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Filme do Dia: Ipanema, Adeus (1975), Paulo Roberto Martins

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  I panema, Adeus (Brasil, 1975). Direção: Paulo Roberto Martins. Rot. Original: Paulo Roberto Martins & Roberto S. Braga. Fotografia: Dileny Campos. Música: Roberto Magalhães Vaz. Montagem: Waldemar Noya. Dir. de arte: Sheila. Com: Hugo Carvana, Monique Lafond, Bibi Vogel, Gracinda Freire, Ênio Santos, Cláudio Cavalcanti, Milton Gonçalves, Leda Valle, Maria Lúcia Dahl. Carlos (Carvana) é um estressado executivo carioca de uma empresa cujo patrão admite seu comportamento excêntrico por conta do seu talento. Casado com uma bela mulher (Vogel) e pai de três filhos. Porém, desgostoso da vida que leva, mantém várias relações extra-conjugais e decide em dia antecipado ir morar em Porto Seguro, pois acredita que lá não precisará de dinheiro. Pouco antes de partir, com a amante Gilda (Lafond) é assaltado, mas resolve por conta própria deixar todos os bens materiais com o assaltante (Gonçalves). Já em Porto Seguro, onde tinha planos de se tornar pescador, percebe que não possui muito...

Filme do Dia: Jeanne Dielman (1975), Chantal Akerman

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  J eanne Dielman ( Jeanne Dielman, 23, Quai du Commerce, Bruxelles , Bélgica/França, 1975). Direção e Rot. Original Chantal Akerman. Fotografia Babette Mangolte . Montagem Patricia Canino. Dir. de arte Phillippe Graff. Maquiagem Éliane Marcus. Com Delphine Seyrig , Jan Decorte, Henri Storck, Jacques Doniol-Volcroze, Yves Bical. Jeanne Dielman (Seyrig) é viúva e cuida metodicamente do cotidiano dos cuidados de si e do filho adolescente Sylvain (Decorte), prostituindo-se em determinado momento do dia, quando o filho se encontra no colégio. Certo dia, no entanto, tal rotina repleta de repetições possui um evento de ruptura. Nunca os “tempos mortos” significaram tanto, provavelmente, quanto nesta produção, onde se tornam instrumento para dar visibilidade a invisibilidade do trabalho doméstico feminino. Akerman não precisa de discurso proselitista – como tampouco Varda, à sua maneira, precisara, quando investigara esta perspectiva feminina a partir de fragmentos de uma vivê...

Filme do Dia: Órfãs da Tempestade (1921), D.W. Griffith

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  Ó rfãs da Tempestade ( Orphans of the Storm , EUA, 1921). Direção: D.W. Griffith. Rot. Adaptado: D.W. Griffith baseado no romance Les Deux Orphelines , de Adolph d´Ennery & Eugène Cormon. Fotografia: Paul H. Allen, G.W. Bitzer & Hendrik Sartov. Música: Louis F. Gottschalk & William Frederick Peters. Montagem: James & Rose Smith. Dir. de arte: Charles M. Kirk. Cenografia: Edward Scholl. Com: Lilian Gish, Dorothy Gish, Joseph Schildkraut, Frank Losee, Katherine Emmet, Morgan Wallace, Lucille La Verne, Sheldon Lewis, Leslie King, Monte Blue, Sidney Herbert. França, segunda metade do século XVIII. Criadas juntas desde recém-nascidas, quando o pai, Jean Girard não apenas não tem coragem de deixar a filha nas escadarias de Notre-Dame e ainda acaba recolhendo outra menina lá deixada, Louise, filha de uma relação entre uma aristocrata, que vem a se tornar a Condessa de Liniers (Emmet) e um plebeu, assassinado por conta da relação proibitiva para os códigos morais da épo...

Filme do Dia: Benzinho (2018), Gustavo Pizzi

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  B enzinho (Brasil, 2018). Direção: Gustavo Pizzi. Rot. Original: Gustavo PIzzi & Karine Teles. Fotografia: Pedro Faerstein. Música: Maximiliano Silveira. Montagem: Lìvia Serpa. Dir. de arte: Dina Salem Levy. Figurinos: Diana Leste. Com: Karine Teles, Otávio Müller, Adriana Esteves, Konstantinos Sarris, César Troncoso, Mateus Solano, Ariclenes Barroso. Irene vive angustiada com as dificuldades financeiras para manter sua família, juntamente com o marido Klaus. Eles possuem quatro garotos. a irmã de Irene, Sônia, agora vivendo com a família, é constantemente asseadiada por seu ex-companheiro, ex-viciado. O filho mais velho de Irene, Fernando (Sarris) recebe a boa notícia de uma bolsa na Alemanha para jogar handebol, deixando insegura sua mãe, já que nem maioridade ele possui. Pizzi, que praticava um excesso de sensibilismo em longa anterior ( Riscado , com a mesma Teles, sua companheira), em aproximação maior com o circuito de arte, agora se volta para uma narrativa mais co...

O Dicionário Biográfico de Cinema#336: Dolores del Rio

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Dolores del Rio   (Lolita Dolores Asunsolo de Martinez) (1905-83), n. Durango, México S e por nada além, o cinema pode sempre retornar à florida beleza humana - como David Selznick se deu conta: "Quero del Rio e McCrea em um romance dos mares do sul" disse. "Traga-me três cenas de amor maravilhosas como as de The Big Parade [ O Grande Desfile ] e Bardelys the Magnificent [ O Cavalheiro dos Amores ]. Não me importo sobre a história que será usada desde que seja chamada Bird of Paradise  [ Pássaro do Paraíso ] e del Rio pule em um vulcão flamejante ao final." E assim King Vidor partiu para o Pacifico para criar o mais puro tributo visual à ardente beleza de del Rio. Esta Lolita havia sido filha de pais ricos, casada aos 16, quando seu Humbert apareceu: o diretor de cinema americano Edwin Carewe levou-a embora para Hollywood e a dirigiu em Joanna [As Melindrosas ] (25), High Steppers [ Alto Bordo ] (26) e Pals First  [ Amigos Acima de Tudo ] (26). Na época foi mais apr...

Filme do Dia: Pássaro do Paraíso (1932), King Vidor

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  P ássaro do Paraíso ( Bird of Paradise , EUA, 1932).  Direção: King Vidor. Rot. Adaptado: Leonard Praskins, Wells Root & Wanda Tuchock, baseado em peça de Richard Walton Tully. Fotografia: Lucien N. Adriot, Edward Cronjager & Clyde De Vinna.  Música: Max Steiner. Montagem: Archie Marshek. Montagem: Carroll Clark. Com: Dolores Del Rio , Joel McCarea, John Halliday, Richard “Skeets” Gallagher, Bert Roach, Lon Chaney Jr., Wade Botler, Arnold Gray. Numa aventura até uma “exotica” ilha do sul, um grupo de aventureiros encontra uma comunidade nativa que não fala inglês. Um dos membros da expedição, Johnny Baker (Halliday) é seduzido por uma nativa chamada Luana (Del Rio), considerada tabu pela comunidade, que considera que o relacionamento dos dois despertou a ira do vulcão local. Aprisionados, Baker consegue levar Luana de volta ao navio. Quando se preparam para partir, os nativos a buscam e ela decide que seu lugar é mesmo entre os seus. Essa delirante fantasia de a...

Dicionário Histórico de Cinema Sul-Americano#160: O Cangaceiro

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  O CANGACEIRO . (Brasil, 1953). O primeiro filme brasileiro a ganhar um prêmio no Festival Internacional de Cinema de Cannes, para "Melhor Filme de Aventura", em 1954, O Cangaceiro , dirigido por Lima Barreto, foi o mais bem sucedido dos 18 filmes produzidos Estúdio Vera Cruz , em São Paulo, quebrando recordes de bilheteria brasileiros, e sendo distribuído em 22 países. Mas seu sucesso comercial e de critica chegou demasiado tarde para salvar a ambiciosa tentativa de criar uma indústria nacional de cinema brasileira de qualidade internacional. Tendo contratado o único realizador brasileiro de prestígio internacional, Alberto Cavalcanti , como seu diretor empresarial, a Vera Cruz tinha como encargo realizar filmes brasileiros de qualidade, ao contrário das populares chanchadas  cariocas, realizadas no Rio, desprezadas nos círculos cultos. Embora a Vera Cruz tenha tentado vários gêneros, muito dinheiro foi prodigamente gasto em cada produção e acredita-se que uma certa pretens...