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sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Filme do Dia: Feira de Amostras (1933), Henry King

Feira de Amostras (State Fair, EUA, 1933). Direção: Henry King. Rot. Adaptado: Paul Green & Sonya Levien, baseado no romance de Philip Stong. Fotografia: Hal Mohr. Música: Val Burton, Louis De Francesco, Ray Flynn & Will Jason. Montagem: Robert Bischoff. Dir. de arte: Duncan Cramer. Figurinos: Rita Kaufman. Com: Janet Gaynor, Will Rogers, Lew Ayres, Sally Eilers, Norman Foster, Louise Dresser, Frank Craven, Victor Jory.
Família de fazendeiros tem sua monótona rotina transformada com os preparativos para a feira em um lugarejo próximo. Enquanto Abel Frake (Rogers), o pai, preocupa-se com o porco Blue Boy mais que com qualquer membro da família, a mãe, Melissa (Dresser), ocupa-se com o concurso de picles e compotas. Os filhos Margy (Gaynor) e Wayne (Foster) encontram novos amores na feira. Margy se encanta pelo repórter Pat Gilbert (Ayres). Wayne pela trapezista Emily Joyce (Eilers). Para Margy, tal situação não deixa de lhe perturbar pois além dela possuir um namorado local, teme não conseguir acompanhar o estilo dinâmico de vida de Pat.
Anêmico e inócuo como bem expressa o título em português, talvez se contaminando pelo estilo de vida das personagens que descreve, tal produção insiste na visão pastoral dos “autênticos” valores americanos que tornara célebre o cineasta com seu David, o Caçula (1923), porém sem o mesmo vigor e tino cômico dessa produção. Nem tampouco a vitalidade de Amor e Ódio na Floresta (1936), de Henry Hathaway, que consegue expressar melhor o conflito entre tais valores idílicos, não ausentes de conflitos,  e a modernidadade. Aqui tal contraposição não chega a ser mais bem desenvolvida. O casal de filhos possui consciência que seus pares possuem um conhecimento da vida e horizontes mais amplos que eles – Margy já expressara seu desejo de conhecer o mundo “exterior”  -,  porém não se esboça como será essa nova situação. Quanto à sedução do irmão por Emily, ousada para os padrões da época, sendo que é a própria pureza do rapaz que a encantou, ainda menos se sabe em que pé ficará ao final. O romance de Stong seria refilmado em 1945 e 1962, ambas as adaptações musicais, sob a direção de Walter Lang e José Ferrer, respectivamente. National Film Registry em 2014.  Fox Film Corporation. 96 minutos.

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