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O Dicionário Biográfico de Cinema#330: Danny Aiello

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  Danny (Daniel Louis)  Aiello , n. Brooklyn, Nova York, 1936* E m Once Upon a Time in America [ Era Uma Vez na América ] (84, Sergio Leone), Danny Aiello interpreta um chefe policial intimidador e sem ter a confiança de ninguém. Ele havia recentemente tido um filho bebê, mas os gangsters fizeram um truque com ele, ao removerem as plaquinhas de identificação e puseram o bebê em uma sala repleta de bebês semelhantes. A primogenitura levada pelo vento, e toda a pujança e volume de Aiello, o ator, fervendo e chorando. O nome do chefe é Aiello. Tire suas próprias conclusões.  A lguns estudantes se maravilharam que Aiello, creditado em mais de setenta filmes de 1973 até agora, não fez nada até a maturidade de seus 37 anos, sendo por anos funcionário do Sindicato dos Trabalhadores Manuais, conseguindo papéis como ator através de sua lábia. É um cômico natural, um muito bom cantor, e um grande exibido sensível que gosta de fazer o papel de durão. Quando bem elencado é uma delíci...

Filme do Dia: A Rosa Púrpura do Cairo (1985), Woody Allen

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  A  Rosa Púrpura do Cairo ( The Purple Rose of Cairo , EUA, 1985).  Direção e Rot. Original: Woody Allen.  Fotografia: Gordon Willis.  Música: Dick Hyman.  Montagem: Susan E. Morse. Dir. de arte: Stuard Wurtzel.  Figurinos: Jeffrey Kurland. Com: Mia Farrow,  Jeff Daniels , Danny Aiello , Irving Metzman, Stephanie Farrow, Dianne Wiest,  Van Johnson , Zoe Caldwell, Milo O´Shea.              Na Nova York dos anos 30, Cecilia (Farrow) é uma mulher pobre e insatisfeita com seu marido, Monk (Aiello), que lhe bate e traz mulheres para casa e com seu emprego como garçonete. Sua única fonte de satisfação é o cinema. Após ir pela quinta vez assistir o mesmo filme,  A Rosa Púrpura do Cairo , surpreende-se com o inusitado: um dos personagens, Tom Baxter (Daniels), galante e explorador de ruínas antigas, começa a se dirigir para ela, saindo do filme e indo ao encontro dela. Enquanto o evento que ocorre no cinema pr...

Dicionário Histórico de Cinema Sul-Americano#154: Instituto Nacional de Cinema (INC)

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  INSTITUO NACIONAL DE CINEMA (INC). (Brasil). Criado em 1966, pela ditadura militar, o Instituto Nacional de Cinema brasileiro, composto de representantes de produtores, distribuidores, exibidores e importadores, apesar de seu conjunto, foi muito pouco efetivo em promover a produção e exibição de longas metragens brasileiros. No entanto, outro decreto-lei foi aprovado em 1946, pelo recém-eleito governo de Eurico Gaspar Dutra, para aumentar a quota de filmes brasileiros para três filmes brasileiros no cinema, pelo menos. Em 1951, Vargas era agora o presidente eleito do Brasil, havia pedido para Alberto Cavalcanti  formar um comitê, a Comissão Nacional de Cinema (CNC) para esboçar uma proposta do Instituto Nacional de Cinema (INC), mas a proposta foi derrubada por não incluir membros o suficiente da indústria. Como consequencia, o governo introduziu uma nova lei "oito para um", que decretava que para cada oito filmes estrangeiros exibidos em qualquer cinema, ao menos um filme ...

Filme do Dia: Onde Estás, Felicidade? (1939), Mesquitinha

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O nde Estás, Felicidade? (Brasil, 1939). Direção: Mesquitinha. Rot. Adaptado: Mesquitinha, a partir da peça de Luis Iglesias. Fotografia: A.P. Castro. Música: Radamés Gnatalli & Luciano Perrone. Montagem: Mesquitinha. Com: Alma Flora, Rodolfo Mayer, Nilza Magrassi, Luiza Nazareth, Vanda Marchetti, Dircinha Batista, Ana de Alencar, Paulo Gracindo, Carlos Barbosa, Grande Otelo , Abel Pera, Mesquitinha. Paulo (Mayer) vive pacatamente nos subúrbios do Rio, na casa de sua tia solteirona, Clodô (Nazareth) até sua mulher, Noêmia (Flora), receber a visita de uma socialite amiga sua, Lúcia (Marchetti), que consegue convencer Paulo a se mudar, além de quase seduzi-lo. Já numa mansão em Copacabana, Clodô confidencia a Fernandinha (Magrassi), amiga de infância e desde sempre apaixonada por Paulo, que não se habitua a sua vida de grã-fina. É dia de festa e boa parte da sociedade carioca se encontra presente, mas Noêmia se irrita com a ausência de Paulo, que se encontra trabalhando. Quando esse ...

Filme do Dia: The Tourists (1912), Mack Sennett

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  T he Tourists (EUA, 1912). Direção Mack Sennett . Fotografia Percy Higginson. Com: Mabel Normand , Charles West, William J. Butler, Grace Henderson, Frank Evans, Kate Toncray.      Trixie (Normand), deslumbrada com o artesanato local, faz com que ela e seus amigos percam o trem, após uma parada no Novo México. Pouco depois, ela se encanta com um Chefe Índio (Evans), que se torna seu anfitrião, provocando a ira de sua mulher (Toncray), que consegue a solidariedade de outras mulheres da tribo. O Chefe afasta o namorado de Trixie (West), para a imensa satisfação dela. Porém, logo Trixie virá a ser perseguida pelas mulheres, escondendo-se em um manto indígena e sendo salva pelo trem, que já se encontra novamente de partida.    À distância que observamos os atores descerem do trem parece tão grande quanto a que separa a decupagem dessa produção da de seu colega de estúdio à época, D.W. Griffith. Parece que ainda há ecos muitos fortes do clássico L´Arrivée d´u...

Filme do Dia: O Grupo de Ninjas (1967), Nagisa Oshima

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  O   Grupo de Ninjas ( Ninja Bugei-Chô , Japão, 1967). Direção: Nagisa Oshima. Rot. Adaptado:  Mamoru Sasaki & Nagisa Oshima, a partir da história em quadrinhos de Sampei Shirato. Fotografia: Akira Takada. Música: Hikaru Hayashi. Montagem: Sueko Shiraishi. Filho de um senhor feudal assassinado busca vingança, unindo-se a Kagemaru, um ninja renegado, que ajuda os pobres e explorados camponeses. No momento mais profícuo e criativo de sua carreira, Oshima aposta ousadamente numa narração bastante calcada no universo das HQs, apresentando os quadrinhos de Shirato por quase duas horas! Os acréscimos são a sonorização, movimentos a partir de desenhos fixos e a presença de um narrador ocasional, assim como de “cartelas” tais como no cinema mudo. Por mais que instigante que seja tal aventura, sobretudo em um momento no qual no máximo o cinema adaptava para ação ao vivo sucessos do universo dos quadrinhos ( Modesty Blaisie , Barbarella ) e ainda havia pouca interação ent...

Filme do Dia: Bird in a Window (1996), Igor Kovalyov

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  B ird in a Window (EUA, 1996). Direção: Igor Kovalyov. Fotografia: Robert Beebe. Dir. de arte: Dima Malanitchev. Homem se sente estranhado com sua família (mulher e filho) e consigo próprio, como se vivenciasse um papel ao qual não se identifica. Sexualidade, absurdo e cotidiano sob o prisma de uma família burguesa, tema de outros trabalhos do realizador, encontram-se aqui plenamente presentes. Que a sinopse da trama seja plenamente compreensível não é exatamente o que as obras de Kovalyov – essa de cunho autobiográfico, como provavelmente outras ainda mais inspiradas (caso, por exemplo, de Milch , de 2005). O absurdo emerge aqui em situações inesperadas, quando emergem a primeira vez, e para qual não se apresenta qualquer justificativa   maior, como a dupla de chineses que se diverte, jogando e se beijando. O efeito visual provocado, algo titilante, ressalta o estranhamento com que a realidade vivida é sentida por seu protagonista. Klascy Csupo. 10 minutos e 25 segundos...