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domingo, 18 de janeiro de 2015

Um ano de Blog


Comemorando o primeiro aniversário do blog, destaco a lista de filmes cujas resenhas foram publicadas ao longo do ano (na coluna ao lado), que foi a espinha cervical do mesmo. Ressalto a diversidade de épocas, estilos, nacionalidades, visões de mundo que os filmes trazem. Parto do princípio de que todo produto audiovisual é passível de um olhar.

E é esse olhar, o meu olhar, parcial, ideologizado, trespassado igualmente de leituras que me influenciaram nos diversos campos e não apenas o do cinema, e também datado, que se encontra aqui presente. Datado, inclusive, no sentido de que tais resenhas foram escritas ao longo de mais de uma década e meia. Ou seja, que é possível que muitas das impressões de um filme que vi em 1998, por exemplo, não seja mais a mesma hoje, quase vinte anos depois. E que o termo datado, não é utilizado aqui de forma necessariamente pejorativa, como habitual. Escrever hoje é algo datado igualmente, é óbvio.

O que elas possuem em comum é, na sua maciça maioria, terem sido escritas sem nenhuma leitura prévia sobre os filmes. O que não quer dizer, evidentemente, que nelas não ressoe o que já foi lido antes, como comentado.

Sem dúvida, devo parte do meu aprendizado  senão cinéfilo (mas também cinéfilo) a um pequeno livrinho de Geoff Andrew que venho traduzindo sistematicamente nas últimas semanas e aqui postando. Gosto do equilíbrio entre discurso canônico estabelecido e idiossincrasia pessoal de sua escrita - algo ausente de uma crítica como Pauline Kael, onde pesava demasiado a segunda.

Embora com mais discordância sobre o que escreve e menos conhecimento de causa também admiro a escrita lúcida de Roger Ebert. E talvez com menos conhecimento ainda a de Jonatham Rosenbaum.

Tentar não aprisionar os filmes em molduras teóricas a priori se torna exercício mais fácil, sobretudo como no caso aqui se trata das primeiras impressões expressas "em papel" sobre um determinado filme, logo após sua assistência em meios diversos, a depender do período  (vhs, televisão, dvd, cinema, computador); ou, ao menos, primeiras impressões escritas sobre filmes que já havia visto antes.

Agradeço a todos que visualizaram, curtiram, leram e postaram comentários ao longo do ano!

5 comentários:

  1. Não conheço o trabalho de Geoff Andrew, mas fui muitíssimo inspirado por Roger Ebert também. Escrita acessível, informativa, respeitosa e raramente moralista (aspecto que detesto em Rosenbaum) ou petulante (Kael).

    Parabéns pelo aniversário da página.
    Cumps.

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    1. Então Gustavo...o Andrew talvez seja o menos crítico crítico mesmo deles. esse livro que traduzo ocasionalmente, por exemplo, é um panorama de diretores, das carreiras deles em geral, mas acho que me provocou um estalo na época, pela concisão, seriedade, bom gosto e franqueza - tem vários cineastas tidos como consagrados que ele não passa a mão e os motivos parecem geralmente procedentes. Ele é ou foi programador do cinema do British Film Institute. Tenho um outro livro dele, mais atual até, que ele seleciona 250 realizadores de todos os tempos e lugares e comenta sobretudo a partir do estilo visual de cada cineasta, mas acho inferior a esse anterior. Ebert era maravilhoso, senti bastante a sua morte. Tinha sacações muito boas, Quando li a crítica dele sobre "O Tambor" após ter escrito minha resenha sobre o filme não apenas bateu por completo com o que eu pensava, como parecia absurdo que o filme tivesse sido um dos poucos a ganhar o Oscar de filme em língua não inglesa e Cannes ao mesmo tempo. e ao mesmo tempo era de uma clareza e força dos argumentos que o texto acadêmico embolado e vazio que eu tinha lido sobre o filme era um verdadeiro lixo perto!

      Muito obrigado pelos cumprimentos e apareça sempre.

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    2. De Rosenbaum não conheço tanto. Traduzi um texto dele sobre algumas jóias esquecidas da New Hollywood do final dos 60-idos de 70 e quando comentei com uma amiga americana que é professora de literatura e brasilianista e que também tem uma proximidade com o cinema, ela me falou que o conhecia e que ele ficaria feliz de saber. Embora não tenha tido contato direto com ele, ele foi bem simpático dizendo apenas que eu enviasse um exemplar da revista quando saísse. A verdade é que era uma publicação digital, como quase tudo hoje e a revista acabou não saindo. Acho que deixou de ser publicada. Moral da história: fiquei devendo essa a ele. Vou até atrás desse texto, se ainda tiver no meu computador vou reenviar para outra revista. Do pouco que conheço dele eu até gosto desse lado meio partisan, meio partidário mesmo dele, bem típico de sua geração.

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  2. Oi Cid,
    Ufa! Cheguei.
    Nosso, fico feliz e espero outros tantos aninhos...
    Seu blogue é um lenitivo para os olhos e o cérebro.
    Para a cultura, nem preciso mencionar.
    Tudo de bom querido.
    Grande abraço.

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  3. Opa Beth...que bom que você está de volta!
    Muito grato por seus elogios e seu companheirismo blogueiro.
    Feliz 2015 minha querida!
    Abração!

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