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Mostrando postagens com o rótulo Gwendolyn Audrey Foster

Diretoras de Cinema#21: Paulette McDonagh

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  McDONAGH, PAULETTE (1901-78). Austrália. Paulette McDonagh é uma figura pioneira recentemente redescoberta na história do cinema australiano. McDonagh e suas irmãs, Phylliss e Isobel foram as únicas mulheres a dirigirem e produzirem filmes comerciais antes do lançamento de My Brilliant Career ( As Quatro Irmãs ), de Gilliam Armstrong, em 1979. Paulette McDonagh ensinou a si própria direção de cinema, indo a salas de cinema, e assistindo repetidamente ao mesmo filme. Isobel aspirava uma carreira de atriz e trabalhou em uns poucos filmes silenciosos, antes da primeira produção de McDonagh. Phyliss se tornou uma diretora de arte e jornalista, trabalhando em várias outras capacitações. Paulette escreveu diversas versões de seu primeiro filme, Those Who Love  (1926). Trata-se de um filme melodramático dedicado, não surpreendentemente, "aqueles que amam". Foi direcionado prioritariamente ao público feminino.  Ainda que somente umas poucas cenas tenham sobrevivido, o suficient...

Diretoras de Cinema#20: Lizzie Borden

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 BORDEN, LIZZIE (1950-). Estados Unidos . A visão distópica de futuro radicalmente feminista é premissa do hoje clássico filme dela, Born in Flames  (1983). Foi para o cinema após se graduar no Wellesley College, onde estudou pintura. Escreveu crítica de arte para Artforum , mas decidiu por si mesma ensinar realização e edição, após resolver não seguir a carreira nas artes plásticas. Regrouping (1976) foi o primeiro filme de Borden. A seguir, iniciou com sua própria companhia produtora, Alternate Current, e começou a planejar a ficção científica radical Born in Flames . Borden encorajou a colaboração no processo de roteirização, e permitiu que o roteiro final evoluísse de uma combinação da visão de seus planos e participações o elenco. Born in Flames  é considerado "um dos filmes feministas mais importantes dos anos 80" (Jackson, p.4). Sendo ambientado dez anos no futuro, após uma revolução social.  Born in Flames  direciona a questão da frequente invisibilidade...

Diretoras de Cinema#19: Storm de Hirsch

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  DE HIRSCH, STORM (1931*), Estados Unidos . O pioneiro cinema de vanguarda de Storm de Hirsch é quase completamente ignorado nas histórias da cena cinematográfica underground de Nova York dos anos 60. Mesmo que as críticas de Constance Penley e Janet Bergstrom tenham exposto a política sexista de exclusão das mulheres do cânone estreitamente definido dos realizadores experimentais de Nova York, muita pouca atenção tem sido prestada a Storm de Hirsch, uma das mais importantes artistas do período. Storm de Hirsch foi uma das membras fundadoras da Film-Makers' Cooperative (FMC), em Nova York. Ela é uma poeta e realizadora visionária, cuja obra é geralmente descrita como formalista, mas sua obra não é puramente formalista, no sentido monolítico da palavra. Como The Tattooed Man (1969) (pelo qual de Hirsch ganhou o primeiro prêmio do cinema independente do American Film Institute, Journey Around a Zero  contém imagens de um homem nu, revertendo a tradição cinematográfica na qual r...

Diretoras de Cinema#18: Christine Pascal

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  PASCAL, CHRISTINE (1953*). França. Christine Pascal é uma das muitas mulheres dirigindo filmes hoje na França; na tradição de Agnès Varda, a França tem acolhido mais autoras feministas na esfera da produção de cinema comercial. Embora Pascal não tenha tido ainda sucessos de bilheteria internacionais de diretoras tais como Coline Serreau ou Diane Kurys, é uma realizadora independente bem sucedida cuja obra é grandemente apreciada e distribuída ao longo da Europa. Atriz, roteirista e diretora de talentos múltiplos, cujo estilo é bem descrito como um cinema comercial com uma flagrância de Nouvelle Vague. Le Petit Prince a Dit [ O Pequeno Príncipe Disse ] (1991), o filme mais recente de Pascal, explora o relacionamento entre pai e filha. No filme um pai toma conhecimento que sua filha de dez anos possui uma doença fatal. Ele a leva a uma jornada de Lausanne a Milão, Gênova e Provença, esperando de algum modo prevenir sua morte. Ao contrário, ela o ajuda a compreender o sentido da vid...

Diretoras de Cinema#17: Martina Attile

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  ATT ILE, Martina (1959-). Reino Unido.  Membra reconhecida do coletivo de filmagem negro Sankofa, Martina Attile é ativa tanto realizadora quanto crítica em Londres. Ela falou a Lynne Jackson e Jean Rasenberger como o coletivo iniciou, em uma entrevista de 1988: Cada um de nós era estudante negro estudando teoria da comunicação em diversas faculdades. Nos configuramos enquanto grupo negro porque havia muito pouco espaço permitido na instituição para nós tornarmo-nos íntimos com nossa própria experiência. Não podemos negar nossa história, nosso conhecimento.  (p. 23) O coletivo era composto por Nadine Marsh-Edwards, Isaac Julien, Martina Attile e Maureen Blackwood. Attile produziu Passion of Remembrance (1986), a primeira produção Sankofa, dirigida por Maureen Blackwood e Isaac Julien. Passion of Remembrance desenha inteiramente todo um novo território cinematográfico. Foi saudado como um filme clássico que trata a perspectiva negra de um ponto de vista de realizadores n...

Diretoras de Cinema#16: Márta Mészáros

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MÉSZÁROS, MÁRTA  (1934*-). Hungria . Nascida em Budapeste e educada na VGIK, em Moscou, Márta Mészáros é a única diretora húngara que lidou quase exclusivamente com questões de mulheres. Ela é também uma das poucas mulheres realizadoras da Europa Oriental a possuir um corpo de trabalho substancial. Apesar de confiantemente asseverar "Eu nunca realizei um filme feminista" (H26) em um entrevista com Annette Insdorf, a obra de Mészáros define o termo. Mészáros concorda que seus filmes são "carregados por esta corrente" (H26) do feminismo, observando que Adoção  (1975) "não é necessariamente um filme feminista, mas que tudo que você precisava à época era de uma forte personagem femininna independente para o filme ser categorizado desta forma." (H26) Mészáros não gosta de ser rotulada como feminista, porque não deseja se alinhar com um movimento que observa como sendo "contra os homens" (H26); no entanto, sente ser seu dever fazer filmes a respeito de...

Diretoras de Cinema#15: Anja Breien

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  BREIEN, Anja (1940). Noruega . "Uma diretora mulher é automaticamente pensada como dominadora (...) dominação e poder tradicionalmente proporcionam ao homem sensualidade, mas destituem a mulher dela", Anja Breien falou em uma entrevista (Hoaas, p. 334). O comentário de Breien expõe o senso comum que desencoraja as mulheres de tomarem posições de poder. O melhor "velho mito" (como posto por Breien) é tão difundido em Hollywood, como em outros países, talvez uma atitude que desafie fronteiras, com a exceção, talvez, da União Soviética. Os filmes da diretora norueguesa Anja Breien são cerebrais, e mesmo difíceis. Mas Breien se interessa pela ideia de almejar o mínimo denominador comum. Decididamente política, reconhece que é frequentemente "perigoso dar sentido a qualquer coisa" (Hoaas, p. 389) no atual clima político.  Anja Breien estudou em uma escola de cinema francesa (IDHEC) e passou a realizar curtas no final dos anos 60. Jostedalsrypa  (1967) é um fi...

Diretoras de Cinema#14: Helma Sanders-Brahms

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  SANDERS-BRAHMS, Helma (1940-*). Alemanha. Helma Sanders-Brahms nasceu em 20 de novembro de 1940, em Emden, Alemanha. É mais conhecida pelas plateias internacionais  como a diretora de Alemanha, Mãe Pálida . É descedente de Johannes Brahms, o compositor. Após estudar teatro, Sander-Brahms maticulou-se na Universidade de Colônia. Trabalhou em muitas capacitações, incluindo indústria, comércio e ensino, antes de encontrar um emprego na televisão alemã como narradora em voz over. No final dos anos 60, começou a realizar curtas e documentários, após trabalhar como assistente de direção de Sergio Corbucci e Pier Paolo Pasolini Pier Paolo Pasolini . Como Helke Sander, os filmes de Helma Sanders-Brahms lidam com temas como o feminismo, identidade urbana e autobiografia.  Angelika Urban, Sales Assistant, Engaged (1970) é o primeiro fime de Sanders-Brahms. Lida com a experiência pessoal da realizadora como vendedora. Angelika Urban  venceu dois prêmios no Festival de Oberhau...

Diretoras de Cinema#13: Babette Mangolte

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  MANGOLTE, Babette (1941-). França/EUA. Nascida na França, Babette Mangolte é uma realizadora independente americana e também renomada cinegrafista. Enquanto diretora de fotografia, Mangolte filmou muitos clássicos filmes feministas, incluindo Jeanne Dielman  (1974), e News from Home  (1976), de Chantal Akerman, Film About a Woman Who ...(1974) de Yvonne Rainer, e The Gold Diggers  [ À Procura do Ouro ] (1983). Mangolte também dirigiu quatro filmes: What Maisie Knew , The Camera: Je or La Camera: I (1977), The Cold Eye   (My Darling, Be Careful) (1980) e The Sky on Location  (1982). Mangolte é uma realizadora cinegrafista. Sua obra modifica os procedimentos cinematográficos padrões. Ela frequentemente joga com estratégias formalistas e minimalistas. O que não é surpreendente já que Mangolte trabalhou com Michael Snow e  Chantal Akerman, ambos formalistas em estilo. What Maisie Knew  tem mais em comum com o filme de Akerman, no entanto, que com Mi...

Diretoras de Cinema#12: Esfir Shub

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  SHUB, ESFIR (ESTHER) (1894-1959). União Soviética . Nascida na Ucrânia, Esfir Shub é uma das mais importantes pioneiras do cinema soviético. Uma montadora dotada, estudou e emulou as técnicas de Dziga Vertov e sua esposa e colaboradora, Elizaveta Svilova. Vertov e Svilova formularam o estilo construtivista de montagem, essencialmente uma forma de planos disparatados de montagem em uma ideia aparentemente completa. O talento de Shub com a montagem foi tão impressionante que ela foi contratada, em 1922, pelo governo para remontar e reintitular filmes americanos para torná-los "palatáveis" para os públicos russos. Shub é creditada com a criação do "filme de compilação" (Petric: 22), um método de apropriação de filmagens que depende inteiramente do uso de material pre-existente. Shub remontou imagens de cinejornais de forma muito eficiente e "descobriu alguns princípios cruciais de montagem e titulagem de cartelas, que seriam futuramente desenvolvidas por Eisenst...

Diretoras de Cinema#11: María Luisa Bemberg

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  BEMBERG, MARIA LUISA (1940*-1995), Argentina . María Luisa Bemberg é mais conhecida por dirigir Camila  (1984), uma co-produção hispano-argentina baseada na história real de uma mulher do século XIX que fugiu com um padre e foi perseguida e executada com seu amante. Um drama de época exuberante, o filme, como muitos latino-americanos, destaca a difícil situação de uma mulher de espírito livre, que desconsidera os códigos sociais de um ordem e autoridade patriarcais, particularmente as figuras da igreja e da família. Camila desconsidera a autoridade de ambos os poderes. Ela ignora o fato de sua avó ter sido literalmente trancafiada por demonstrrar inapropriadamente a sexualidade feminina. Como sua avó, ela perde sua vida por um amor. O posicionamento de Bemberg da história de amor ilicita dentro da própria igreja é uma subversão da autoridade clerical. Como Barbara Quart observa, a própria história de amor é definida como uma forma de "cativeiro" por muitas realizadoras ocid...

Diretoras de Cinema#10: Ulrike Ottinger

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  OTTINGER, Ulrike (1942-). Alemanha . Ulrike é conhecida como a rainha do cinema underground berlinense. Seu filme feminista lésbico Madame X - Eine Absolute Hersscherin  [ Madame X - An Absolute Ruler ] é internacionalmente celebrado como a corporificação do feminismo surrealista e o melhor do cinema queer (White, Weiss). Os filmes de Ottinger imaginam alegorias útopicas feministas onde as mulheres confrontam as políticas do prazer unindo à questão a história da arte, práticas etnográficas e a noção de poder. Ottinger nasceu Ulrike Weinbery em Constance, Alemanha, em 1942. Estudou arte e trabalhou como artista plástica e fotógrafa antes de se mover para o cinema. Viveu em Paris entre 1962 e 1968, onde se envolveu com o teatro experimental e "happenings", assim como com fotografia. A seguir voltou à Alemanha após as autoridades parisienses confiscaram o roteiro para seu filme Laokoon & Sohne  [ Lacoon and Sons ], filme que questiona a história do cinema e do gênero ...