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Filme do Dia: Thanatopsis (1962), Ed Emshwiller

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  T hanatopsis (EUA, 1962). Direção e Fotografia: Ed Emshwiller. Com: Bac Arnold, Mac Emshwiller. Nesse curta experimental em preto e branco, o que mais surpreende são os efeitos imagéticos do corpo em movimento, semelhantes ao de uma fotografia com velocidade lenta, assim como a precisão da montagem associada ao enquadramento. O rosto de um homem em primeiro plano é cercado, por todos os lados, por uma mulher que não para de efetuar movimentos. Fazendo uso de técnicas nunca antes utilizadas, o filme parece visualmente supreendentemente moderno para a época em que foi realizado, mesmo quando comparado com contemporâneos do New American Cinema, a exemplo de Kenneth Anger, cuja antecipação visual de efeitos parece se encontrar mais na década de 1950. Suas experimentações com o movimento humano remetem ao pioniero uso de tal recurso em filmes como os de Marey, antes mesmo do “surgimento” do cinema. Destaque para a seqüência em câmera acelerada pelas ruas de uma cidade, do qual apena...

Filme do Dia: They Hear It (2018), Julian Terry

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  T hey Hear It (EUA, 2018). Direção Julian Terry. Rot. Original David Robert Mitchell, Will Neff & Julian Terry. Fotografia Shawn Anderson. Música Alex Winkler. Montagem Julian Terry. Com Aria Walters, Bray Chadanet. Garota (Walters), acorda do sofá de casa, coloca o irmão mais jovem na cama (Chadenet) e, ao buscar o cão, fica   assoberbada por ter visto um homem que, ao focar sua lanterna, não se encontra mais lá, e silvos agudos, atraindo o cão que desaparece no escuro da noite. Mesmo silvos a acometerem a linha telefônica quando busca socorro. Ela decide então investigar a área onde o cão sumiu com a lanterna. Apelando para tradições mais fincadas no universo fantástico que outro curta contemporâneo também vinculado a temas envolvendo o sobrenatural ( Other Side of the Box ), como o temor do sumiço das facilidades tecnológicas à mão e o limite entre o sonho e a realidade. Ambiguidade a ser prejudicada por um final a entregar de bandeja o motivo de todos os aconteci...

Filme do Dia: Shangaied (1934), Burt Gillett

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  S hangaied (EUA, 1934). Direção Burt Gillett. Música Frank Churchill. Inicia com um grupo de reproduções um pouco menos rechonchudas de Bafo de Onça como marinheiros a cantar e esfregar o convés – um deles com voz e trejeitos femininos, sendo escorraçado pelo Capitão Bafo de Onça, que possui o casal Mickey & Minnie amarrados. Quando Bafo se aproxima de Minnie com intenções de beijá-la, Mickey consegue se livrar das cordas e uma batalha começa, inicialmente com o trio apenas. Depois com os comparsas de Bafo. Por fim, Mickey consegue lançar um arpão com Bafo e seus comparsas pendurados neste, ficando próximos dos tubarões no oceano, que provocam cócegas em Bafo, enquanto o casal se diverte e se beija ao timão. Curta em p&b, o que demonstra ser uma animação de segunda linha do estúdio, sendo o cartão postal do mesmo a série Silly Symphonies, em cores e com maior dinheiro investido nos curtas. Apesar, e talvez por conta de, traz resquícios maiores da anarquia da década...

Filme do Dia: Belgrado (1922), ?

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  Belgrado (França, 1922) Inicia com um mapa apresentando  a divisão do Reino Extendido da Sérvia, a partir do final da Primeira Guerra. Logo, segue-se imagens do porto da cidade que leva título ao curta e de atrações como o Palácio Real. Nesse momento, chega a ser algo histriônica sua opção por filmar em planos distanciados o palácio, e após algumas imagens mais fechadas, centrar toda sua atenção em um guarda que se mantinha como sentinela no momento da filmagem. Segue-se a estátua do líder que expulsou os otomanos do território sérvio em 1867. A estação ferroviária da cidade, descrita como monumental pelas cartelas e flagrada de um ângulo da praça que se situa defronte a ela. Ainda que a cartela, tal como as ficções – sobretudo de um período um pouco anterior – antecipe o que ainda será mostrado, o contraste entre os agricultores em trajes típicos e os traços modernos da estação, as imagens que se seguem não cumprem exatamente a promessa, já que são planos demasiado fechad...

O Dicionário Biográfico de Cinema#335: Veit Harlan

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  Veit Harlan  (1899-1964), n. Berlim 1 935: Die Pompadour [ Um Sonho que Passou ] (co-dirigido com Willy Schmidt-Gentner e Heinz Helbig); Krach im Interhaus  (*). 1936: Der Müde Theodor ; Alles für Veronika [ All for Veronika ]; Maria der Magd (**). 1937: Mein Sohn, der Herr Minister ; Die Kreutzersonate [ A Sonata de Kreutzer ); Der Herrscher  [ Crepúsculo ]. 1938: Jugend [ Juventude Ardente ]; Verwehte Spuren  [ Angústia em Paris ]. 1939: Die Reise nach Tilsit [ The Trip to Tilsit ]; Das Unsterbliche Herz [ O Coração Imortal ]. 1940: Jud Süss  [ O Judeu Süss ]. 1941: Pedro Soll Hängen . 1942: Die Goldene Stadt  [ Cidade da Ilusão ]; Der Grosse Konig  [ O Grande Rei ]. 1943: Immensee . 1944: Opfergang [ Amar é Perdoar ]. 1945: Kolberg [ Burning Hearts ]; Der Puppenspieler [ Pole Puppenspieler ] (incompleto). 1950: Unsterbliche Geliebte . 1951: Hanna Amon . 1953: Die Blaue Stunde . 1954: Sterne über Colombo  [ Estrelas sob Colombo ]; Di...

Filme do Dia: O Judeu Süss (1940), Veit Harlan

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  O Judeu Süss ( Jud Süss , Alemanha, 1940). Direção: Veit Harlan . Rot. Adaptado: Veit Harlan, Ludwig Metzger & Eberhard Wolfgang Moeller, baseado no romance de J.R. George e no conto de Wihelm Hauff. Fotografia: Bruno Mondi. Música: Wolfgang Zeller. Montagem: Wolfgang Schleif & Friedrich Karl Von Puttkamer. Dir. de arte: Otto Kunte & Karl Vollbrecht. Figurinos: Ludwig Hornsteiner. Com: Ferdinand Marian, Werner Krauss, Heinrich George, Kristina Söderbaum, Eugen Klöpfer, Hilde Von Stolz, Malte Jäger, Albert Florath. 1830. Joseph Süss (Marian), rico negociante judeu de jóias, torna-se gradativamente influente na corte de Karl Alexander (George), o Duque de Württenberg. O crescente endividamento do Duque com Joseph tem como pretensão final que ele se torne, em grande parte, marionete nas mãos do mesmo. Suas decisões antipáticas à comunidade local, como a recepção de judeus exilados ou a cobrança de pedágios exorbitantes provocam revolta na população. Enquanto dois de seus...

Dicionário Histórico de Cinema Sul-Americano#159: Helena Solberg

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  SOLBERG, Helena . (Brasil, 1942). Uma das poucas mulheres ativamente engajadas no movimento do Cinema Novo brasileiro, Helena Solberg se tornou uma proeminente realizadora ativista/feminista norte-americana, com seu nome de casada, Solberg-Ladd, nos anos 70 e 80, e realizou um triunfante retorno, enquanto realizadora brasileira com Carmen Miranda; Bananas is my Business  (1995). Nascida e crescida em São Paulo, Helena Solberg não tinha nenhuma ambição de ser realizadora até se matricular em línguas românicas na Pontíficia Universidade Católica do Rio de Janeiro, em 1958. Lá encontrou um grupo de pessoas que se tornariam pioneiros do Cinema Novo, incluindo Carlos Diegues , que estudava direito e administrava um jornal estudantil, O Metropolitano . Trabalhou como repórter, e através de sessões na Cinemateca se inspirou em se tornar realizadora (ver "Helena Solberg-Ladd" [Brasília/EUA]: The View from the United States . [Burton, 1986: 81-102]. Em seu primeiro filme, A Entrevi...

Filme do Dia: 49 Up (2005), Michael Apted

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  4 9 Up (Reino Unido, 2005). Direção: Michael Apted . Fotografia: George Jesse Turner. Montagem: Kim Horton. Tony agora pretende construir uma vida de futuro para si, e seus descendentes, na Espanha, porém em um local repleto de britânicos. Quando indagado sobre abandonar suas raízes e viver em outro local, ele afirma pesaroso sobre a descaracterização do East End londrino, associada, inclusive, a chegada de outras etnias e que ele é um tradicionalista. Jackie possui o primeiro mais explícito entrevero com Apted , inclusive fazendo referências a momentos anteriores de tensão em programas prévios, um dos quais ela decidiu não mais continuar filmando, e isso se dá com relação a forma como ela se via representada e, nesse episódio em questão, em não querer discutir sobre sua vida afetiva-pessoal. Sue se declara numa relação plenamente engajada com Glenn. Afirma que apesar da grande vontade, não pôde mais ter filhos com ele, por já se encontrar entre os seus 40, mas se encontrar div...

Filme do Dia: Assunto de Família (2011), Caru Alves de Souza

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  A ssunto de Família (Brasil, 2011). Direção e Rot. Original Caru Alves de Souza. Fotografia Alexandre Samori. Música Tatá Aeroplano & Maria Laura César. Montagem Willem Dias. Dir. de arte Marinês Mencio. Figurinos Debora Ceccatto. Maquiagem Chico Santo. Com Kauê Telloli, Cláudia Assunção, Thiago Pinheiro, Johnnas Olivas. Em um fim de tarde de clássico paulistano no futebol, Rossi (Telloli) está no apartamento, com os pais, e o irmão Cauã chega com amigos. Rossi observa tudo da janela e a mãe (Assunção) se recolhe ao quarto, após ter fumado escondido do marido, mas com o cheiro percebido pelo outro filho. Embora façam brincadeiras derrisórias com Rossi, um deles o incita a fumar pela primeira e o beija com gosto. Depois sai com o irmão e o outro amigo para comemorar a vitória do time. Há uma sensibilidade a se imiscuir por brechas improváveis. A fotografia ressalta o ambiente soturno e pouco iluminado do apartamento, tirando ótimo partido da janela para o mundo que ...

Filme do Dia: Haut les Couers (2021), Adrian Moyse Dullin

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  H aut les  Couers (França, 2021). Direção e Rot. Original Adrian Moyse Dullin. Fotografia Augustin Barbaroux. Montagem Pierre Deschamps. Com Yasser Osmani, Aya Halal, Rama Ndongo, Sanya Salhi, Radwan Saiffedine, Rayane Béliouz, Ladji Boune, Benoît Brossin. Mahdi (Osmani), garoto de 13 anos, tem sua paixão por uma garota da escola, Jada (Salhi), descoberta em seu celular, por sua irmã mais velha, Kenza (Halal). Todo um alvoroço começa a se passar com o garoto, testemunhado por ela e sua amiga Aïssatou (Ndongo), que não é cruel como a irmã, acostumada com uma dinâmica em que ele tampouco deixa de espezinhá-la quando pode. Ambas dão conselhos simultaneamente ao garoto. E um deles é segui-la quando desce do ônibus. Fingindo passar mal, Aïssatou faz com que o ônibus pare, e todos que se encontram no veículo testemunham a aproximação de Mahdi de Jada, inclusive filmando-a em seus celulares e a compartilhando em suas redes sociais. Tal como em filmes longos (a exemplo de A Esqu...

Filme do Dia: Nunca, Raramente, Ás Vezes, Sempre (2020), Eliza Hittman

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  N unca, Raramente, Às Vezes, Sempre ( Never Rarely Sometimes Always , EUA/Reino Unido, 2020). Direção e Rot. Original: Eliza Hittman. Fotografia: Hélène Louvart. Música: Julia Holtar. Montagem: Scott Cummings. Dir. de arte: Meredith Lippincott & Tommy Love. Cenografia: Brittany Henrickson. Figurinos: Olga Mill. Com: Sidney Flaningan, Talia Ryder, Théodore Pellerin, Kelly Chapman,   Ryan Eggold, Sharon Van Etten, Mia Dillon, Brian Altemus. Autumn (Flaningan), vivendo em uma pequena cidade da Pensilvânia, descobre-se grávida aos 17 anos. Após furtarem dinheiro do mercado no qual ela e a prima Skylar (Ryder) trabalham, as duas viajam de ônibus para Nova York, em busca de um aborto, porém a clínica dá um estágio de gravidez mais avançado em relação a da sua cidade, impeditivo para o aborto e as duas tem que ficar a noite na cidade, sem dinheiro para hospedagem, até que Autumn possa ser atendida em um centro de referência. E, pior, gastando o dinheiro que possui na consulta...

Filme do Dia: Ouro de Coelho (1942), Robert Clampett

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  O uro de Coelho ( The Wacky Wabbit ,   EUA, 1942). Direção: Robert Clampett. Rot. Original: Warren Foster. Música: Carl W. Staling. Montagem: Treg Brown. Garimpeiro se aventura pelo deserto inóspito. Depara-se com ninguém   menos que Pernalonga que o enreda em uma série de situações, que culminarão na sua disputa pelo dente de ouro do coelho. Quando se compara com outro curta, de apenas três anos antes, produzido a partir de um tema similar, A Corrida do Ouro , com um personagem em busca de ouro, tem-se a dimensão da diferença. Aqui não apenas a interação entre os personagens ganha proeminência – enquanto naquele praticamente um apenas escutava a história do outro ao longo de praticamente todo o curta – como nessa interação há uma bem maior dose de licença surreal, a partir do momento já em que se tem um coelho em interação com um humano, uma versão algo mais roliça de Hortelino, enquanto naquele todo o universo era de cachorros. E assim também pode ser vista a...

Filme do Dia: Milling the Militants (1913), Percy Stow

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  M illing the Militants (Reino Unido, 1913). Direção Percy Stow. Mrs. Brown, militante sufragista, deixa seus três filhos com o marido, Mr. Brown. Enquanto ela participa de uma operação de dano a um prédio público, seu marido sonha ter se tornado primeiro-ministro. E a mulher, quando anda pelas ruas do centro comercial, é presa por dois policiais e levada à delegacia, onde é direcionada a uma pena de duas semanas de trabalhos forçados. Outras colegas suas trabalham na pavimentação de uma rua. O primeiro-ministro Brown chega no meio da ação das sufragistas de recuperação da rua. Um outro grupo é obrigado a desfilar uma semana de calças e outros acessórios masculinos. Tem também aquele que é obrigado a fazer greve de fome, preso por cordas a cadeiras. Mr. Brown acorda com a esposa lhe jogando água nele, sentado que está na poltrona na qual adormecera. Já desde o início, a cartela  deixa evidente que se trata de um sonho da personagem o que o miolo principal da narrativa tra...

O Dicionário Biográfico de Cinema#334: Billy Wilder

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  Billy Wilder  (1906-2002), n. Viena 1 934: Mauvaise Graine [ Semente do Mal ] (co-dirigido com Alexander Esnay). 1942: The Major and the Minor [ A Incrível Suzana ]. 1943: Five Graves to Cairo  [ Cinco Covas no Egito ]. 1944: Double Indemnity [ Pacto de Sangue ]. 1945: The Lost Weekend [ Farrapo Humano ]. 1948: The Emperor Waltz  [ A Valsa do Imperador ]; A Foreign Affair [ A Mundana ]. 1950: Sunset Boulevard [ Crepúsculo dos Deuses ]. 1951: Ace in the Hole [ A Montanha dos Sete Abutres ]. 1953: Stalag 17 [ Inferno nº 17 ]. 1954: Sabrina . 1955: The Seven Year Itch  [ O Pecado Mora ao Lado ]. 1957: The Spirit of St. Louis  [ Águia Solitária ]; Love in the Afternoon  [ Amor na Tarde ]; Witness for the Prosecution [ Testemunha de Acusação ]. 1959: Some Like It Hot  [ Quanto Mais Quente Melhor ]. 1960: The Apartment [ Se Meu Apartamento Falasse ]. 1961: One, Two, Three [ Cupido Não Tem Bandeira ]. 1963: Irma La Douce . 1964: Kiss Me, Stupid [ Beija...

Filme do Dia: A Valsa do Imperador (1948), Billy Wilder

  A Valsa do Imperador ( The Emperor Waltz , EUA, 1948). Direção: Billy Wilder .  Rot. Original: Charles Brackett & Billy Wilder. Fotografia: George Barnes. Música: Victor Young. Montagem: Doane Harrison. Dir. de arte: Franz Bachelin & Hans Dreier. Cenografia: Sam Comer & Paul Huldschinsky. Figurinos: Gile Steele & Edith Head. Com: Bing Crosby, Joan Fontaine, Roland Culver, Lucile Watson, Richard Haydn, Harold Vermilyea, Sig Ruman, Julia Dean.       Virgil Smith (Crosby) é um incansável vendedor americano que decidiu vender um gramafone para o imperador da Áustria, Franz Josef (Haydn). Porém, ele acaba sendo expulso do palácio, sob suspeita de estar carregando uma bomba. Para piorar a situação, seu cão é ferido, no confronto com o cão de Johanna Augusta (Fontaine), filha do decadente Barão Holenia (Culver). Sem recursos, Holenia tenta aproximar-se do Imperador, através da cadela poodle, que espera cruzar com o cachorro do monarca. Seus planos vão...

Dicionário Histórico de Cinema Sul-Americano#158: Latino Bar

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  LATINO BAR  (Venezuela/Espanha/Cuba/Reino Unido, 1991). Um interessante exemplo de uma co-produção interncaional filmada na Venezuela , Latino Bar é um longa-metragem experimental, dirigido pela referência mexicana Paul Leduc, que lutou para buscar financiamento em seu próprio país. Leduc havia sido anteriormente conhecido por seu documentário Reed, México Insurgente  (México, 1973), assim como pelo primeiro, e ainda mais interessante, filme sobre a vida da pintora Frida Kahlo, Frida, Naturaleza Viva ( Frida, Natureza Viva , México, 1985) que varreu os prêmios da indústria mexicana Ariel, vencendo muitos outros prêmios, e foi lançado comercialmente em diversos países, incluindo os Estados Unidos. Com seu filme, Leduc começou a experimentar com o seu estilo de cinema, especialmente pela cuidadosa encenação das cenas internas, a refltir o estilo pictórico e a intensidade de seu tema e  movimentando a câmera para expressar as narrativas e temas cinematicamente, mais q...

Filme do Dia: Os Três Mosqueteiros Cegos (1936), David Hand

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  O s Três Mosqueteiros Cegos ( Three Blind Mousekeeters , EUA, 1936). Direção: David Hand. Música: Albert Hay May Malotte. Três camundongos mosqueteiros cegos conseguem roubar todo um arsenal de comidas nas barbas de um violento mas adormecido Captain Katt e todo um arsenal de armadilhas preparadas por aquele que, quando acorda, sofra os reveses do esperto trio. É a qualidade da animação, integrante da série Silly Simphonies que mais chama a atenção, já que a narrativa em si segue os passos da perseguição gato-e-rato que se tornariam o apanágio da série Tom & Jerry, para não falar de uma diversidade de desenhos produzidos pela Warner. O curta faz também uso de canções, algo que se encontra impregnado inclusive no título das séries animadas da década, como logo entraria em declínio, tornando-se praticamente raros na década seguinte. A paródia do título original acaba sendo intraduzível. Walt Disney Prod. para United Artists. 8 minutos e 25 segundos.

Filme do Dia: Circe (1964), Manuel Antín

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  C irce (Argentina, 1964). Direção: Manuel Antín . Rot. Adaptado: Manuel Antín, baseado no conto O Bestiário , de Júlio Cortázar. Fotografia: Américo Hoss. Música: Adolfo Morpurgo. Montagem: José Serra. Dir. de arte: Ponchi Morpurgo. Figurinos: Angélica Fuentes. Com: Graciela Borges, Raúl Aubél, Alberto Argibay, Alberto Barcel, Josefina Boneo, Lydia Lamaison, Juan Carlos Lima, Victor Martucci. Jovem homem solteiro (Aubél) se apaixona por jovem e bela mulher (Borges), cujas duas relações anteriores, acabaram na morte dos dois homens. Mesmo despertando a insatisfação de sua família e das pilhérias dos amigos,     decide prosseguir sua relação. Seduzidos pelo seu encanto e mistério pessoal, como de sua resistência a se entregar, todos sucumbem até se questionar a respeito dela, na noite do noivado. Embora superficialmente   até se aproprie de uma linguagem do cinema moderno, mais que a adaptação anterior, esse segundo filme da trilogia que Antín efetivou sobr...

Filme do Dia: Lolita (1962), Stanley Kubrick

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  L olita (EUA/Reino Unido, 1962). Direção: Stanley Kubrick . Rot. Adaptado: Vladimir Nabokov & Stanley Kubrick, baseado no romance homônimo de Nabokov. Fotografia: Oswald Morris. Música: Bob Harris & Nelson Riddle. Montagem: Anthony Harvey. Dir. de arte: William C. Andrews. Figurinos: Gene Coffin. Com: James Mason, Shelley Winters,   Sue Lyon, Peter Sellers, Gary Cockrell, Jerry Stovin, Diana Deker, Lois Maxwell, Bill Greene. Professor universitário britânico Humbert Humbert (Mason), recém-chegado nos Estados Unidos, decide morar na casa da carente e provinciana viúva Charlotte (Winters), a partir do momento que vê pela primeira vez sua filha, conhecida como Lolita (Lyon). A obsessão de Humbert pela garota chega ao ponto de casar com Charlotte apenas para ficar próximo dela. Porém, seu plano é atrapalhado pela decisão de Charlotte de mandar a filha para uma colônia de férias e depois para um internato. Charlotte logo descobre os diários de Humbert e suas referências...

Filme do Dia: Propaganda Message (1974), Barrie Nelson

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  P ropaganda Message (Canadá, 1974). Direção: Barrie Nelson. Rot. Original: Don Arioli & Les Nirenberg. Música: Micky Erbe & Maribeth Solomon. Como uma espécie de propaganda às avessas e, inclusive, paródia ainda que involuntária de todo um filão da animação norte-americana, notadamente dos Estados Unidos, de viés documental e exaltador das belezas da Califórnia, do sistema capitalista ou da importância do alistamento na guerra, dentre vários motivos similares. Aqui, ao contrário, observa-se os enfrentamentos culturais das regiões anglófilas e francófonas, o rigor do frio, a massiva influência norte-americana ao ponto de ameaçar a própria noção de cultura nacional, os fantasmas literalmente a tirar do armário, momento que hilariamente parte dos indígenas, acadianos até chegar a Gerda, personagem que provavelmente foi a mãe, amante ou esposa do psicanalista que está abrindo a porta para que esses saiam. Fecha com uma mensagem otimista. Sendo tudo apresentado de forma bilí...