Filme do Dia: David A Guiar (1975), Durvalino Couto
David A Guiar (Brasil, 1975). Direção
Durvalino Couto.
Ator em um dos filmes de Torquato
Neto (Terror da Vermelha), Couto também realizou sua produção super-8,
cujo título brinca com noções da poesia concretista/marginal. Como
produção mais liberta das amarras da
censura, porque geralmente exibida em “consumo doméstico”, tal como a produção
dos anos anteriores do Cinema Marginal, faz-se referência direta à luta armada,
com dois artistas sendo interceptados por um homem armado. Um deles corre, o
outro é atingido. Isto depois de correrem e se exibirem por trás de letreiros a
fazerem propaganda da Petrobrás. Os letreiros iniciais desta cópia restaurada e
digitalizada fazem menção às músicas que costumavam ser tocadas na exibição dos
curtas foram incorporadas, no caso em questão canções do álbum The Dark Side of the Moon, do Pink
Floyd, como Breathe (In the Air. Há um caráter de colagem premente,
grandemente associado à música, trazendo símbolos e imagens de um país
contraditório. A determinado momento observamos uma mulher negra, pobre e
grávida cruzar o visor da câmera, mas também pode ser o logotipo brilhando de
novo da petrolífera tupiniquim, um leão rugindo que depois observamos ser de um
cartaz anunciando um circo ou a frase “Deus é a única esperança” pintado uma
edificação simples (moradia? templo religioso?), uma placa de sentido único ou
uma camisa de vermelho tão forte a destoar do restante das cores já meio
desbotadas de uma película que sofreu bastante agressões do tempo, de um
comércio chamado Gelatti. 0u a inescapável Coca-Cola a adornar um
estabelecimento vizinho a Gelatti. E finda com uma das garotas entrevistas ao
longo do curta se aproximando de um cinema que exibe o filme A Fera,
provavelmente um terror erótico de Walerian Borowczyk, no IMDB a constar como O
Monstro. |17 minutos.![]()
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