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terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Filme do Dia: A Vergonha da Selva (1975), Picha & Boris Szulzinger

A Vergonha da Selva (Tarzoon, la Honte de la Jungle, França/Bélgica, 1975). Direção: Picha & Boris Szulzinger. Rot. Original: Picha & Pierre Bartier. Fotografia: Raymond Burlet. Música: Michael O’Donughue. Montagem: Claude Cohen.
Bazunga, uma rainha tirana, completamente obcecada pelo fato de não possuir mais cabelos, deseja os cabelos da amante de Shame, June, que é então sequestrada por um exército de pênis gigantes. Shame se movimenta com seu macaco na tentativa de salvar June.
Quando não filtrado por um olhar arguto os excessos provenientes de uma pretensa leitura anárquica seja do universo da animação seja da própria personagem já então mítica de Tarzan, como nessa produção, soam demasiado gratuitos e/ou datados. Se o estilo que surge ao início, fazendo piada dos próprios letreiros que apresentam a história sugere uma aproximação com a linha de humor anárquico e meta-linguístico do Monty Phyton, aos pouco nem mesmo  uma criatividade baseada em algum senso comum humorístico do período se sustenta, sendo o filme tragado por seu próprio cinismo medíocre e sem maior propósito, ainda quando consegue ser minimamente criativo em suas referências hiper-sexuadas, como é o caso do macaco fazendo de cipó improvisado do pênis de Shame, que nessa versão norte-americana faz às vezes de Tarzoon, nome devidamente interditado pelos herdeiros de Burroughs. Com seus traços propositalmente descuidados e próximos do universo da tira em quadrinhos e algumas referências explícitas ao universo do espetáculo e da política, de Brigitte Bardot e Golda Meir enquanto opções de cabelos oferecidos como substituto para Bazunga ou ainda ao universo da animação de Hanna-Barbera ou Warner ou à referência sobre a morte, quando o personagem achava que no universo da animação isso era impossível. Essa se trata de uma versão mais compacta do que a originalmente lançada nas telas, que possuía 85 minutos, ainda que sob orientação do próprio realizador. SND Valisa Films para Fox-Lira. 68 minutos.

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