Filme do Dia: Vivendo em Paz (1997), Hu Bingliu
Vivendo em Paz (An Ju, China, 1997). Direção: Hu Bingliu. Rot. Original Ma Weijun.
Música Cheng Dhazao. Com: Pan Yu, Sun Min, Bai Xuennyun, Wang Hong.
Numa grande cidade chinesa, uma velha
senhora, Ah XI (Pan) sempre torna o inferno as empregadas que o filho, Adong
(Min) contrata, porque quer, antes de tudo, a atenção dele. Porém, a última
empregada que ele contratou, Shan (Xuennyun) acaba não só não cedendo às
rabugices da velha senhora, como se afeiçoando a ela. O fato de ter viajado
com para sua província natal, torna os
laços mais estreitos entre as duas. Porém, quando percebe que a empregada havia
trazido seu namorado para a sua casa, faz com
xingue tanto Shan, que ela acaba decidindo voltar a trabalhar no
mercado. Ah Xi retorna e decide que irá
morar em um asilo, precipitando-se diante da decisão que o filho e a nora iriam
lhe propor, completando o dinheiro para que Shan monte seu restaurante na
província natal.
Essa produção, que compartilha, mesmo
que um pouco menos, de uma visão menos otimista da sociedade contemporânea,
como Quebrando o Silêncio, em
oposição a toda uma onda de produções que enfatizam, sobretudo, as camadas mais
afluentes da sociedade chinesa, possui como seu maior atrativo tudo aquilo que
foge às meras disposições de um filme de mensagem, hábito particularmente
intenso na recente cinematografia chinesa. Portanto, é menos quando procura ser
um retrato-clichê da velhice sofrida e solitária em uma metrópole e investe nos
traços particulares da protagonista, vivida carismaticamente por Pan Yu, que o
filme cresce. Embora possua uma forte dose de sentimentalismo, outro traço
recorrente em praticamente todos os filmes da recente produção, consegue
driblar alguns excessos e propor um final semi-eliptíco, no mesmo estilo de Quebrando o Silêncio, onde a
impaciência pragmática da nora que irá leva-la ao asilo tem que aguardar pelo
momento de carinho e recordação que filho e mãe vivenciam. 102 minutos.

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