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O Dicionário Biográfico de Cinema#353: Thomas H. Ince

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  Thomas Harper Ince   (1882-1924), n. Newport, Rhode Island D everia Ince ser tratado como diretor, ou como produtor? Ou sua relevância é simplesmente uma questão de contraste histórico a oferecer a D.W. Griffith? Ince não é um nome que badale muitos sinos hoje; na verdade, teve uma carreira bastante ativa e, nos primórdios dos anos 20, foi pensado como um dos mais importantes e presunçosos dos homens. Foi Buster Keaton, em The Playhouse  [ O Teatro ] (21), que zombou da arrogante reinvindicação de Ince de escrita, produção e direção nos filmes realizados por sua companhia. A piada de Keaton parece ter feito tal ostentação retroagir, e a pesquisa descobriu poucos filmes de longas-metragens completos que Ince dirigiu sozinho. A pesar disso, foi um pioneiro no modo como se insinuou na produção cinematográfica e começou a organizá-la. Em acréscimo, em 1916, construiu novos estúdios em Culver City, que se tornariam a base do complexo da MGM (sua segunda casa - logo abaixo n...

Filme do Dia: Civilização (1915), Reginald Barker, Thomas H. Ince & Raymond B. West

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  C ivilização ( Civilization ,      EUA, 1915). Direção: Reginald Barker, Thomas H. Ince & Raymond B. West. Rot. Original: C. Gardner Sullivan. Fotografia: Joseph H. August, Dal Clawson, Clyde De Vinna, Otis M. Gove, Deveraux Jennnings, Charles E. Kaufman, Robert Newhard & Irvin Willat. Mùsica: Victor Schertzinger. Montagem: Thomas H. Ince, Hal C. Kern, LeRoy Stone & Irvin Willat. Dir. de arte: Joseph H. August. Com: Howard C. Hickman, Enid Markey, Lola May, George Fischer, Kate Bruce, Charles K. French, Herschell Mayall, J. Barney Sherry, Jerome Storm. O rei (Mayall) de um determinado país inicia uma guerra, mesmo que boa parte da população, sobretudo no que diz respeito as mulheres, seja contra. Um conde pacifista, Ferdinand (Hickman), cientista que havia criado um submarino para destruir o inimigo, no último momento desobedece as ordens de seu superior para afundar um navio de passageiros, amotinando-se e provocando o afundamento do próprio subm...

Dicionário Histórico de Cinema Sul-Americano#169: Ricardo Darín

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  DARÍN, Ricardo . (Argentina, 1957). Versátil e duradouro protagonista argentino no teatro, televisão e cinema, Ricardo Darín ganhou primeiro fama como galã jovem de uma série de novelas e então se tornou o mais popular ator argentino por mais de uma década, desenvolvendo parcerias criativas com diretores-roteiristas como Juan José Campanella , Eduardo Mignona, Fabián Bielisnky e, mais recentemente, Pablo Trapero   e Sebastian Borensztein. Desde 1990, estrelou uma série de filmes que conquistaram grande sucesso de crítica e de público na Argentina e ao redor do mundo, tornando-se a face internacional do cinema argentino contemporâneo. Ainda Darín tendo feito sucesso em diversos gêneros, tornou-se particularmente identificado com filmes de crimes urbanos, interpretando um amarrotado homem comum que pensa que sabe todas as perspectivas, mas que geralmente demonstra ser um operador não tão bom quanto acredita. Nascido em Buenos Aires, em 1957, Darin começou a atuar nos palcos ao...

Filme do Dia: View from an Engine Front - Ilfracombe (1898)

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    V iew from an Engine Front – Ilfracombe (Reino Unido, 1898). Muito antes que longos travellings panorâmicos viessem a introduzir o universo documental e ficional de filmes como Berlim, Sinfonia de uma Metrópole (1927) e A Besta Humana (1937),  existiam filmes como esse em que o que importava era somente a reprodução da sensação de se encontrar de fato andando em um comboio ferroviário. Aqui, o trem passa de objeto a ser admirado pela câmera (em filmes como  L´Arrivée d´un Train à La Ciotat ou Black Diamond Express ) para o próprio suporte móvel na qual as imagens serão captadas. Mesmo que tampouco tal dimensão estivesse completamente ausente de alguns dos filmes dos Lumière, aqui a identificação com a perspectiva dos trilhos se dá de modo mais aproximado, pois é a perspectiva frontal como já anuncia seu título que é enfatizada, não a lateral, mais próxima do estilo “panorama” habitualmente empregado pelos cinegrafistas dos Lumière. O fato do filme ser extre...

Filme do Dia: O Último Azul (2025), Gabriel Mascaro

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  O   Último Azul (Brasil/México/Holanda/Chile, 2025). Direção Gabriel Mascaro. Rot. Original Gabriel Mascaro, Tibério Azul & Murilo Hauser. Fotografia Guillermo Garza. Música Memo Guerra. Montagem Omar Guzmán & Sebastián Sepúlveda. Dir. de arte Dayse Barreto. Figurinos Gabriella Marra. Maquiagem Juliana Bolze. Com Denise Weinberg, Rodrigo Santoro, Miriam Socarras, Adanilo, Rosa Malagueta, Clarissa Pinheiro, Dimas Mendonça, Daniel Ferrat. Em uma sociedade onde o governo controla os idosos, levando-os para campos de exclusão social coletiva, Tereza (Weinberg), às vésperas de ser encaminhada para um destes campos, decide fugir e viajar pela Amazônia, com o intuito de voar pela primeira vez, antes de retornar e se entregar às autoridades. Ela encontra um capitão de barco, Cadu (Santoro), com traumas amorosos e que lhe apresenta um caracol que solta uma tinta azul, capaz de provocar uma expansão ou modificação da consciência a respeito do futuro. Tudo isto ocorre porque ...

Filme do Dia: Carta de uma Desconhecida (1948), Max Ophüls

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  C arta de uma Desconhecida ( Letter from an Unknown Woman , EUA, 1948). Direção: Max Ophüls. Rot. Adaptado: Howard Koch, baseado no romance Brief einer Unbekannten , de Stefan Zweig. Fotografia: Franz Planer. Música: Daniele Amfitheatrof. Montagem: Ted J. Kent. Dir. de arte: Alexander Golitzen. Cenografia: Russell A.Gaussman & Ruby R. Levitt. Figurinos: Travis Banton . Com: Joan Fontaine, Louis Jourdan, Mady Christians, Marcel Journet, Art Smith, Carol Yorke, Howard Freeman, John Good, Leo B. Pessin. Na Viena do início do século um ex-pianista prodígio, Stefan Brand (Jourdan), hoje decadente, afirma para seu criado que deverá partir antes que amanheça, para evitar um confronto. O criado lhe entrega uma carta. Ela foi escrita por Lisa Berndle (Fontaine), mulher que o amou por toda a vida. Através da leitura da longa carta, Brand acompanha-a como sua vizinha, quando passou a admirá-lo. Sua empolgação, indo contra a família, ao manter um romance com Brand que diz que voltará a...

Filme do Dia: Brasil Ano 2000 (1968), Walter Lima Jr.

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    B rasil Ano 2000 (Brasil, 1968). Direção e Rot. Original Walter Lima Jr. Fotografia Guido Cosulich. Música Gilberto Gil. Montagem Nello Melli. Dir. de arte Marcos Flaksman & Vicente Más. Figurinos Luís Carlos Ripper. Com Anecy Rocha, Ênio Gonçalves, Hélio Fernando, Iracema de Alencar, Zbigniew Ziembinski, Manfredo Colassanti, Arduíno Colassanti, Rodolfo Arena, Jackson De Souza, Raul Cortez. Mãe (de Alencar), filho (Fernando) e filha (Rocha) decidem partir para o nordeste, em um Brasil pós-hecatombe nuclear. Eles pegam carona de um motorista de caminhão e são deixados na provinciana Me Esqueci, onde firmam pacto com um homem mais velho (Colassanti) para se tornarem índios. A filha, no entanto, ameaça romper o pacto quando se interessa por um repórter (Gonçalves). Nada em seu início, ou muito pouco ao menos, parece compartihar da aridez de um cinema crescentemente alegórico-tropicalista da época ( Os Herdeiros , Macunaíma , Orgia ou o Homem Que Deu Cria , Fome de ...