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Mostrando postagens de julho, 2026

Filme do Dia: Mauro, Humberto (1968), David Neves

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  M auro, Humberto (Brasil, 1968). Direção e Rot. Original: David Neves. Espécie de explicitação em filme da estratégia programática traçada pelo Cinema Novo (sobretudo Gláuber Rocha , que aparece em breve momento do filme fazendo sua famosa equiparação de Mauro com mestres nacionais  de outros fazeres artísticos) da figura de Humberto Mauro. Não é à toa, portanto, que o filme acabe retratando o patrono do Cinema Novo nas situações mais banais de seu cotidiano, traçando um paralelo com seu imaginário fílmico que o narrador off insiste em ser guiado pelo instinto, mais que pelo intelectualismo, associado com artificialismo. Mauro fala somente ao final, quando rapidamente descreve porque ele considera que “cinema é cachoeira”, demonstrando que é mais importante para a geração cinema-novista a imagem idealizada de um Mauro silencioso que propriamente seu discurso. Além dele, as outras únicas intervenções de corpo presente (com som pessimamente sincronizado) são a já citada de ...

Filme do Dia: A História Não Contada dos Estados Unidos - Os Anos 50 - Eisenhower, a Bomba e o Terceiro Mundo (2012), Oliver Stone

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  A   História Não Contada dos Estados Unidos – Os Anos 50 – Eisenhower, a Bomba e o Terceiro Mundo ( The Untold History of United States. Chapter 5: The 50’s – Eisenhower, The Bomb & the Third World , EUA, 2012). Direção Oliver Stone. Rot. Original Matt Graham, Peter Kuznick & Oliver Stone. Música Craig Armstrong & Adam Peters. Montagem Alex Márquez. Três dias antes da posse de Eisenhower, é detonado a bomba atômica mais destrutiva já lançada em um teste. Estamos em 1952. Quem era este novo presidente com cara de avô? Indaga-se Stone, para logo responder sobre um general com laços de amizade forjados com um equivalente seu soviético e elogiado por Stálin, chegando a participar de uma das paradas na Praça Vermelha, na mesma tribuna que o líder russo. Apesar de sua moderação, seu secretário John Foster Dulles cravou uma declaração afirmando sobre os soviéticos se encontrarem dispostos a dominar qualquer país livre possível. Dulles, ferrenho anti-comunista, embora ...

O Dicionário Biográfico de Cinema#345: Jean-Claude Carrière

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  Jean-Claude Carrière , n. Colombière, França, 1931 (*) E m sua autobiografia, Meu Último Suspiro  (publicado na França em 1982), Luis Buñuel realizou uma generosa mesura a Carrière: "Não sou escritor, mas meu amigo e colega é. Um ouvinte atento e escrupuloso gravador durante nossas muito longas conversas, ajudou-me a escrever este livro." O débito pode permanecer ainda maior. Algo mágico aconteceu com Buñuel quando passou dos 60. Alguma força, ou anjo, reinterpretou seu espírito do surrealismo para uma era moderna e encontrou uma forma de realizar sonhos possível com fotografia suave e grandes estrelas. Carrière escreveu estes filmes, e suspeito que fosse o anjo que habilitou Buñuel em alguns dos mais perspicazes, divertidos e se encontrando totalmente entre os melhores filmes já feitos: Le Journal d'une Femme de Chambre [ Diário de uma Camareira ] (63); Belle de Jour [ A Bela da Tarde ] (67); La Voie Lactée [ Via Lactéa ] (68); Le Charm Discret de la Burgeoisie [ O Dis...

Filme do Dia: O Guardião da Floresta (1996), Volker Schlöndorff

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  O Guardião da Floresta ( Der Unhold , Alemanha/França, 1996). Direção: Volker Schlöndorff. Rot. Adaptado: Jean-Claude Carrière & Volker Schölondorff, baseado no romance Le Roi des Aulnes, de Michel Tournier. Fotografia: Bruno de Keyzer.  Música: Michael Nyman.  Montagem: Nicolas Gaster & Peter Przygodda. Dir. de arte: Ezio Frigerio, Susanne Hein, Heinz Röske & Didier Naert.  Cenografia: Bernhard Henrich &  Heinz Röske. Figurinos: Anna B. Sheppard. Com:  John Malkovich , Gottfried John, Marianne Sägebrecht, Volker Spengler, Heino Ferch. Dieter Laser, Sasha Hanau, Ilja Smoljanski, Armin Mueller-Stahl, Caspar Salmon, Daniel Smith .         Abel (Salmon) desde criança é tido como diferente das outras. Considerado bobo, passa a ser protegido por um garoto (Smith) que possui certas liberdades na escola. Sempre bode expiatório de todas as indisciplinas escolares, acredita possuir poderes secretos quando se concretizara o que a...

Filme do Dia: Vassalos da Ambição (1964), Franklin J. Schaffner

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  V assalos da Ambição ( The Best Man , EUA, 1964). Direção: Franklin J. Schaffner. Rot. Adaptado: Gore Vidal, baseado em sua própria peça. Fotografia: Haskell Wexler. Música: Mort Lindsey. Montagem: Robert Swink. Dir. de arte: Lyle R. Wheeler. Cenografia: Richard Mansfield. Figurinos: Dorothy Jeakins. Com: Henry Fonda , Cliff Robertson , Edie Adams, Margareth Leighton, Shelley Berman, Lee Tracy, Ann Sothern , Gene Raymond, Kevin McCarthy. Em Los Angeles, entre o Hotel Ambassador e o Sports Arena, os bastidores para a convenção que indicará um dos candidatos a presidente torna-se acirrada entre os dois candidatos que possuem reais chances, o ético, porém inseguro e excessivamente reflexivo William Russell (Fonda) e o inescrupuloso, conservador e ágil Joe Cantwell (Robertson). O ex-presidente Art Hockstader (Tracy) não anuncia publicamente seu favorito, o que faz com que o processo prossiga. Extra-oficialmente, no entanto, Hockstader apóia Rusell. Cantwell consegue descobrir um re...

Filme do Dia: For His Son (1912), D. W. Griffith

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    F or His Son (EUA, 1912). Direção: D.W.Griffith. Rot. Original: Emmet C. Hall. Fotografia: G.W. Bitzer. Com: Charles Hill Mailes, Charles West, Blanche Sweet, Dorothy Bernard, William Bechtel, Grace Henderson, Alfred Paget, Dell Henderson. Pai (Mailes) preocupado com o futuro econômico do filho (West), utiliza de sua maestria no campo da química para criar um refrigerante a base de cocaína que se torna extremamente popular. Porém, o filho acaba se tornando viciado na euforia proporcionada pela cocaína, sendo rejeitado por sua noiva (Sweet). A partir de então, unido à secretária do pai (Henderson) se entregará ao vício até a morte. O pai somente perceberá o quanto fora egoísta com a saúde pública, quando tem nos seus próprios braços o filho morto por overdose. Esse filme, pioneiro na abordagem ao vício das drogas, não apenas deixa bem claro a divisão do trabalho no elenco dos filmes do realizador (Mailes aqui fazendo seu habitual papel de “pai”, Sweet evidentemente ja...

Filme do Dia: Donald's Diary (1954), Jack Kinney

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  D onald’s Diary (EUA, 1954). Direção: Jack Kinney. Rot. Original: Dick Kinney & Brice Mack. Música: Edward H.Plumb. Donald é um solteirão distraído. Margarida lê manuais sobre como conseguir um marido. Ela tenta sem sucesso chamar a atenção dele através de diversos expedientes escusos. Até que um dia consegue literalmente fazê-lo cair na armadilha. A paixão romântica surge intensa entre ambos. E tem que sobreviver aos irmãos de Margarida e suas traquinagens, assim como sua mãe semi-surda e mal-humorada. O casamento ocorre somente para que Donald perceba várias facetas que ele não tinha tido ideia antes. Guiado pela voz over do alter-ego de Donald esse, que é o último curta para o cinema em que surge  a personagem chama a atenção por seu tom misógino, guardada as devidas proporções, nada muito diverso da produção contemporânea em ação ao vivo (como O Pecado Mora ao Lado ) assim como marcado por uma mescla de cacoetes de longa data (como é o caso do protagonista se enc...

Filme do Dia: No Good for Anything (1908), Joe Rosenthal

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  N o Good for Anything (Reino Unido, 1908). Direção Joe Rosenthal. Após ter caído do transporte público em movimento e ter sido demitido do restaurante onde aprontava com os clientes, um homem aloprado tenta o alistamento nas forças armadas. Rapidamente é expulso de lá. Passa a ser homem-anúncio, passeando pelas ruas anunciando a peça “Um Marido Ideal”. E até mesmo nesta profissão não prospera, sendo alvo das traquinagens das crianças. Passaria então a comandar uma dupla de cavalos com um arado, mas fica o tempo dormindo e é denunciado ao seu patrão por crianças que o flagraram. O patrão o transforma em um espantalho. Por mais temporãs que possam parecer as trapalhadas destas comédias, em um momento no qual uma narrativa mais orgânica estava sendo elaborada, Rosenthal, associado sobretudo com produções não ficcionais, tinha um certo tino para a lida com as imagens, embora aqui seja tudo filmado sem uso de decupagem, que ainda engatinhava do outro lado do Atlântico. Embora o p...

Filme do Dia: Chapeleiros (1983), Adrian Cooper

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  C hapeleiros (Brasil, 1983). Direção e Fotografia Adrian Cooper. Montagem Walter Rogério. Já os primeiros planos nos fazem imaginar uma abordagem heterodoxa de sua proposta documental, sobretudo em relação ao que era produzido à época. Corpos, que muitas vezes parecem se encontrar dispostos em um morgue, de trabalhadores em seu momento de descanso – no último plano desta sequência, o olhar de alguém que acorda e demonstra alguma coisa como um tímido estranhamento de estar sendo filmado naquela situação. Há uma dimensão pictórica na maior parte destas imagens iniciais, inclusive na forma como enquadra os corpos, por vezes destacando apenas as extremidades, como os pés. Ou observando os trabalhadores pelo que inicialmente se pode pensar ser uma espécie de fresta “cavada” entre as engrenagens, mas que se virá  descobrir se tratar de um reflexo em um espelho com uma extremidade quebrada. Os homens que trabalham próximos do material em tecido  fumegante que se tornará chap...

Filme do Dia: V de Vingança (2005), James McTeigue

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  v de Vingança ( V for Vendetta , EUA/Reino Unido/Alemanha, 2005). Direção James McTeigue. Rot. Adaptado Irmãos Wachowski , a partir de uma HQ, de David Llloyd. Fotografia Adrian Biddle. Música Dario Marianelli. Montagem Martin Walsh. Dir. de arte Owen Patterson & Kevin Phipps. Cenografia Peter Walpole. Figurinos Sammy Sheldon. Com Natalie Portman, Hugo Weaving, Stephen Rea, Stephen Fry, John Hurt, Tim Pigott-Smith, Rupert Graves, Roger Allan, Sinéad Cusack, John Standing. Em futuro próximo, o Reino Unido é governado por um partido único, cuja principal liderança é um tirano a conclamar um discurso de ódio contra homossexuais e estrangeiros, Adam Sutlor (Hurt). Evey Hammond (Portman) teve toda sua família dizimada direta ou colateralmente por conta de ações do Norsefire, partido autocrático. O irmão em um atentado, e os pais na prisão por se engajarem em militância de oposição à ditadura. Ela é salva por alguém com a máscara de Anonymous, conhecido como V (Weaving) que...

O Dicionário Biográfico de Cinema#344: Robert Morley

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  Robert Morley (1908-92), n. Semley, Inglaterra R obert Morley foi um ator teatral, um ocasional dramaturgo, assim como personalidade do rádio e da televisão, abençoado por improvisada engenhosidade e profunda boa natureza. Porém por mais de cinquenta anos foi um ator coadjuvante em filmes e uma liderança rotineira, de enorme versatilidade - quase sempre divertido, frequentemente tocante, indubitavelmente inglês, apesar da gama de noções (e imagens miseráveis) a que se prestou: como Luís XVI, com Norma Shearer em Marie Antoniette [ Maria Antonieta ] (38, W.S. Van Dyke), pelo qual ganhou uma indicação a ator coadjuvante; Return to Yersterday (40, Robert Stevenson); como Andrew Undershaft em Major Barbara  (41, Gabriel Pascal); The Big Blockade  [ O Grande Bloqueio ] (41, Charles Frend); The Foreman Went to France [ Querer e Vencer ] (41, Frend); Charles James Fox em The Young Mr. Pitt [ O Jovem Mr. Pitt ] (42, Carol Reed); I Live in Grosvernor Square  (45, Herbert ...

Filme do Dia: As 7 Máscaras da Morte (1973), Douglas Hickox

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  A s 7 Máscaras da Morte ( The Theatre of Blood , Reino Unido, 1973). Direção: Douglas Hickox.  Rot. Original: Anthony Greville-Bell, a partir do argumento de Stanley Mann & John Kohn.  Fotografia: Wolfgang Suschitzky. Música: Michael J. Lewis. Montagem: Malcolm Cooke. Dir. de arte: Michael Seymour. Cenografia: Ann Mollo. Figurinos: Michael Baldwin.  Com: Vincent Price, Diana Rigg, Ian Hendry, Harry Andrews, Milo O’Shea, Dennis Price, Robert Morley , Michael Hordern,  Jack Hawkins , Arthur Lowe, Diana Dors. Edward Lionheart após um suposto suicídio diante do círculo de críticos que desprezara sua arte e de sua filha, Edwina (Rigg), planeja a morte de todos eles, com requintes de crueldade. Mesmo com a polícia em seu encalço, na figura do Inspetor Boot (O’Shea) ele consegue realizar todos os crimes, menos o de Devlin (Hendry), a quem tivera chance de matar anteriormente, mas apenas ferira. Quando não mata diretamente, provoca a situação para que a vítima ass...

Filme do Dia: A Linguagem da Persuasão (1970), Joaquim Pedro de Andrade

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  A   Linguagem da Persuasão (Brasil, 1970). Direção: Joaquim Pedro de Andrade. Rot. Original José Carlos Avellar. Com evidente ironia e deboche, o cineasta busca ilustrar através de uma colagem da recém-surgida cultura de massa do país - que vai de propagandas de cigarros às novelas globais- as teses igualmente em evidencia no campo da comunicação sobre o poder dos meios de comunicação, sobretudo da publicidade, em tornar essencial o que pode haver de mais supérfluo. É interessante perceber que o próprio cinema é excluído da grade do que vem a ser ironizado como kitsch na grande salada do caldeirão pop, lembrado apenas brevemente pela narração off . Ao mesmo tempo, ainda se torna pouco capaz de apreender a complexidade dessa relação com a cultura de massa e sua utilização vanguardista por artistas contemporâneos, de modo menos unidimensional, como em canções tais como Alegria, Alegria , mesmo a incorporando na sua banda sonora. Curiosamente, foi patrocinado pelo SENAC. God...

Filme do Dia: Island (2017), Max Mörtl & Robert Löbel

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  I sland (Alemanha, 2017). Direção Max Mörtl & Robert Löbel. Descrição de todo um ecossistema de espécies exóticas que povoa a ilha que dá título a esse curta de animação e que acaba por gerar uma sinfonia de sons e cores ritmados. Até que a noite emerge e o silêncio e o acasalamento de algumas espécies se dá. Há uma negociação irônica que ao mesmo tempo que pode ser dirigido para crianças de tenra idade, também possui evidentes alusões que somente alguém com mais idade perceberia. Sem, no entanto, ser chocante.  FFA. 3 minutos.

Filme do Dia: Bérénice (1954), Éric Rohmer

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  B érénice (França, 1954). Direção: Éric Rohmer. Rot. Adaptado: Rohmer, a partir de conto de Edgar Allan Poe. Fotografia: Jacques Rivette. Com: Teresa Gratia, Éric Rohmer. Família vive em abastada propriedade. O primo (Rohmer), sempre mais recluso e reflexivo que sua Bérénice (Gratia), prima e futura noiva, que constantemente brinca com uma adolescente. Ele se sente obcecado por suas próprias perturbações, ao ponto de ignorar o ataque sentido pela esposa, para desespero da garota. Após pedi-la em casamento, a monomania do homem se fixará nos dentes de Bérénice. Nem mesmo quando a descobre morta no quarto, sua obsessão desaparece. Há algo de diáfano nesse curta de um quase estreante (Rohmer havia realizado seu primeiro curta quatro anos antes) que, no entanto, é prejudicado pelo próprio amadorismo de seu realizador, com sua voz over excessiva, demasiado pomposa e intrepretação canhestra do elenco, incluindo o próprio Rohmer como protagonista, função que sabiamente abdicaria po...

Filme do Dia: Entre los Hielos de las Islas Orcadas (1928), José Manuel Moneta

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  E ntre los Hielos  de las Islas Orcadas (Argentina, 1928). Direção José Manuel Moneta. Após uma abertura incomum para documentários do tipo travelogue, bastante excêntrica para estes padrões, misturando antecipações de imagens da vasta área gelada a ser explorada com uma cidade que não deveria ser outra que Buenos Aires; deve-se lembrar ter sido produzido por Federico Valle, conhecido por cinejornais e travelogues incomuns e que caíram no gosto popular. Dentre as ironias iniciais, o primeiro plano do homem do qual vem a ser dito, através das cartelas, como o mais importante da expedição, seu cozinheiro, Fritz – posteriormente observado a amassar uma massa na cozinha e a “diverti-los” com seus cantos. Lobo e Pinguina são os dois cães que acompanharão os expedicionários. Um cardume de golfinhos festeja a presença do barco, mal sabendo que serão vítimas do arpão de seus homens. Chegam a um porto e uma base, onde outras embarcações – inclusive um navio, aparentemente baleeiro,...

Filme do Dia: A Daring Daylight Burglary (1903), Frank S. Mottershaw

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  A Daring Daylight Burglary (Reino Unido, 1903). Direção: Frank S.Mottershaw. Ladrão que pula o muro e invade uma residência à luz do dia é observado por um garoto que corre até um posto policial. Os policiais perseguem o ladrão no telhado. Um deles é derrubado pelo bandido e fica ferido. Uma carruagem da polícia chega e o leva. Outros dois policiais perseguem o ladrão. Esse atravessa uma região de mata com um riacho seguido pelos policiais e chega a uma estação ferroviária. Ele tenta escapar passando de trem para trem, mas é capturado. Tido como um dos primeiro filmes a apresentar uma estrutura de “ação” através, sobretudo, de uma lógica que dispõe o modelo para os filmes de perseguição (influenciaria um dos filmes mais influentes do período, O Grande Roubo do Trem ), ao seguir a trajetória que envolve perseguido e perseguidores. Nessa cadeia de eventos, dispensa-se, por exemplo, apresentar o momento em que o ladrão percebe a chegada dos policiais, que já são observados no te...

Filme do Dia: Titio Não é Sopa (1959), Eurípedes Ramos

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  T itio Não é Sopa (Brasil, 1959). Direção: Eurípedes Ramos. Rot. Adaptado: Victor Lima & Eurípedes Ramos, a partir da peça de Henrique Marques Fernandes. Fotografia: Hélio Barroso. Música: Radamés Gnatalli. Montagem: Hélio Barroso & Wilson Monteiro. Dir. de arte: Nicolau Lounine. Cenografia: Benedito Macedo. Com: Procópio Ferreira, Eliana Macedo, Herval Rossano, Ronaldo Lupo, Nancy Montez, Afonso Stuart, José Policena, Grace Moema. Paulo (Rossano), dono de uma concorrida boate no Rio de Janeiro, a Casablanca,   vê-se em apuros quando seu Tio, Gregório, milionário, que vive no interior, decide visitá-lo e conhecer o asilo para idosos que acredita o sobrinho ter construído com os 200 mil que lhe doou, dinheiro que foi investido no clube noturno. Com o velho, vem sua afilhada, Verinha (Macedo). Os dois ficam hospedados na mansão de um amigo de Paulo,   Luís (Lupo), fazendo-se passar pelo proprietário da residência, enquanto o verdadeiro dono se torna mordomo, ...

O Dicionário Biográfico de Cinema#343: Jesse L. Lasky

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  Jesse L. Lasky (1880-1958), n. San Francisco N o catálogo do American Film Institute de longas para os anos 1921-30, Jesse Lasky preenche cinco colunas e é creditado em mais de 350 filmes. Mas seu papel enquanto "apresentador" finda ao final de 1928, após o que a maior parte dos filmes da Paramount carrega o nome de Adolph Zukor nos créditos iniciais. E é um quebra-cabeças que tal autoridade poderia cessar tão subitamente e isso levanta a questão de se os executivos do estúdio exerciam poder criativo ou apenas associavam seus nomes a mais produtos do que qualquer homem poderia compreender. Há poucas dúvidas que nos primórdios dos anos 20 que qualquer observador poderia listar Lasky dentre os mais poderosos homens em Hollywood. Mas, após 1932, quando sua associação com a Paramount cessou, revelou-se como homem de nenhum caráter ou impacto particular.  M agnatas, imperadores ou faraós somente deixaram seus nomes  ou retratos deles próprios. Olhe o quanto quiser - Tutankha...