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Filme do Dia: Tarantellen af Napoli (1903), Peter Elfelt

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  T arantellen af Napoli (Dinamarca, 1903). Direção: Peter Elfelt. Esse filme se contamina do início ao final pela graça e frescor do casal de bailarinos que executam sua dança em um singelo cenário. Sua graça e leveza em muito se afasta da maior parte de filmes americanos contemporâneos que apresentam números de dança, mais interessados em explorar o lado burlesco da atração. Elfelt, normalmente dirigindo  filmes oficiais para a realeza dinamarquesa, onde a aridez dos temas acaba compometendo parcialmente a sua ocasional eficácia enquanto filme ( Kejser Wilhelms Ankom sttil Kobenhavn , por exemplo) aqui parece ter como resultado o oposto, a simplicidade da produção conta com o encantamento do tema. Elfelt. 1 minuto e 13 segundos.

Filme do Dia: Baronesa (2017), Juliana Antunes

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  B aronesa (Brasil, 2017). Direção e Rot. Original Juliana Antunes. Fotografia Fernanda de Sena. Montagem Rita M. Pestana & Affonso Uchoa. Com Andreia Pereira de Sousa, Leid Ferreira, Felipe Rangel Soares. Sem dúvida menos autocomplacente e masturbatório que algumas referências do cinema de fluxo brasileiro tais como Estrada para Ythaca , também se centra na esfera do cotidiano de um grupo de amigos. Mas o faz a partir de um recorte cotidiano voltado para os afetos e outras pulsões ainda não completamente canibalizadas pelo inabalável senso de comodificação capitalista. E, de forma mais interessante, entremeia documentário e ficcionalização a partir de figuras concretas, como Andreia e Leid- do rapaz se poderia reivindicar maior ficcionalização porque nunca vem a ser chamado pelo nome, apenas Negão. Lógico que se trata de personagens de outro estrato social, e que se pretende aqui apostar numa estética do cotidiano que não nega a violência e as drogas permeando as relaçõ...

Filme do Dia: Why We Fight 4 - The Battle of Britain (1943), Frank Capra

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  W hy We Fight 4 – The Battle of Britain (EUA, 1943). Direção: Frank Capra . Rot. Original: Julius J. Epstein & Phillip G. Epstein. Música: Howard Jackson, William Lava, Max Steiner & Dimitri Tiomkin. Montagem: William Hombeck. Enquanto o cinema de propaganda nazista de ponta se encontrava nas mãos de Leni Riefensthal, essa série de documentários que compreende sete títulos apresentava uma proposta bastante diferenciada. Fundamental para o efeito que o filme pretende é a articulação que sua ultra-dinâmica montagem apresenta sobretudo de imagens de arquivo, mas igualmente de reencenações dramáticas, cenas de filmes de ficção,   de sua voz over enfática e provedora de razão tipicamente associada ao documentário clássico, assim como sua trilha musical e animações que apontam para as estratégias bélicas inimigas. O fato de toda a equipe técnica ser proveniente do universo do filme de ficção (Hombeck foi montador de alguns dos filmes mais prestigiados dos anos 1940 e 195...

Filme do Dia: Athlete: Ore Ga Kare ni Oboreta Hibi (2019), Takamasa Oe

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  A thlete: Ore Ga Kare ni Oboreta Hibi (Japão, 2019). Direção Takamasa Oe. Rot. Original Yasutoshi Murakawa. Com Jo Nakamura, Yohdi Kondo, Mia Flora, Rai Minamoto, Fumihiko Nakamura, Reina Tasaki, Yoshiaki Umegaki. Kaido (Nakamura) é um instrutor de natação que enfrenta tensões no trabalho com um superior, sob alegação de ser demasiado rígido com as crianças, e também o divórcio da mulher, que decide com a filha não mais viver com ele. Deprimido, Kaido afoga-se na bebida no tradicional bairro boêmio de Tóquio de Shinjuku e é auxiliado, quando se encontra vomitando, por um jovem atencioso, Yutaka (Kondo) Para que surja a relação romântica é preciso a criação de um vínculo piedoso, de dupla mão, pois se Kaido está com problemas no trabalho e a mulher resolveu se separar dele, Yutaka está com o pai em coma, ambos chorando na frente do outro, e sendo consolados respectivamente. Filme de estreia de Oe, co-roteirista de Drive My Car . A toada seguida pelo filme é um tanto indolente ...

O Dicionário Biográfico de Cinema#347: Sofia Coppola

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  Sofia Coppola , n. N. York, 1971 1 998: Lick the Star (c). 1999: The Virgin Suicides [ As Virgens Suicidas ]. 2003: Lost in Translation [ Encontros e Desencontros ]. 2006: Marie Antoniette [ Maria Antonieta ]. 2010: Somewhere  [ Um Lugar Qualquer ]. 2013: The Bling Ring [ Bling Ring: A Gangue de Hollywood ]. S im, Sofia é o bebê (ostensivo, masculino) batizado na grande e assassina conclusão de The Godfather [ O Poderoso Chefão ] (72, Francis Ford Coppola ) e é alguém que pode narrar sua infância em termos dos filmes e locações nos quais seu pai a mantinha por perto, em companhia. A primeira vez que tomou consciência de si própria foi logo após One from the Heart [ O Fundo do Coração ], em Rutherford, quando Sofia pintava quadros de vodu para postar na entrada de automóveis da casa da família para espantar os oficiais de justiça que poderiam levar a mobília da casa.  Então é compreensível que os críticos e cinéfilos igualmente se maravilharam no quanto seu pai a ajudou ...

Filme do Dia: O Estranho Que Nós Amamos (2017), Sofia Coppola

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  O   Estranho Que Nós Amamos ( The Beguiled , EUA, 2017). Direção: Sofia Coppola . Rot. Adaptado: Sofia Coppola, a partir do romance de Thomas Cullinan e do roteiro de Albert Maltz & Irene Kamp. Fotografia: Philippe Le Sourd. Música: Laura Karpman Phoenix. Montagem: Sarah Flack. Dir. de arte: Jennifer Dehghan. Cenografia: Ann Beth Silver. Figurinos: Stacey Battat. Com: Colin Farrell, Nicole Kidman, Kirsten Dunst, Elle Fanning, Oona Laurence, Angourie Rice, Addison Riecke, Emma Howard. Em meio a Guerra Civil americana, O Cabo McBurney (Farrell) é encontrado agonizante e com a perna grandemente ferida por uma garota que o leva para a residência-internato feminino católico    na Vírginia, comandado pela rigorosa Srta. Martha (Kidman). A presença do soldado  yankee  se torna o motivo inconfesso para que todas as garotas se encontrem ouriçadas a seu respeito. McBurney parece nutrir um sentimento peculiar por Edwina (Dunst), de espírito aparentemente mais li...

Dicionário Histórico de Cinema Sul-Americano#166: Margot Benacerraf

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  BENACERRAF, MARGOT . (Venezuela, 1926)*. Mais conhecida por seu documentário poético e inovador Araya  (1959), Margot Benacerraf também tem sido uma importante administradora e promotora dos cinemas venezuelano e latino-americano em geral. Nascida na Venezuela de pais sefárdicos norte-africanos, estudou filosofia e arquitetura na Universidade Central, e em 1948 escreveu uma peça que vençou um prêmio que a habilitou a estudar a escrita teatral em Nova York. Após atuar em um filme estudantil, e agora enamorada pelo cinema, partiu para a França, para estudar cinema em 1950. Graduou-se no prestigiado Institut des Hautes Études Cinématographiques (IDHEC), em Paris, em 1954; enquanto na cidade trabalhou na Cinemateca, sob os auspícios de Henri Langlois, uma experiência que influenciaria posteriomente sua carreira. Ao terminar seus estudos em novembro de 1951, retornou a sua casa na Venezuela   e completou seu primeiro filme, um curta documental, Reverón (1952) sobre o famoso ...