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Mostrando postagens de novembro, 2022

Filme do Dia: Assassinato por Morte (1976), Robert Moore

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  A ssassinato por Morte ( Murder by Death , EUA, 1976). Direção: Robert Moore. Rot. Original: Neil Simon. Fotografia: David M. Walsh. Música: Dave Grusin. Montagem: John F. Burnett. Dir. de arte: Stephen B. Grimes & Harry Kemm. Cenografia: Marvin March. Figurinos: Ann Roth. Com: Alec Guiness, Peter Sellers, Peter Falk, David Niven, James Coco, Maggie Smith, Truman Capote, Elsa Lanchester, Eileen Brennan, Estelle Winwood, James Cromwell, Richard Narita, Nancy Walker, James Cromwell. Alguns dos mais famosos detetives do mundo são chamados para um jantar em uma mansão excêntrica, cujo mordomo além de cego é o desastrado Bensonmum (Guiness), que inclui um assassinato. A mansão pertence ao pernóstico Lionel Twain (Capote), e os convidados são Milo Perrier (Coco), Miss Marbles (Lanchester), Sam Diamond (Falk), Dick Charleston (Niven) e Sidney Wang (Sellers). Miss Marbles traz o que anteriormente fora sua cuidadora (Winwood), Charleston sua esposa, Dora (Smith), o Sr. Wang, seu filho a

Filme do Dia: Jesse James (1939), Henry King

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  J esse James (EUA, 1939). Direção Henry King . Rot. Original Nunnally Johnson. Fotografia George Barnes & W. Howard Greene. Montagem Barbara Mclean. Dir. de arte William S. Darling & George Dudley. Cenografia Thomas Little. Figurinos Royer. Com Tyrone Power, Henry Fonda , Nancy Kelly, Randolph Scott, Henry Hull, Slim Summerville, J. Edward Bromberg, Brian Donlevy , John Carradine, Donald Meek, Johnny Russell, Jane Darwell, Ernest Whitman. Os interesses da ferrovia transformam a vida dos irmãos Jesse (Power) e Frank James (Fonda), com sua tentativa de conseguir na força a desapropriação de propriedades. A mãe de ambos (Darwel) vem a falecer numa ação vinculada a mesma, transformando de vez o status dos irmãos em foragidos, com Jesse abandonando sua mulher, Zee (Kelly), e iniciando uma série de assaltos que lhe trarão uma fama ainda maior. Anos depois, quando Jesse retorna a cabana, fica sabendo pelo empregado Pinkie (Whitman), que ela partiu com o filho para a cidade.

Filme do Dia: Os Carrascos Também Morrem (1943), Fritz Lang

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  O s Carrascos Também Morrem ( Hangmen Also Die , EUA, 1943). Direção: Fritz Lang. Rot. Original: Bertolt Brecht, Fritz Lang & John Wexley. Fotografia: James Wong Howe. Música: Sam Coslow & Hans Eisler. Montagem: Gene Fowler Jr. Dir. de arte: William S. Darling. Figurinos: Eleanor Behm. Com: Brian Donlevy , Walter Brennan, Anna Lee, Nana Bryant, Billy Roy, Dennis O´Keefe, Gene Lockhart, Tonio Selwart, Alexander Granach, Hans Heinrich von Twardowski. Na Tchecoslováquia dominada pelo Nazismo, uma teia informal de resistentes esforça-se para não divulgar que o Dr. Svoboda (Donlevy) foi o assassino do líder nazista Heydrich (Twardowski), que comandava o país ocupado. Refugiando-se na casa da família Novotny, após Nasha (Lee) ter mentido para os policiais sobre o rumo que tomara, acabará sendo motivo para o aprisionamento do chefe da família, Stephan (Brennan). Assim como ele, mais de 300 suspeitos são presos e executados aos grupos. Com essa tática, os nazistas pretendem chegar

O Dicionário Biográfico de Cinema#159: Os Irmãos Wachowski

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  Larry Wachowski , n. 1967, Chicago e Andy Wachowski , n. 1965, Chicago 1 996: Bound [ Ligadas pelo Desejo ]. 1999: The Matrix [ Matrix ]. 2003: The Matrix Reloaded  [ Matrix Reloaded ]; The Matrix Revolutions [ Matrix Revolutions ]. 2008: Speed Racer . 2012: Cloud Atlas [ A Viagem ]. 2014: Jupiter Ascending  [ O Destino de Júpiter ]. L igadas pelo Desejo foi um pequeno filme bastante agradável e perverso, foi Detour [ Curva do Destino ] realizado com dinheiro para autênticos pervertidos, e com um bocado de estilo (nota: Larry Wachowski foi supostamente casado com uma dominatrix). O relacionamento entre Jennifer Tilly e Gina Gershon foi explosivo; as contorções do enredo foram verdadeiros genes se movimentando em s; a câmera perambulou pelo espaço úmido como um dedo em um local privado; e Joe Pantoliano sabia ser agora ou nunca. Aliás, os irmãos ganharam classe, Joel Silver, e um pacote completo de filosofia estúpida, tudo isso sob os longos casacos pretos chamados Matrix . Sim, o pri

Filme do Dia: Garrincha, Alegria do Povo (1962), Joaquim Pedro de Andrade

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  G arrincha, Alegria do Povo (Brasil, 1962). Direção:  Joaquim Pedro de Andrade . Rot. Original: Joaquim Pedro de Andrade, Luiz Carlos Barreto, Mário Carneiro, David Neves & Armando Nogueira. Fotografia: Mário Carneiro. Música: Carlos Lyra & Severino Silva. Montagem: Joaquim Pedro de Andrade & Nello Melli. Esse longa-metragem de estréia de  Andrade , produzido no auge do encantamento com o povo brasileiro, mesmo observando o futebol como válvula de escape para o trabalhador agüentar o rojão da semana, algo enfatizado em suas imagens finais que apresentam o fim do encantamento e a volta a dura realidade já a partir dos serviços de transporte urbanos lotados, não apela, no entanto, para o julgamento moral depreciativo e simplista de defini-lo como mera alienação das massas. Aliás, mesmo que suas imagens sejam predominantemente dessas, a determinada ocasião não deixa de enfatizar uma elite, em seu nicho específico, observando e aplaudindo de modo mais contido o espetáculo. Nã

Dicionário Histórico de Cinema Sul-Americano#79: Joaquim Pedro de Andrade

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  ANDRADE, JOAQUIM PEDRO DE  (Brasil, 1932-1988). O "poeta" satírico do Cinema Novo  brasileiro, Joaquim Pedro de Andrade é o único dos grandes realizadores sul-americanos a ter toda sua obra restaurada e lançada em uma caixa de DVDs, pela Carlotta, na França, e Filmes do Serro, no Brasil . Andrade nasceu no Rio de Janeiro; enquanto estudava física na Universidade Federal do Rio de Janeiro, tornou-se um ativo membro cineclubista. Em 1953 realizou seu primeiro curta em 16mm, e em 1959 dirigiria dois documentários  em preto&branco para o Instituto Nacional do Livro, sobre o sociólogo Gilberto Freyre e o poeta Manuel Bandeira. Inicialmente programados para serem partes de um mesmo filme, mas dividi-los certamente ressalta O Poeta do Castelo , no qual as imagens de uma vida cotidiana deliberadamente aborrecida e solitária são animadas pela voz over de Bandeira reinvindicando a visita a uma cidade mágica - provavelmente, está indo apenas caminhar pelo Rio. O Mestre de Apipucos

Filme do Dia: Mabel Lost and Won (1915), Mack Sennett

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  M abel Lost and Won (EUA, 1915). Direção Mack Sennett. Com Mabel Normand,  Owen Moore, Alice Davenport, Fontaine La Rue, Hugh Fay, Mack Swain, Helen Carlyle. Mabel (Normand) assumiu um compromisso em uma festa oferecida por sua mãe (Davenport). Ela e o recém-noivo (Moore) são observados no escurinho e quando trocam beijo, a mãe acende a luz da varanda, surpreendendo o casal. Ao investigar quem acendeu a luz, a mãe foge e o noivo volta a apagar a luz. Após interromper novamente o casal, agora pessoalmente, a mãe resolve apresentar o novo casal aos convivas. E passam pela primeira provação, social, e pela segunda, dos ciúmes, pois de um casal de amigos assanhado na festa, o homem (Fay) pede para dançar com Mabel, enquanto a mulher (La Rue) se encontra furtivamente na mesma varanda às escuras, sendo flagrados por Mabel que, chocada, conta tudo à mãe. Inesperadamente, irrompem na festa o marido da vamp (Swain), com seus três filhos. No aposento vizinho, o casal se reconcilia, sobre o o

Filme do Dia: Corrida Sem Fim (1971), Monte Hellman

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  C orrida Sem Fim ( Two-Lane Blacktop , EUA, 1971). Direção: Monte Hellman. Rot. Original: Rudy Wurlitzer, Will Corry & Floyd Mutrux, a partir do argumento de Corry. Fotografia: Jack Dearson & Gregory Sandor. Montagem: Monte Hellman. Figurinos: Richard Bruno. Com: James Taylor, Warren Oates, Laurie Bird, Dennis Wilson, Harry Dean Stanton, Jacklyn Hellman. Dois homens viajam pelas estradas americanas em busca de dinheiro e diversão. Dinheiro e diversão com corridas. Um deles dirige (Taylor) e o outro é mecânico (Wilson). Junta-se a eles uma caronista insatisfeita (Bird). No meio da estrada topam com um homem turrão (Oates), que os provoca para uma aposta   sobre quem chegará primeiro até Washington. Esse, talvez acertadamente o mais cultuado filme do cineasta, despoja-se de qualquer firula sentimental ou composição psicológica. Para tanto, o fato de lidar em boa parte com não atores praticamente em   “não desempenhos” (Taylor em seu único filme, assim como Wilson) ou atores

Filme do Dia: Ego (2006), Louis Blaise, Thomas Lagache & Bastien Roger

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  E go (França, 2006). Direção, Rot. Original, Fotografia e Montagem: Louis Blaise, Thomas Lagache & Bastien Roger. Música: Ton Driessens. Pretensiosa e aborrecida animação em 3D sobre homem que descobre uma imagem rebelde no espelho no momento em que escova os dentes e a sai perseguindo por um cenário de distopia futurista. Para completar o lugar-comum não faltava uma música eletrônica repetitiva tão aborrecida quanto a própria narrativa e sua precária utilização dos recursos do gênero. SupInfoCom. 6 minutos e 56 segundos.  

Filme do Dia: An American Time Capsule (1969), Charles Braverman

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  A n American Time Capsule (EUA, 1969). Direção: Charles Braverman. Braverman, que utilizou o recurso da kinestasia sobretudo para documentar, através da forma da colagem de efeito algo pop – não é à toa, nesse sentido, que ele próprio tenha sido um dos responsáveis pela disseminação da técnica em produtos midiáticos de maior apelo comercial, onde foram devidamente neutralizados de seus aspectos mais “inconvenientes”, como é o caso da abertura de No Mundo de 2020 (1973) – aqui desloca o que havia estruturado em termos de algo como uma retrospectiva do ano de 1968 ou a própria década de 60 (em Kinestasis 60 ) para a própria história norte-americana como um todo. Portanto, boa parte das fotos fixas apresentadas são menos reproduções de fotografias que de gravuras históricas quando a fotografia sequer existia ou era popular o suficiente para documentar eventos históricos. O uso que Braverman faz do recurso, do qual foi um dos mestres a dominar, é bastante convencional, senão em termos

Filme do Dia: Uma Voz nas Sombras (1963), Ralph Nelson

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  U ma Voz nas Sombras ( Lilies of the Field , EUA, 1963). Direção: Ralph Nelson. Rot. Adaptado: James Poe, a partir do romance de William E.Barrett. Fotografia: Ernest Haller. Música: Jerry Goldsmith. Montagem: John W. McCafferty. Cenografia: Robert Eaton. Figurinos: Wesley Sherrard. Com: Sidney Poitier, Lilia Skala, Lisa Mann, Isa Crino, Francesca Jarvis, Pamela Branch, Stanley Adams,   Dan Frazer, Ralph Nelson. Homer Smith (Poitier), com dificuldades em seu carro no meio do deserto, surge como um presente às súplicas de um grupo de irmãs de origem alemã-austro-húngara, comandadas pela firme Madre Maria (Skala). O sonho da Madre é construir uma capela, onde as missas do vacilante Padre Murphy (Frazer) possam ser rezadas. Com grande dificuldade econômica, mas com ajuda dos humildes moradores da região, a maior parte de origem mexicana, Homer inicia a construção da capela. Ele consegue um trabalho alguns dias da semana, enquanto nos outros se aplica a construção da capela, em ritmo l

Filme do Dia: Tarrafal: Memórias do Campo da Morte Lenta (2010), Diana Andringa

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  T arrafal: Memórias do Campo da Morte Lenta (Portugal, 2010). Direção: Diana Andringa. Fotografia: João Ribeiro. Montagem: Cláudia Silvestre. Os depoimentos memorialísticos sobre a tortura e aprisionamento sofridos no passado, que já havia ganho destaque em As Duas Faces da Guerra , de três anos antes, aqui ganham um protagonismo ainda bem maior. E, como naquele, parte-se de uma lista de nomes de pessoas vítimas dos governos autoritários – lá um monumento hoje sobrevivendo em estado de grande degradação em meio ao mato, aqui uma lista posta em um museu, onde alguns dos sobreviventes às torturas e ao tempo se reconhecem, assim como as fotos. Trata-se de um campo de prisioneiros, ou de concentração, como também era conhecido, de Tarrafal, em Cabo Verde, para onde eram enviados presos políticos considerados indesajáveis à ditadura portuguesa. Observa-se, em idade avançada, a visitarem o próprio museu onde há uma exposição (permanente?) sobre eles próprios, com fotos grandes na parede,

O Dicionário Biográfico de Cinema#158: James L. Brooks

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  James L. Brooks , n. North Bergen, Nova Jersey, 1940 1 983: Terms of Endermeant [ Laços de Ternura ]. 1987: Broadcast News [ Nos Bastidores da Notícia ]. 1994: I'll Do Anything  [ Disposto a Tudo ]. 1997: As Good as It Gets  [ Melhor é Impossível ]. 2010: How Do You Know?  [ Como Você Sabe ] J im Brooks é a prova viva que a televisão americana, semana após semana, pode entregar séries cômicas engenhosas, bem escritas e magnificamente interpretadas, que são devotadas a serem decentes e humanas, sem parecerem presunçosas ou idiotas. É uma conquista extraordinária e uma a ter em mente que o humor sempre nos leva a pensar o pior da televisão. Com Allan Row, três temporadas em sequencia (74-75, 75-76 e 76-77 - anos de distúrbios), Brooks venceu o Emmy de melhor série cômica, como produtor-executivo do The Mary Tyler Moore Show . Portanto, com outros colaboradores, fez a mesma coisa novamente três anos em sequencia (78-79, 79-80, 80-81 - mais anos do mesmo) com Taxi . E isto não é tud

Filme do Dia: Libido of Benjamino (1994), Ivan Maximov

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  L ibido of Benjamino ( Libido Bendzhamina ,    Rússia, 1994). Direção: Ivan Maximov O fato de agora Maximov incorporar o seu mundo fantástico a um corpo narrativo mais coeso que em filmes do início de sua carreira (tal como em  From Left to Right ) apenas torna ainda mais interessante o resultado final dessa animação convencional em preto e branco. Aqui, um erotômano se vê as voltas com a necessidade de uma cirurgia para retirar uma lingüiça inteira não deglutida de seu estômago. Durante a cirurgia sua cabeça literalmente se descola do corpo para acompanhar fantasias eróticas que o levam a verdadeiros labirintos. 7 minutos e 23 segundos. Postada originalmente em 20/11/2017

Filme do Dia: Les Vacances de Max (1914), Max Linder

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  L es Vacances de Max (França, 1914). Direção e Rot. Original: Max Linder. Com: Max Linder, Lucy d’Orbel, Georges Gorby, Gaby Morlay. Max (Linder) recebe um convite de um tio (Gorby) para se juntar a ele em suas férias, convite que não é estendido a sua esposa (d’Orbel), que chora inconsolável. Ao se despedir, ainda bastante desconsolada, ela permanece no trem que parte. Já na cidade do tio, decide-se que ela ficará na mala, no lugar das roupas, o que se torna uma bagagem bastante pesada, como comprova o empregado do tio. Esse último é quem finda por levar a pesada bagagem. Após fazer vários malabarismos para esconder a esposa, o tio a descobre na pior situação possível, quando entra em sua banheira. Exaltado, expulsa-a de casa. Após Max explicar que são casados, o tio a aceita. O estilo de encenação parece evocativo  da produtora norte-americana Vitagraph, com os personagens bastante próximos da câmera. A fotografia é de grandde limpidez, o que associada a boa preservação da cópi

Filme do Dia: O Velho da Montanha (1933), Dave Fleischer

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  O  Velho da Montanha ( The Old Man of the Mountain , EUA, 1933); Direção: Dave Fleischer. Numa montanha, um velho passa a aterrorizar animais e humanos. Betty Boop vai ao encontro dele e passa a ser perseguida, sendo salva somente por conta dos animais que se reúnem e atacam o velho. Como em Minnie the Moocher , do ano anterior, Cab Calloway e sua orquestra surgem ao início. Se o prólogo ao vivo não possui qualquer organicidade com o universo animado e ficcional que se segue, sua música não apenas provoca um elemento de continuidade entre os dois mundos, como Calloway ou o homem negro, se dilatarmos a analogia, pode servir como metonímia, inclusive, para uma personagem branca e velha tal como o vilão aqui retratado, e sua energia sexual desmedida – o Velho encarna a voz de Calloway a determinado momento. E Fleischer provoca uma torção maliciosa em um clichê típico dos contos de fadas, apropriado ad nauseum pelos filmes da Disney, em que os animais ajudam os humanos de “bom coraç

Filme do Dia: Utopia e Bárbarie (2009), Sílvio Tendler

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  U topia e Barbárie (Brasil, 2009). Direção e Rot. Original: Sílvio Tendler. Música: Cabruera, Caíque Botkay, BNegão e Marcelo Yuka. Montagem: Bernardo Pimenta. Memórias da utopia do pós-guerra são construídas através de imagens de arquivo e reflexões de intelectuais sobre momentos-chaves do mundo como o bombardeio a Hiroxima e Nagasaki, a Guerra da Argélia, a tentativa fracassada de independência do Congo, a Revolução Cubana,  a Revolução Cultural chinesa, a Guerra do Vietnã, a Primavera de Praga, o Maio de 68 e as ditaduras militares na Argentina, Chile e Brasil, chegando aos movimentos de fim do socialismo no Leste Europeu e o impeachment de Collor, com breves referências aos novos movimentos sociais e as vitórias de Morales, Lula e Obama. Apesar da amplidão de seu tema, Tendler consegue se sair razoavelmente bem na empreitada, mesmo que ao abranger uma arena histórica tão vasta e ousada quanto a de um Hobsbawn, não se tenha a mesma complexidade da abordagem que se detém sobre os

Filme do Dia: A Ilusão Viaja de Bonde (1954), Luís Buñuel

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  A   Ilusão Viaja de Bonde ( La Ilusión Viaja en Tranvía , México, 1954). Direção: Luís Buñuel. Rot. Original: Luís Alcoriza, Juan de la Cabada, José Revueltas & Mauricio de la Serna. Fotografia: Raúl Martínez Solares. Música: Luis Hernández Breton. Montagem: Jorge Bustos & Luis Buñuel. Dir. de arte: Edward Fitzgerald. Cenografia: José G. Jara. Com: Lilia Prado, Carlos Navarro, Fernando Soto, Agustín Isunza, Miguel Manzano, Guillermo Bravo Sosa, José Pidal, Felipe Montoya. Tarrajas (Navarro) e Juan (Soto) são dois trabalhadores dos transportes públicos que decidem realizar uma última viagem com o velho bonde 133, prestes a ser aposentado. Une-se aos dois, a jovem Lupita (Prado), amor de Juan. Sem cobrar nada, eles realizam um longo périplo pela Cidade do México, carregando as mais diversas espécies de passageiros como miseráveis, crianças que vão a uma atividade extra-escolar e um grupo de passageiros da classe média que sente-se ofendido com a proposta da dupla para que os

Filme do Dia: An Extraordinary Match (1955), Boris Dyozkhin & Mstislav Paschenko

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  A n Extraordinary Match ( Neobyknovennyy Match ,União Soviética, 1955). Direção: Boris Dyozkhin & Mstislav Pashchenko. Rot. Original: Mstislav Pashchenko. Fotografia: Mikhail  Druyan. Música: Karen Khachaturyan. Montagem: Lidiya Kyaksht. Numa loja de brinquedos, um grupo de brinquedos sofisticados convida para jogar uma arrogante equipe de futebol “profissional”. Os brinquedos sofisticados iniciam perdendo por 2 a 0, mas aos poucos começam a ganhar confiança e se safar das armadilhas provocadas pela equipe de futebol e virando a partida. Menos pretensioso – e correspondentemente mais atrativo – que a maior parte da animação soviética contemporânea, via de regra adaptada do folclore nacional, esse curta ( com a duração padrão média da produção soviética de então, cerca de três vezes a duração da animação comercial americana) inicia e retorna a um narrador-mestre de cerimônias que faz menção ao inusitado evento ocorrido na loja. Detem-se, como nem sempre é habitual, boa parte d

Filme do Dia: O Grande Êxtase do Escultor Steiner (1974), Werner Herzog

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    O   Grande Êxtase do Escultor Steiner ( Die Große Ekstase des Bildschnitzers Steiner , Al. Ocidental, 1974). Direção e Rot. Original: Werner Herzog. Fotografia: Jörg Schimidt-Reitwen. Música: Popol Vuh. Montagem: Beate Mainka-Jellinghaus. Esse documentário apresenta, com recursos relativamente ortodoxos de narrativa, um prodígio nas pistas de esqui, uma das “personagens” típicas de Herzog, que adora se deter, tanto no universo de ficcção como documental. Indivíduos dispostos a enfrentar seus próprios limites para efetuarem o que desejam.  Porém aqui, com exceção de um belíssimo e inspirado plano no qual Herzog parece representar o próprio âmago da sensação de êxtase de seu herói, de modo bem distante de mimético (através de câmera lenta), fazendo coincidir  o êxito de Steiner com o clímax do filme, não há muito a acrescentar. De modo menos interessante, Herzog já apresenta um tom próximo do sensacionalismo incoberto que também se mostrará em documentários posteriores tais como

O Dicionário Biográfico de Cinema#157: Jane Russell

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  Jane Russell (1921-2011), n. Bemidji, Minnesota.  D e todas as deusas do sexo das telas, Jane Russell parecia a mais divertida pela performance. Não que fosse carente. Era assistente de um pedicuro, quando uma fotografia dela foi enviada a Howard Hughes . A rara mescla de artista, engenheira e mulher de negócios desenhou um sutiã que lhe faria justiça, mas depois abandonou sua invenção, numa das cenas mais deliciosas de seu próprio filme The Outlaw  [ O Proscrito ]. Este filme, realizado em 1940, e lançado em 1946, é geralmente zombado. Mas é bastante divertido, um tanto sexy , e tanto de Howard Hawks quanto de Hughes. Russell é o objeto feminino primal e raison d'étre  de uma longa e arrastada campanha publicitária de lançamento do filme. Quando finalmente Hughes o lançou, o poster possuía um desenho de Russell segurando uma pistola, descansando sobre o feno, com as palavras "Sugestão...Temperamento...Magnífico." R ussell não era atriz, mas era secamente cética e fisi