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quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Filme do Dia: Sede de Paixões (1949), Ingmar Bergman


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Sede de Paixões (Törst, Suécia, 1949). Direção: Ingmar Bergman. Rot. Adaptado: Herbert Grevenius, baseado no romance de Birgit Tengroth. Fotografia: Gunnar Fischer. Música: Erik Nordgren. Montagem: Oscar Rosender. Dir. de arte: Nils Svenwal. Com: Eva Renning, Birger Malmsten, Birgit Tengroth, Hasse Ekman, Mimi Nelson, Bengt Eklund, Gaby Stenberg, Naima Wifstrand.
Rut (Henning), uma bailarina frustrada e Bertil (Malmsten), um neurótico professor, obcecado por ela, mas com quem vive em eterna briga, viajam pela Europa de trem. Rut relembra o amor que tivera por um homem casado, Raoul (Eklund), que a induz ao aborto que provocaria problemas de saúde que a afastariam de sua carreira Uma viúva emocionalmente instável, Viola (Tengroth) não cede a sedução de uma ex-bailarina lésbica, Valborg (Nelson), assim como de seu psiquiatra, Dr.Rosengren (Ekman).
Sétimo filme de Bergman, no qual se cumpre menos se ater a sua confusa e elíptica narrativa entrecortada dos casais do que perceber as pequenas maestrias com que narra, por exemplo, de modo antecipatório a Nouvelle Vague, a intimidade de um casal ou toma liberdades para apresentar um hipotético assassinato que não passou de um sonho ou o impulso amoroso  bastante selvagem de uma lésbica.Certamente existem algumas propriedades que envelheceram mal, mais típicas de qualquer filme contemporâneo e que hoje soam datadas, mas nem de todas despidas de charme. Há, sem dúvida, um desejo intenso de apresentar os dramas psicológicos de seus personagens de um modo talvez pouco comum para o cinema produzido no período e alguns diálogos que soam engenhosos até hoje – como uma penca entre a garota existencialista que vive brigando com seu companheiro parecem antecipar, em sua engenhosidade e sarcasmo, as turras vividas pelo casal protagonista de Quem Tem Medo de Virginia Woolf? (1966), de Mike Nichols, que igualmente somente consegue se fazer valer um para o outro através de uma relação de mútua destruição. Svensk Filmindustri. 83 minutos.



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