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Filme do Dia: Lance Maior (1968), Sylvio Back

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  L ance Maior (Brasil, 1968). Direção: Sylvio Back. Rot. Original: Sylvio Back, sob o argumento de Nélson Padrella & Oscar Milton Volpini. Fotografia: Hélio Silva. Música: Carlos Castilho. Montagem: Maria Guadalupe. Dir. de arte: Luiz Hilário. Figurinos: Ilana Kwasinski. Com: Reginaldo Farias, Regina Duarte, Irene Stefânia, Isabel Ribeiro, Lourdes Bergmann, Sérgio Bianchi, Doralice Bittencourt, Maria Dora Carvalho, Joel de Oliveira, Lúcio Weber. Mário (Farias) é um jovem de baixa classe média que se divide entre a vendedora suburbana Neuza (Stefânia) e a ricaça estudante universitária Cristina (Duarte), não conseguindo um emprego nem levar para diante sua relação com as moças, recorrendo eventualmente a prostitutas. Back faz seu filme de “desencanto”, como boa parte dos realizadores do Cinema Novo contemporâneos ( O Desafio , Terra em Transe , São Paulo S/A , etc.), ainda que sem a mesma verve estilística ou precisão ideológica dos mesmos. Como nesses filmes, trata-se de u...

Filme do Dia: A Sombra no Rio (2025), Janielly Linhares

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  A   Sombra no Rio (Brasil, 2025). Direção Janielly Linhares. Rot. Original Janielly Linhares & Luiz Diego Garcia. Montagem Wellington Gomes. Com David Backham, Alyson Gomes. Manuel (Gomes) e Vicente (Backham) são irmãos marcados pela morte do pai, que segundo Manuel teria escutado a voz do rio. Segundo este, um determinado dia, todos os homens da família viveriam este sortilégio, no qual saberiam que iriam partir. Vicente, por sua vez, não sente nada desta veia mística ou tampouco compreende porque deve venerar um local que foi responsável pela morte de seu amado pai. Curta que ao início tem alguns indícios não intencionais de ser voltado para temática gay apresenta,  como já se pode ter como pista seu título, um viés não muito amadurecido da mitologia, com efeitos nada instigantes, tocantes mais pelo que possui de amador – como é o caso, sobretudo da interpretação de um dos garotos. Qual é exatamente seu viés em relação à tradição (ou recusa desta) tampouc...

Filme do Dia: O Sereno Desespero (1973), Luiz Carlos Lacerda

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  O   Sereno Desespero (Brasil, 1973). Direção Luiz Carlos Lacerda. Rot. Adaptado Walmir Ayala & Luiz Carlos Barreto, a partir dos poemas de Cecília Meireles. Fotografia Rogério Noel. Montagem Ana Maria Magalhães. Com Arduíno Colassanti, Eliane de Itatinga, Rosana da Vinha, Tarcísio José, José Kléber, José Arthur Machado, Vera Manhães. Narrado por Isabel Ribeiro. E a voz de Ribeiro ecoa, lendo a posia de Meireles, enquanto observamos um “índio” cenográfico, evidentemente tão distante da realidade e idealizado quanto aquele lido na poesia. Além de fabricado pela produção deste curta. A nudez do mesmo deve ter sido influenciada pelo Como Era Gostoso o Meu Francês , sendo Lacerda várias vezes assistente de Nélson Pereira. Já se aproximando do final, após a exibição do corpo malemolente do jovem (prenúncio do Menino do Rio de Caetano) surfista (motivo visual reutilizado por Lacerda no bem posterior A Morte de Narciso ) é que um poema de Meireles provocará maior resson...

Filme do Dia: Alguém Morreu em Meu Lugar (1964), Paul Henreid

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  A lguém Morreu em Meu Lugar ( Dead Ringer , 1964, EUA). Direção: Paul Henreid. Rot. adaptado: Albert Beich & Oscar Millard, a partir do conto de Rian James. Fotografia: Ernest Haller. Música: André Previn. Montagem: Folmar Blangsted. Dir. de arte: Perry Ferguson.  Cenografia: William Stevens. Figurinos: Donfeld. Com : Bette Davis, Karl Malden , Peter Lawford, Philip Carey, Jean Hagen, George Macready, Estelle Winwood, George Chandler, Cyril Delevanti, Monika Henreid. Edith “Edie” Phillips (Davis), dona de um pequeno clube, do qual não consegue mais sequer extrair os aluguéis do local, decide matar sua rica irmã gêmea, Margaret DeLorca (Davis), à sangue-frio e incorporar a personalidade da falecida, assim como seus bens. Porém, incorporar Margaret significa atropelos desde os aposentos da casa até a presença de um policial, o Sargento Jim Hobbson (Malden), apaixonado por Edie e o vigarista Tony Collins (Lawford), amante da irmã. Cria-se uma empatia oblíqua com a assa...

Filme do Dia: Breaking of the Crowd at Military Review at Longachamps (1900)

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  B reaking of the Crowd at Military Review at Longchamps (EUA, 1900). . No mesmo momento em que produziu vários outros filmes na França, James H. White produziu esse registro de uma multidão que se levanta das cadeiras para acompanhar uma parada militar que fica sempre fora de quadro nesse filme de plano único. A motivação da multidão e a verdadeira compreensão da situação somente se dá pelo título e pelas referências do catálogo da companhia. Um homem e uma mulher chegam a subir em uma cadeira e se destacam diante da multidão, avaliada pelo catálogo em milhares de pessoas – das quais observamos no filme apenas uma módica amostra. Produzido por James H. White.  Edison Manufacturing Co. 43 segundos.

Filme do Dia: Pearl (2016), Patrick Osborne

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  P earl (EUA, 2016). Direção Patrick Osborne. Montagem Stevan Riley. Música Pollen Music Group. Dir. de arte Tuna Bora. Esta tola e aborrecida narrativa da relação entre pai e filha trovadores itinerantes pelas auto-estradas estadunidenses, até a filha buscar seus próprios voos, seguindo as inclinações paternas, e sempre com baladas musicais insossas ao fundo compõem este curta de animação indicado ao Oscar da categoria. A filha conquista a fama. Um dia lembra do pai e passa em sua casa para leva-lo a ter uma ideia de como é a apresentação da banda dela em meio ao assédio dos fãs. |Google Spotlight Stories/Evil Eye Pictures para Google Spotlight Pictures. 5 minutos e 42 segundos.

O Dicionário Biográfico de Cinema#321: Mack Sennett

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  Mack Sennett (Mikall Sinnott) (1880-1960), n. Danville, Canadá O nome Sennett é quase um adjetivo. Se houvesse nomeado o estúdio com seu próprio nome, ao invés de Keystone, a "comédia Sennett" representaria todo aquele frenético e inocente tumulto que simboliza um momento na história. Por suposto, Sennett inventou a "comédia cinematográfica". Em 1937, seu Oscar especial citou "sua duradoura contribuição  aos princípios básicos da técnica cômica nas telas, os quais são tão importantes hoje quanto foram os primeiros postos em prática." Q uais são estes princípios? Charlie Chaplin teve orientação do patrão: "Não temos roteiro - temos uma ideia, então seguimos a sequencia natural dos eventos até ela levar a uma perseguição, que é a essência de nossa comédia." Charlie desejava mais: foi para Sennett, que descobriu o olhar e a atitude do Vagabundo; e foi Sennett que, um ano depois, não se convenceria a pagar ao esperto britânico mil dólares por sema...