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Filme do Dia: La Jetée (1962), Chris Marker

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  L a Jetée (França, 1962). Direção e Rot. Original: Chris Marker. Fotografia: Jean Chiabaut & Chris Marker. Montagem: Jean Ravel. Com: Davos Hanich, Hélène Chatelain, André Heinrich, Ligia Branice, Janine Klein, William Klein, Jean Négroni. Esse curta talvez permaneça até hoje como o filme mais célebre do renomado documentarista francês Marker. Aqui, Marker parte de uma estrutura pretensamente documental e apoiando-se quase que totalmente em fotos fixas (em apenas um momento breve existe uma imagem em movimento), como numa fotonovela, para se aproximar cada vez mais de uma narrativa evidentemente não apenas ficcional como surreal. Nos esgotos de uma Paris devastada pela Terceira Guerra Mundial, um homem (Hanich)   se torna “cobaia” das experiências de um cientista (Ledoux), viajando em sua mente para o passado e futuro. No passado, volta sempre recorrente uma imagem traumática que vivenciou no Aeroporto de Orly, em Paris, quando presenciou o suicídio de uma mulher. Nada fácil em

Filme do Dia: Nível Cinco (1997), Chris Marker

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  N ível Cinco ( Level Five , França, 1997). Direção, Rot. Original e Música: Chris Marker. Fotografia: Yves Angelo, Gérard de Battista & Chris Marker. Com: Catherine Belkhodja. De uma forma próxima, mais talvez liberta do excessivo cerebralismo e mesmo obscuridade, de Godard , Marker empreende uma jornada no estilo filme-ensaio, no qual uma programadora de computadores, Laura (Belkhodja), indaga do computador sobre uma das mais sangrentas batalhas da Segunda Guerra, a de Okinawa. A partir de imagens diversas, desde filmagens da época até curtos e entrecortados depoimentos como os do cineasta Nagisa Oshima , passando por idiossincrasias visuais voltadas para as obsessões do realizador com as figuras de gatos e corujas, o vídeo é construído a partir de uma forma que demonstra sua proximidade com a nova forma de interação computacional. É através da moldura do computador e de seu formato “menu” que se intercalam todas as imagens que entremeiam os monólogos, ocasionalmente cansativo

Filme do Dia: O Fundo do Ar é Vermelho (1977), Chris Marker

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  O  Fundo do Ar é Vermelho ( Le Fond de l´Air est Rouge , França, 1977). Direção, Rot. Original e Montagem: Chris Marker. Fotografia: Pierre William Glenn & Willy Kurant. Apoiado mais em imagens de arquivo do que em entrevistas e imagens próprias, Marker, nesse que mais parece ser um tributo-epitáfio às esquerdas internacionais,  acompanhando-as no âmbito internacional, sobretudo do final dos anos 1960 até o final da década seguinte, e até mesmo depois da data tida como oficial de produção do filme – ele dá conta, por exemplo, de um Brasil democrático. O resultado final, cansativo por sua extensão e pouca criatividade, reserva alguns momentos de montagem que entremeia, as vezes prolongadamente, pessoas ou temáticas citadas, sobretudo na sua segunda parte, ou imagens ficcionais, principalmente as de O Encouraçado Potemkin (1925), cujos planos dramáticos são entremeados por cenas documentais similares. Aborda da Guerra do Vietnã à desmobilização política e “derrota de batalhas se