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sábado, 3 de janeiro de 2015

Filme do Dia: Tarântula! (1955), Jack Arnold


Tarântula! (Tarantula, EUA, 1955). Direção: Jack Arnold. Rot. Original: Jack Arnold, Robert M. Fresco & Martin Berkeley, baseado no argumento de Fresco. Fotografia: George Robinson. Música: Henri Mancini & Herman Stein. Montagem: William Morgan. Dir. de arte: Alexander Golitzen & Alfred Sweeney. Cenografia: Russell A. Gausman & Ruby R. Levitt. Com: John Agar, Mara Corday, Leo G. Carroll, Nestor Paiva, Ross Eliott, Edwin Rand, Raymond Bailey, Eddie Parker.
O Dr. Matt Hastings (Agar) é convocado pelo xerife de uma cidadezinha do Arizona, Jack Andrews (Paiva) para investigar a morte de Eric Jacobs (Parker), assistente do professor Gerald Deemer (Carroll), cientista que realiza experimentos com animais, multiplicando seu tamanho. Hastings põe em dúvida a explicação do professor. Sua futura aliada será a recém-chegada estudante de biologia Stephanie Clayton (Corday), conhecida pelo apelido de Steve. Aos poucos, todos ficam sabendo das experiências de Deemer, que se torna vítima de suas próprias ideias, tendo suas feições desfiguradas. Enquanto isso, várias mortes de animais e pessoas ocorrem na região, provocadas pela tarântula gigante que fugiu do laboratório do professor. O monstro ataca a casa-laboratório de Deemer. Enquanto Steve escapa, Deemer morre. Ameaçando destruir a cidade, o aracnídeo é detido somente pela força aérea americana.
Essa ficção-B típica da época, embora tenha gerado inúmeras cópias ainda de pior categoria, não se encontra entre os melhores trabalhos de Arnold, um mestre do gênero. Mesmo que elementos como o crescimento ou diminuição exagerada de animais ou seres humanos seja recorrente na obra de Arnold, falta uma certa atmosfera metafísica, presente em seus melhores trabalhos como Veio do Espaço (1953), aqui vulgarizada excessivamente na sua crítica subliminar dos experimentos científicos que acabam fugindo ao controle da humanidade. Também existe uma veia erótica, percebida sobretudo na seqüência que o monstro observa o quarto da protagonista, que evoca King Kong (1933), e que pode ser percebido como um comentário de como o sexo possuía uma dimensão um tanto quanto ameaçadora para a sociedade americana da época. No mais, o mesmo baixo nível das interpretações típico das produções do gênero e outras limitações decorrentes do baixo orçamento, embora os efeitos especiais, hoje em dia considerados primários, persistem em certos momentos extremamente convincentes, como na cena em que o professor observa no laboratório seu porquinho-da-índia tamanho gigante ou na aproximação da tarântula da janela da heroína citada. Universal. 80 minutos.

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