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sábado, 9 de julho de 2016

Filme do Dia: Terror que Mata (1955), Val Guest


Terror que Mata Poster


Terror que Mata (The Quatermass Xperiment, Reino Unido, 1955). Direção: Val Guest. Rot. Adaptado: Richard H. Landau & Val Guest, a partir de uma peça para televisão de Nigel Kneale. Fotografia:  Walter J. Harvey. Música: James Bernard. Montagem: James Needs. Dir. de arte: J. Elder Wills. Com: Brian Donlevy, Jack Warner, Margia Dean, Thora Hird, Gordon Jackson, David King-Wood, Lionel Jeffries, Richard Wordsworth.
Uma nave tripulada que havia sido parte dos experimentos do Dr. Bernard Quatermass (Donlevy) cai no quintal de Rosie (Wrighley). Dos três tripulantes, apenas um, Victor Carroon (Wordsworth) permanece vivo, porém com estranhas escamações no corpo e sem conseguir se comunicar com ninguém. O inspetor Lomax (Jackson) toma o caso a sua frente. A esposa de Carroon, Judith (Dean), contrata um detetive que consegue retirar Carroon incógnito do hospital onde se encontra. Porém, as suspeitas de que um organismo alienígena se apoderou de seu corpo se comprovam quando o detetive é encontrado morto com sua pele ressecada e as órbitas do olho vazadas, característica que persistirá em outras vítimas futuras.
Essa contraparte britânica às ficções científicas que assolavam a indústria norte-americana (e o mundo) é tão mendicante quanto suas congêneres. Lidando com um clima de paranoia à contaminação reminiscente da Guerra Fria, da qual chega a fazer alusão direta, as escoriações e mutações de seu protagonista podem ser igualmente diretamente vinculadas à questão atômica, antecipando, no quesito hospedeiro no corpo humano filmes de ficção-horror de décadas após como Alien – O Oitavo Passageiro, já que as mudanças ocorrem somente em termos “comportamentais” em produções contemporâneas como Vampiros de Almas (1956), de Don Siegel. Todos os clichês possíveis e imagináveis se encontram aqui discriminados, assim como referências potencialmente vagas a clássicos do gênero como O Dia em que a Terra Parou (1951), de Robert Wise ou – e principalmente – Frankenstein (1931), de James Whale, com cena de criança próxima da água (vivida por uma não creditada Jane Asher) que não tem outra função que sugerir uma possível agressão do monstro. O filme ganhou maior notoriedade, quando de seu lançamento, pelo fato de uma criança ter tido um ataque cardíaco assistindo-o. Exclusive/Hammer Film Prod. para United Artists. 82 minutos. 

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