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Filme do Dia: O Sonho do Astrônomo (1898), Georges Méliès

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  O   Sonho do Astrônomo ( La Lune à un Mètre , França, 1898). Direção, Rot. Original, Montagem e Dir. de arte Georges Méliès. Com Georges Méliès, Jehanne D’Alcy. Astrônomo (Méliès) que observa a lua, é subitamente interrompido pela própria, que começa a engolir seus equipamentos, cuspindo duas crianças, e surgindo de variadas formas. O astrônomo chega a ser engolido e triturado pela Lua, mas uma mulher faz com que ele tenha seu corpo recomposto. Pondo na conta do sonho já antecipadamente, como seu título deixa claro, aqui Méliès antecipa tanto os seres celestes antropomorfizados (que se tornariam célebres, mas também mais coadjuvantes em seu minimamente narrativo clássico Viagem à Lua , de quatro anos após). O que também surge com um tanto de pioneirismo é a animação da forma desenhada pelo astrônomo que passa a ganhar vida. É importante observar que as variadas faces da lua podem agregar tanto figuras de papel simpáticas e infantis, que movimentam os olhos e a boca, como...

Filme do Dia: The Shoemaker and the Elves (1935), Arthur Davis

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  T he Shoemaker and the Elves (EUA, 1935). Direção Arthur Davis. Rot. Adaptado Arthur Davis, a partir de conto dos Irmãos Grimm. Música Joe DeNat. Seria uma dificuldade de se lidar com a narrativa na animação ou uma compreensão de que ela não poderia ser outra coisa que parte do universo da fantasia mais pueril? Este curta traz alguns fragmentos de narrativa – o pobre garoto sendo acolhido pelo velho fazedor de sapatos em uma noite de nevasca inclemente – que minimamente nos engatilham para o que poderia acontecer. Mas tudo tem que ser, lógico, interrompido, pelo cortejo de criaturas fantásticas, elfos ou o que seja, a cantarolar canções tediosas e demonstrações de trabalho em divisões bem especializadas (todas estas animações seriam, em última instância, uma exaltação do fordismo?). Há até uma referência, um tanto perdida, a Chaplin , personificado como um dos elfos. E o mesmo vale para Greta Garbo. O tempo cobra seu preço não apenas no seu arcaísmo em si próprio, como na quali...

O Dicionário Biográfico de Cinema#349: Travis Banton

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  Travis Banton (1894-1958), n. Waco, Texas T ravis Banton nunca ganhou, ou foi indicado, a um Oscar, e isto porque a categoria de figurino não foi criada pela Academia antes de 1948, quando o prêmio foi para Roger Furse por Hamlet . Naturalmente, no mesmo ano, Banton (quase certamente alcóolatra por então) ganhou um de seus últimos créditos, pelas roupas em Letter from an Unknown Woman [ Carta de uma Desconhecida ] (Max Ophüls). Muita pouca coisa dá certo perfeitamente. Mas tente encontrar um personagem vestido por Banton que não está "correto".  B anton foi homem de um pequeno bando de homens e mulheres que perceberam que roupas poderiam fotografar ao menos tão bem quanto a pele. E era o limiar do paraíso quando os dois se misturavam. Fez uns poucos filmes silenciosos, mas é crucialmente  a vinda do som que marca a chegada da alta costura. Poderíamos deduzir disso que as roupas faziam barulho; pode-se ouvir um grande vestido quando uma garota passa. Além disso, a roupa ...

Filme do Dia: Serenata Tropical (1940), Irving Cummings

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  Serenata Tropical ( Down Argentine Way , EUA, 1940). Direção: Irving Cummins. Rot. Original: Darrell Ware & Karl Tunberg, a partir do argumento de Rian James & Ralph Spence. Fotografia: Ray Rennahan & Leon Shamroy. Música: Cyril J. Mockridge. Montagem: Barbara McLean. Dir. de arte: Richard Day & Joseph C. Wright.  Cenografia: Thomas Little. Figurinos: Travis Banton .  Com: Don Ameche, Betty Grable,  Carmen Miranda , Charlotte Greenwood, J. Carrol Naish, Henry Stephenson, Kay Aldridge, Leonid Kinskey. Ricardo Quintana (Ameche) é um dândi argentino que se encanta pela norte-americana Glenda Crawford (Grable) em Nova York. Ela se encanta igualmente por um dos cavalos de Quintana, que ele, por birra do pai (Stephenson), vende para outra mulher. Glenda viaja com a tia Binnie (Greenwood) à Argentina e lá reencontra Quintana, não hesitando mais sobre de quem será seu coração.  Sua tia, por sua vez, diverte-se com Tito Acuna (Kinskey). O filme de estre...

Dicionário Histórico de Cinema Sul-Americano#167: Deus e o Diabo na Terra do Sol

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  DEUS E O DIABO NA TERRA DO SOL (Brasil, 1964). Traduzido literalmente como "God and the Devil in the Land of the Sun", título muito mais apropriadamente ambíguo que o pelo qual ficou conhecido no universo de língua inglesa, Black God, White Devil .  O segundo longa de Gláuber Rocha , Deus e o Diabo na Terra do Sol granjeou uma reputação ao longo dos anos como uma das maiores obras vanguardistas do cinema narrativo mundial, e é certamente um dos filmes brasileiros mais conhecidos de todos os tempos. É uma obra verdadeiramente original de ficção, combinando mitos sincréticos nordestinos, literatura de cordel e música brasileira tanto clássica (Heitor Villa-Lobos) quanto folclórica, com  abordagens narrativas e estilísticas contrastantes, obra-chave da primeira fase do Cinema Novo brasileiro.  Deus e o Diabo na Terra do Sol inicia com o movimento de uma câmera alta sobre a terra ressequida do sertão. Após os créditos, que acompanham esta imagem, os crânios apodre...

Filme do Dia: Sheep Run, Chicago Stockyards (1897), William Heise

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  S heep Run, Chicago Stockyards (EUA, 1897). Fotografia William Heise. Ovelhas sendo conduzidas provavelmente para o abatedouro são o tema desse filme de plano único no qual se destacam os pulos de alguns animais, assim como o fato de alguns deles ficarem aparentemente curiosos com a intrusão da câmera. Produzido por James H. White.   Edison Manufacturing Co. 27 segundos.

Filme do Dia: Lost Sheep (2023), Lukas Rooney

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  L ost Sheep (EUA, 2023). Direção e Rot. Original Lukas Rooney. Música Andrew Gerlicher. Grupo de ovelhas de lã branca é tosada, assim como uma pequena ovelha de lã negra, que possui uma pata a menos. Uma ventania forte dispersa a lã. Ela segue a lã e se perde da propriedade ao anoitecer. O pastor se dá por conta de sua ausência. E vai em busca dela, deparando-se com uma tempestade com raios. A ovelha se refugia em uma pequena abertura numa rocha. O homem a encontra, mas se encontra em um pedra do outro lado de um despenhadeiro. Ele se arrisca perigosamente em um galho para salvá-la. E tem que lutar com pássaros e uma águia, que o faz perder seu cajado. Ainda assim ele consegue salvá-la e quando retorna à propriedade lhe faz uma perna de madeira A singeleza de sua história se adequa a das figuras desenhadas em papel, em silhueta, ainda que a metáfora da ovelha negra não deixe evidentemente de vir à tona, já que ela não parece interagir com os outros animais (por conta de sua ...