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Mostrando postagens de março, 2020

Filme do Dia: Inferninho (2018), Pedro Diógenes & Guto Parente

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I nferninho (Brasil, 2018). Direção: Pedro Diógenes & Guto Parente. Rot. Original: Pedro Diogénes, Rafael Martins & Guto Parente. Fotografia: Victor di Melo. Música: Vítor Colares & Felipe Lima. Montagem: Victor Costa Lopes. Dir. de arte: Taís Augusto. Cenografia: Ramirez Gurgel & Daniel Muskito. Figurinos: Filipe Arara & Isaac Bento. Com: Yuri Yamamoto, Demick Lopes, Samya De Lavor, Rafael Martins, Tatiana Amorim, Galba Nogueira, Pedro Domingues, Gustavo Lopes, Paulo Es. Deusimar (Yamamoto) é um dona de um clube decadente, Inferninho, que toca junto com um fiel séquito de auxiliares e também frequentadores. Certo dia chega, de origem desconhecida, um marinheiro chamado Jarbas (Lopes) e uma paixão à primeira vista emerge, assim como tensões no grupo. Depois de um tempo aparece no local Salvador (Nogueira), com a proposta de comprar o mesmo por valores acima do mercado. Deusimar se encanta com a quantia, mas Jarbas escorraça Salvador do local. Jarbas, por sua v

Filme do Dia: Lonely Boy (1962), Wolf Koenig & Roman Kroitor

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L onely Boy (Canadá, 1962). Direção: Wolf Koenig & Roman Kroitor. Fotografia: Wolf Koenig. Montagem: Guy L. Coté & John Spotton. Nesse documentário curto se segue as apresentações e a histeria das fãs de Paul Anka, jovem cantor canadense romântico, antecipando a perspectiva de documentários longos como Don’t Look Back (1965), mesmo que o clima de “intromissão” na intimidade dos eventos filmados pareça ser mais parcimonioso que nos documentários mais identificados com o cinema direto, ainda que flagrando ocasionalmente o ídolo somente de cueca nos camarins. Koenig&Kroitor parecem já fazer uma discreta sátira precoce das estratégias do cinema direto, assim como de seu ídolo pré-fabricado, que não se furta de revelar o quanto transformou seu próprio corpo, dos cabelos ao nariz, para se ajustar ao perfil de galã juvenil. A histeria maciça das fãs antecipa a dos Beatles. National Film Board of Canada. 27 minutos.

O Dicionário Biográfico de Cinema#21: Victor Fleming

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Victor Fleming (1883-1949) n. Pesadena, Califórnia 1920: When the Clouds Roll By  [ O Supersticioso ] (co-dirigido com Ted Reed); The Mollycoddle . 1921: Mama's Affair . 1922: Woman's Place ; Red Hot Romance ; The Lane that Had No Turning ; Anna Ascends . 1923: Dark Secrets ; Law of the Lawless ; To the Last Man ; Call of the Canyon . 1924: Empty Hands ; The Code of the Sea ; 1925: A Son of His Father  [ Grande é o Poder do Amor ]; Adventure  [ A Destemida Diana ]; The Devil's Cargo  [ A Carga da Caravela do Mal ]; Lord Jim  [ Maldição Gloriosa ]. 1926: Blind Godess  [ Justiça dos Homens, Justiça de Mãe ]; Mantrap  [ Provocação de Amor ].  1927: Rough Riders [ Irmãos na Luta, Irmãos no Amor ]; The Way of All Flesh  [ Tortura da Carne ]; Hula . 1928: Abie's Irish Rose  [ Rosa da Irlanda ]; The Awakening  [ O Despertar de uma Mulher ]. 1929: Wolf Song  [ A Canção do Lobo ]; The Virginian [ Agora ou Nunca ]. 1930: Common Clay ; Renegades  [ Renegados ]. 1931: Around t

Filme do Dia: O Prisioneiro da Grade de Ferro (2003), Paulo Sacramento

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O Prisioneiro da Grade de Ferro (Brasil, 2003). Direção e Rot. Original: Paulo Sacramento. Fotografia: Aloysio Raulino. Montagem: Idê Lacreta & Paulo Sacramento. Esse documentário apresenta o cotidiano do Carandiru, em grande parte filmado pelos próprios presos, no ano anterior a desativação do complexo penitenciário. O filme ganha força ao se afastar da adaptação ficcional de Babenco – enquanto no  Carandiru , a implosão do presídio, ao final, ganha uma dimensão de catarse e resolução final da angústia e sofrimento, o filme de Sacramento se inicia com as imagens da implosão em reverso,  enfatizando não só a memória dos que lá se encontravam, como igualmente descrente que sua implosão signifique grande coisa na conjuntura problemática do sistema penitenciário brasileiro como um todo. Além do que, o filme acaba representando os prisioneiros de uma forma mais humana e honesta ao apresentar, para além de suas virtudes no campo das artes, do convívio amigável nos esportes, no

Filme do Dia: O Enrascado (1922), Edward F. Cline & Buster Keaton

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O   Enrascado ( Cops , EUA, 1922). Direção e Rot. Original: Edward F. Cline & Buster Keaton. Fotografia: Elgin Lessley. Montagem: Buster Keaton. Com: Buster Keaton, Edward F. Cline, Virginia Fox, Steve Murphy, Joe Roberts. Uma série de equívocos faz com que um jovem (Keaton), ansioso em corresponder aos   anseios de sua namorada, que exige que ele se transforme em um grande homem de negócios, torne-se perseguido por todo o efetivo policial da cidade. Dentre esses equívocos se encontra: ficar com o dinheiro da carteira de um homem rico e bêbado que tentara ajudar; sair dirigindo uma carroça com toda a mobília de uma família em mudança, acreditando que está ajudando um pobre homem e sua família ao comprar os pertences dele; e, por fim, imiscuir-se em meio a uma parada de policiais com sua carroça, acendendo o cigarro na bomba de um anarquista e jogando-a em um destacamento de soldados. Dois planos, por motivos diversos mas plenamente imagéticos, já valem   por esse curta, um

Filme do Dia: La Vie des Morts (1991), Arnaud Desplechin

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L a V ie des Morts (França, 1991). Direção e Rot. Original: Arnaud Desplechin. Fotografia: Eric Gautier. Música: Marjolaine Ott, Fritz Sommer & Marc Oliver Sommer. Montagem: Laurence Briaud & François Gédigier. Dir. de arte: Antoine Platteau & Fabienne Guillot. Figurinos: Marie Baudrillonet, Virginie Callot, Bénédicte Platteau & Ghislaine Tortereau. Com: Thibault de Montalembert, Roch Leibovici, Marianne Denicourt, Bernard Ballet, Suzel Goffre, Laurence Côte, Benoît Brione, Laurent Schilling . Esse estranho média metragem que é o filme de estréia de Desplechin consegue equilibrar de forma coesa o seu estranhamento a partir de uma narrativa descentrada, em que nenhum personagem ganha protagonismo, e ao mesmo tempo grandemente elíptica e independente das convenções de continuidade, traindo uma profunda influência do cinema moderno. O filme começa in media res e talvez o que o torne mais incômodo para boa parte dos espectadores é que a sensação de familiaridade com

Filme do Dia: To Duck or not to Duck (1943), Chuck Jones

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T o Duck...or Not to Duck (EUA, 1943). Direção: Chuck Jones. Rot. Original: Tedd Pierce. Música: Carl W. Stalling. Montagem: Treg Brown. No auge do talento criativo, tanto em termos da história em si quanto da própria qualidade da animação, em todos os seus detalhes – movimentação dos personagens, direção de arte e cores – é apresentada uma história de caça, no qual Hortelino derruba Patolino dos céus, quando esse voa com um grupo de patos e esse o leva para um ringue de boxe, em um estádio lotado de patos, e onde o único torcedor para Hortelino é seu fiel cão. Com a inusitadamente anárquica e surreal mudança de cenário, dos campos onde Patolino foi atingido para um ginásio esportivo precursor de estratégias como as que Terry Gilliam realizará décadas após ( Storytime ), o filme é uma bem mensurada estratégia de humor, sem necessitar dos atropelos alucinados de gags e situações se sobrepondo como é o caso de algumas das melhores obras de Tex Avery. Os diálogos são outro atrativo

Filme do Dia: Meu Filho é Meu Rival (1936), Howard Hawks

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M eu Filho é Meu Rival ( Come and Get It , EUA, 1936 Direção: Howard Hawks & William Wyler. Rot. Adaptado: Jane Murfin & Jules Furthman , a partir do romance de Edna Farber. Fotografia: Rudolph Maté & Gregg Tolland. Música: Alfred Newman. Montagem: Edward Curtiss. Dir. de arte: Richard Day. Cenografia: Julia Heron. Figurinos: Omar Kiam. Com: Edward Arnold, Frances Farmer, Joel McCrea, Walter Brennan, Mady Christians, Mary Nash, Andrea Leeds, Frank Shields. Final do século XIX. Barney Glasgow (Arnold), ambicioso lenhador, consegue construir um império a partir do momento que não declina do convite de se casar com a filha de seu sócio e não com a mulher que ama, Lotta (Farmer), cantora de cabaré que, no último momento, recusa-se a trai-lo para beneficiar o dono do saloon . Quem casa com Lotta é seu melhor amigo e testemunha da paixão de ambos, o também lenhador Swan (Brennan).   Mais de duas décadas após, incentivado pela filha Evvie (Leeds), Barney decide ceder aos a

quadrimilésima primeira postagem

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em tempos incertos de covid-19, registro aqui minha quadrimilésima postagem no blog (ou seja, existe 4 mil postagens desde sua criação em 2014). E saudemos a vida...

Filme do Dia: Andrei Svislotskiy (1992), Igor Kovalyov

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A ndrei Svislotskiy (Rússia, 1992). Igor Kovalyov. Atento ao detalhe e a repetição como emuladores de uma boa narrativa, ainda que virtualmente opaca em boa parte de suas informações restringidas, Kovalyov, ocasionalmente influenciado pelo mestre estoniano Priit Pärn, realiza algo aqui muito distante daquele, mesmo que guarde alguma semelhança nos traços. A distinção se faz, sobretudo, pela recusa que certas “facilidades” de um nonsense mais prevalente que a obra de Pärn pode suscitar. Aqui, pelo contrário, elementos de  irrealidade brotam de um mundo físico bastante orientado e relativamente convencional, e os detalhes emergem com rara força expressiva. Seja mulher e foice no campo, inseparáveis, seja a gaveta desejosa de ser conhecida pelo servo, sejam os pássaros que atravessam o campo visual em bando diversas vezes, quando um dos personagens sai da casa ou ainda o quadro, única referência em cores profusas em uma produção que apresenta tons em sépia. E, mais que todos talvez,

Filme do Dia: Todas as Mulheres do Mundo (1966), Domingos de Oliveira

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T odas as Mulheres do Mundo (Brasil, 1966). Direção: Domingos de Oliveira. Rot. Adaptado: Domingos de Oliveira, baseado nos contos A Falseta e Memórias de um Don Juan , de Eduardo Prado. Fotografia: Mário Carneiro. Música: João Ramiro Mello. Montagem: Raimundo Higino. Cenografia: Napoleão M. Freire. Com: Leila Diniz, Paulo José, Ivan de Albuqurque, Flávio Migliaccio, Joana Fomm, Isabel Ribeiro, Márcia Rodrigues, Marieta Severo, Maria Gladys, Irma Alvarz, Fauzi Arap. Paulo (José) narra para o amigo Edu (Migliaccio) as venturas e desventuras vividas com a mulher que, entre as dezenas que passaram por suas mãos, resolveu amar. Trata-se de Alice (Diniz), namorada do seu conhecido Leopoldo (Albuquerque). Alice vai morar com ele, mas sua confiança é traída no primeiro momento, quando viaja para São Paulo e, ao retornar, flagra-o com outra mulher. Afasta-se, então, de Paulo que entra em depressão. Porém, após insistentes pedidos, retorna. Uma súbita reaproximação de Leopoldo deixa Paul

O Dicionário Biográfico de Cinema#20: Frank Darabont

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Frank Darabont n. Montebeliard, França, 1959 1994: The Shawshank Redemption  [ Um Sonho de Liberdade ]. 1999: The Green Mile  [ À Espera de um Milagre ]. 2001: The Majestik  [ Cine Majestik ]. 2007: eisódio de Raines  (TV); episódio de The Shield (TV); The Mist  [ O Nevoeiro ]. Duas vezes agora, Frank Darabont recorreu aos escritos de Stephen King para realizar parábolas cíclicas sobre o mistério do destino em histórias ambientadas em antiquados sistemas prisionais. É uma espécie de gênero, temo - frisson  voltado à prisão - e não quero ter de enfrentar uma sentença a mais por trás dessas grades. Não que Darabont não possua habilidade ou calor ou mesmo um senso de fantasia. Um Sonho de Liberdade  estabeleceu seu próprio universo e ritmo, para não mencionar charme. Penso igualmente que há uma chance que a expansão demasiada dessa parábola pode rapidamente se tornar vazia e rasa. Então, deixemos esse diretor prosseguir. Peça a ele para lidar com a liberdade. Darabont começou com

Filme do Dia: Melancolia (2011), Lars Von Trier

Melancolia ( Melancholia , Dinamarca/França/Suécia/Alemanha, 2011). Direção e Rot. Original: Lars von Trier. Fotografia: Manuel Alberto Claro. Montagem: Morton Hobjerg & Molly Marlene Stensgaard. Dir. de arte: Jette Lehman & Simone Grau. Figurinos: Manon Rasmussen.  Com: Kirsten Dunst, Charlotte Gainsbourgh, Kiefer Sutherland, Charlotte Rampling , John Hurt, Stellan Skarsgard, Alexander Skarsgard, Brady Corbet, Udo Kier, Cameron Spurr. Justine . Justine (Dunst) comemora a festa de seu casamento com Michael (Alexander Skarsgard), mas em meio as comemorações ela, vivenciando uma grande instabilidade emocional, simplesmente desaparece. Ela começa a observar uma estrela diferenciada no céu, que seu marido afirma ser Antares. O que parecia ser uma noite tranquila e de festa, começa a ficar tensa com o discurso da mãe de Justine, Gaby (Rampling), contraria a tudo aquilo.  Quando fica finalmente a sós com Michael, Justine pede um tempo e se afasta, fazendo sexo com um rapaz, Tim (C

Filme do Dia: His Bitter Pill (1916), Fred Hibbard

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H is Bitter Pill (EUA, 1916). Direção: Fred Hibbard. Fotografia: J.R. Lockwood. Com: Mack Swain, Louella Maxam, Edgar Kennedy, Ella Haines, Tom Kennedy, Joey Jacobs, William Hauber, Rudy Unholz. Jim (Swain), o xerife do vilarejo é completamente devotado a bela e jovem Nell (Maxam). Porém essa, em última instância, encontra-se mais interessada pelo charmoso, mas inescrupuloso Diamond Dan (Edgar Kennedy). Ela afirma para Jim que sempre o amou como um irmão, o que o deixa inconsolável, sendo apoiado pela mãe (Haines). A situação muda de configuração quando Diamond se encontra envolvido numa ação criminosa. Ele sequestra Nell. Jim, contra tudo e todos, traz sua amada de volta à segurança. Embora o elenco, a produção e o próprio estúdio que o produziu sugira se tratar de uma comédia que satiriza precocemente com clichês do western, ao mesmo tempo parece demasiado colado aos mesmos para ocorrer o “distanciamento” necessário à comicidade. Chama a atenção o fato de Swain, devidamente c

Filme do Dia: Del Rancho a la Televisión (1953), Ismael Rodríguez

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D el Rancho a la Televisión (México, 1953). Direção: Ismael Rodríguez. Rot. Original: Ismael Rodríguez & Joselito Rodríguez, a partir do argumento de Carlos Orelana. Fotografia: Jack Draper. Música: Manuel Esperón. Dir. de arte: José Rodríguez Granada. Cenografia: José Barragán. Figurinos: Julio Chavéz. Com: Luis Aguilar, Chela Campos, María Victoria, Andrés Soler, Emma Rodríguez, Gloria Alonso, Pepe Ruiz Vélez, Eufrasina García. José Antonio (Aguilar) vai de seu povoado, com auxílio do dinheiro de seus moradores, para a Cidade do México, em busca de triunfar no universo do canto na rádio. Porém, suas primeiras tentativas, cantando música lírica, são completamente frustradas e vítimas de gozação. Uma funcionária da rádio, no entanto, Laura (Campos), apóia-o e se torna secretamente apaixonada por ele, convencendo-o a cantar canções populares. Ela própria dá o exemplo e é contratada pela rádio, agora como cantora. Sua rival, no canto e no amor por José Antonio é a já estabeleci

Filme do Dia: O Homem Invisível (1933), James Whale

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O   Homem Invisível ( The Invisible Man , EUA, 1933). Direção: James Whale. Rot. Adaptado: R.C. Sheriff, baseado no conto de H.G. Wells. Fotografia: Arthur Edeson. Música: Heinz Hoelmhead. Montagem: Ted J. Kent. Dir. de arte: Charles D. Hall. Com: Claude Rains, Gloria Stuart, William Harrigan, Henry Travers, Una O’Connor, Forrester Harvey, Holmes Herbert, E.E. Clive. O cientista Jack Griffins (Rains) se transforma no Homem Invisível. Ele viaja para um pequeno vilarejo britânico, mas os efeitos da transformação também lhe provocam alterações de personalidade e   ele passa a aterrorizar   a população, divertindo-se as custas deles, e acreditando que irá dominar o mundo. Uma extensa força policial e diversas operações são montadas para detê-lo, inclusive quando ele anuncia que irá assassinar o cientista e sócio que não conseguiu lhe auxiliar o retorno a visibilidade e sanidade, Arthur Kemp (Harrigan), e o acaba efetivamente fazendo. Quando ele se refugia no celeiro de uma fazenda,

Filme do Dia: Folhas Mortas (1956), Robert Aldrich

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F olhas Mortas ( Autumn Leaves , EUA, 1956). Direção: Robert Aldrich. Rot. Original: Jean Rouverol, Hugo Butler, Lewis Meltzer & Robert Blees. Fotografia: Charles Lang. Música: Hans J. Salter. Montagem: Michael Luciano. Dir. de arte: William Glasgow. Cenografia: Eli Benneche. Figurinos: Jean-Louis. Com: Joan Crawford, Cliff Robertson , Vera Miles, Lorne Green, Ruth Donnelly, Shepperd Strudwick, Selmer Jackson, Marjorie Bennett,  Maxine Cooper, Maurice Manson. A solitária Millicent “Milly” Wetherby vai a um recital de piano que lhe traz à memória uma dolorosa passagem de sua existência, quando tendo de cuidar de seu pai (Jackson) negligenciaria um futuro proponente para marido. Ela janta após o espetáculo e lá conhece o incomum Burt Hanson (Robertson), que lhe provoca grande impacto desde o primeiro encontro. Milly fica dividida entre o amor que sente por Burt e o fato dele ser bem mais jovem que ela. Decide se afastar dele, mas após um mês ele retorna e surge repentinamente e

Filme do Dia: Trabalhar Cansa (2011), Marco Dutra & Juliana Rojas

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T rabalhar Cansa (Brasil, 2011). Direção e Rot. Original: Marco Dutra & Juliana Rojas. Fotografia: Matheus Rocha. Música: Rafael Cavalcanti. Montagem: Caetano Gotardo. Dir. de arte: Fernando Zuccolotto. Figurinos: Graciela Martins. Com: Helena Albergaria, Naloana Lima, Gilda Nomacce, Marina Flores, Lilian Blanc, Thiago Carreira, Hugo Villavicenzio, Eduardo Gomes. Em situação econômica nada favorável, Helena (Albergaria) insiste em alugar um ponto comercial para criar um mercadinho, onde um dia existira um comércio semelhante. O marido, Otávio (Descartes), encontra-se desempregado e sempre procurando emprego. Imóvel alugado, comércio montado, as tensões de Helena vão se tornando crescentes. Com odores e objetos encontrados na loja, com o desemprego de Otávio, com a suspeita de que um de seus funcionários, Ricardo (Carreira), furte a loja, etc. Algo bastante comum, e não apenas no cinema brasileiro, o filme se sustenta do início ao final, a partir de uma atmosfera e indicativ

Filme do Dia: 33 (2003), Kiko Goifman

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3 3 (Brasil, 2003). Direção: Kiko Goifman. Rot. Original: Kiko Goifman & Cláudia Priscilla. Música: Tetine. O cineasta se propõe nesse documentário aos 33 anos, encontrar em 33 dias sua mãe biológica. Parte de entrevistas com detetives profissionais até depoimentos dos próprios familiares, da parteira e do médico que o trouxeram ao mundo, uma cartomante, etc. Ao utilizar um motivo profundamente pessoal para ancorar sua dramaturgia de forma consciente, enfatiza uma tendência recente na qual uma realidade tipicamente documental   é estruturada em forma narrativa semelhante à ficcional. Tendência que não escondem certo narcisismo – afinal motivos profundamente pessoais acabam sendo compartilhados com todos os espectadores   - como é igualmente o caso,   no que diz respeito a uma certa vampirização de elementos da dramaturgia ficcional, do contemporâneo  Na Captura dos Friedmans e, mais particularmente de um caso de investigação pessoal da cineasta, do brasileiro Passaporte Hún

O Dicionário Biográfico de Cinema#19: Marcel Ophüls

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Marcel Ophüls n. Frankfurt, Alemanha, 1927 1962: o episódio de Munique para L'Amour à Vingt Ans [ O Amor aos 20 ]. 1963: Peau de Bananes . 1965: Feu à Volanté . 1967: Münich  (d). 1969: Le Chagrin et la Pitié  [ A Dor e a Piedade ] (d). 1972: A Sense of Loss  (d). 1975: The Memory of Justice  (d). 1980: Kortner Geschichte  (d). 1988: Hôtel Terminus: Klaus Barbie, His Life and Times  (d). 1992: November Days  (d). 1994: Veillées d'Armes (d). A vida itinerante que  Marcel Ophüls levou quando criança certamente afetou a orientação política da maior parte de seus documentários. O objetivo principal  é a confidência nacionalista, e os crimes realizados em seu nome. Sua óbvia, mas endurecida e decente mensagem é pela responsabilidade individual que resistirá à onda de justiça, especialmente quando essa própria se autodenomina destino manifesto. Nenhuma fidelidade ideológica pessoal é apresentada na obra de Ophüls. Seus filmes possuem o tom obstinado e a densidade da auto-análi

Filme do Dia: Madonna and Child (1980), Terence Davies

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Madonna and Child (Reino Unido, 1980). Direção e Rot. Original: Terence Davies. Com: Terry O´Sullivan, Sheila Raymor. Robert Tucker (O´Sullivan) possui uma existência sofrida e culpada com relação a sua homossexualidade vivida clandestinamente e a qual procura se redimir se confessando na igreja.  Vivendo com sua idosa mãe (Raymor), pega a balsa diariamente para ir a um trabalho burocrático e repleto de pessoas tão pouco motivadas quanto ele. Davies apresenta de modo ainda mais conciso o seu personagem (que já havia apresentado em  Children  e que será retomado, fechando a trilogia, em  Death and Transfiguration ). Já desde os planos inicias, os cantos católicos, em angelicais vozes infantis, provocam surpreendente efeito pois geralmente ilustram imagens da mais completa frieza, solidão ou esterilidade humanas – sendo a exceção a cena no interior de uma igreja. Assim é através de tal canto que se observa sejam os solitários passeios de balsa, os tipos absurdamente convencionais d

Filme do Dia: O Estranho Que Nós Amamos (2017), Sofia Coppola

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O   Estranho Que Nós Amamos ( The Beguiled , EUA, 2017). Direção: Sofia Coppola. Rot. Adaptado: Sofia Coppola, a partir do romance de Thomas Cullinan e do roteiro de Albert Maltz & Irene Kamp. Fotografia: Philippe Le Sourd. Música: Laura Karpman Phoenix. Montagem: Sarah Flack. Dir. de arte: Jennifer Dehghan. Cenografia: Ann Beth Silver. Figurinos: Stacey Battat. Com: Colin Farrell, Nicole Kidman, Kirsten Dunst, Elle Fanning, Oona Laurence, Angourie Rice, Addison Riecke, Emma Howard. Em meio a Guerra Civil americana, O Cabo McBurney (Farrell) é encontrado agonizante e com a perna grandemente ferida por uma garota que o leva para a residência-internato feminino católico   na Vírginia, comandado pela rigorosa Srta. Martha (Kidman). A presença do soldado yankee se torna o motivo inconfesso para que todas as garotas se encontrem ouriçadas a seu respeito. McBurney parece nutrir um sentimento peculiar por Edwina (Dunst), de espírito aparentemente mais livre e que também sente inter