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domingo, 4 de dezembro de 2016

Filme do Dia: The Stranger Within a Woman (1966), Mikio Naruse

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The Stranger Within a Woman (Onna no Naka ni iru Tanin, Japão, 1966). Direção: Mikio Naruse. Rot. Adaptado: Toshiro Idê, baseado no romance de Edouard Atiyah. Fotografia: Yasumichi Fukuzawa. Música: Hikaru Hayashi. Montagem: Hideshi Ohi. Dir. de arte: Satoshi Chuko. Com: Keiju Kobayashi, Michiyo Aratama, Mitsuko Kusabue, Tatsuya Mihashi, Akiko, Wakabayashi, Daisuke Katô, Toshio Kurosawa, Hisao Toake.
Isao Tashiro (Kobayashi) se encontra cada vez mais tenso após a descoberta que a esposa de seu melhor amigo, Sayuri (Wakabayashi) foi assassinada. A tragédia da família vizinha começa a fazer sombra também na família Tashiro. Isao confessa a mulher, Masako (Aratama), que era amante de Yumiko. Seu crescente isolamento e tensão nervosa o levam a passar uns dias em um spa, onde conta a esposa que ele matara Yumiko em meio as brincadeiras amorosas que ela mesma propôs. Mesmo se sentindo aliviado por agora compartilhar seu segredo com a esposa, Isao não se livra da culpa. Tendo pesadelos e fazendo uso de soníferos ele conta tudo para o viúvo de Yumiko e seu melhor amigo, Ryukichi (Mihashi), que reage relativamente bem a sua confissão e afirma que já pensara ter sido ele o criminoso. Ainda assim, Isao não se sente em paz consigo mesmo e decide que vai se entregar à polícia, mesmo que outro homem tenha sido acusado da morte. Sua esposa durante semanas tenta demovê-lo da idéia, pensando em qual seria o destino dela, das crianças e da mãe dele. Quando ela vê que realmente nada o demoverá da idéia, decide envenená-lo, simulando suicídio.

Bastante distante do seu universo habitual e enveredando decepcionantemente por um drama que apesar de ir além do motivo do suspense – mais ressaltado ainda por sua soturna fotografia em p&b, quando Naruse já havia realizado anteriormente filmes em cores – e tentar se centrar na trágica angústia de seu personagem principal, finda por de fato não efetivar nem uma coisa nem outra plenamente. Talvez essa seja uma das raras vezes em que Naruse abriu mão de explorar o universo feminino que foi marca registrada de sua profícua carreira. O resultado final soa bem menos envolvente do que seus contidos filmes centrados no cotidiano ou mesmo nos melodramas de amores impossíveis mais passionais. Talvez por conta de não conseguir desenvolver emocionalmente seu personagem masculino à altura das heroínas habituais o filme não gera nem uma empatia pela angústia do personagem nem muito menos nenhuma expectativa maior enquanto suspense.Toho Co. 102 minutos.

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