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sábado, 28 de janeiro de 2017

Filme do Dia: Sozinho (2013), Marcelo Briem Stamm


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Sozinho (Solo, Argentina, 2013). Direção e Rot. Original: Marcelo Briem Stamm. Fotografia: Pedro Alvarez. Música: Francisco Bendomir & Mike Zubi. Montagem: Mariano De Rosa. Com: Patricio Ramos, Mario Véron, Carlos Echevarría, Laura Agorreca, Mike Zubi.
Manuel (Ramos) gay e carente encontra com outro jovem, Julio (Verón) e possuem uma noite de amor e igualmente de desconfianças mútuas. A primeira tensão entre o casal surge quando Manuel afirma para Julio que se encontra desempregado e sem dinheiro, que ele deverá sair, já que uma amiga dele , Vicky (Agorreca) chegará no começo da manhã e que o final da relação com seu último namorado, Horacío (Echeverría) foi bastante traumática. Sanada a primeira indisposição, com Julio desfazendo a hipótese que Manuel quisera somente gozar e nada além, esse fica crescentemente interessado com a possibilidade de viajar com Manuel com um dinheiro que esse possui guardado no banco. Julio, no entanto, logo descobrirá algo que modificará de uma vez por todas a relação entre ambos.

A lista de problemas desse longa é demasiado extensa para ser referida em uma curta resenha. Basta salientar, sobretudo, as escolhas equivocadas, como a da compressão temporal em uma noite, ao qual a especulação sobre a seriedade de um dos parceiros não é suficiente para segurar o que já se espera com um que de obviedade ou da aparente sabotagem da hipótese mais óbvia. Em ambos os casos, não se trata de algo que valha a pena, e soa um tanto idiota, e mesmo inverossímil que alguém adulto aja como Manuel. E é uma terceira opção que surge, provocando uma reviravolta na compreensão dos fatos, mas nem por isso tornando o filme mais interessante. E se o filme não apela diretamente para o “corredor do logro”, ou seja, informações equivocadas contidas em uma narrativa em flashback faz algo, todavia, pior, que é ressignificar tudo que havia se conhecido do passado a partir de uma virada na história amparada menos em qualquer vestígio de profundidade psicológica que no puro golpe de efeito espetacularizante. Não teria, de fato, nenhum problema em se optar por uma saída mais óbvia, caso essa não apontasse certa gratuidade típica de um filme de gênero  e drenando qualquer aposta em uma saída menos torpe e grotesca.TLA Releasing/Artymania/Swift Prod. 77 minutos.

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