregar às autoridades. Ela encontra um capitão de barco, Cadu (Santoro), com traumas amorosos e que lhe apresenta um caracol que solta uma tinta azul, capaz de provocar uma expansão ou modificação da consciência a respeito do futuro. Tudo isto ocorre porque ...