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sábado, 27 de fevereiro de 2016

Filme do Dia: Galo de Briga (1974), Monte Hellman


Galo de Briga Poster


Galo de Briga (Cockfigther, EUA, 1974). Direção: Monte Hellman. Rot. Adaptado: Charles Willeford, baseado em seu próprio romance. Fotografia: Nestor Almendros. Música: Michael Franks. Montagem: Lewis Teague. Dir. de arte: Charles L. Hughes & Pat Mann. Com: Warren Oates, Richard B. Shull, Harry Dean Stanton, Ed Begley Jr., Laurie Bird, Troy Donahue, Robert Earl Jones, Patricia Pearcy, Millie Perkins.
Frank Mansfield (Oates) é um treinador de galos de briga que tem como meta ganhar o prêmio nacional da categoria. Para tanto ele não se importa em abandonar a companheira Dodi (Birdie) , vender a casa onde morava  os irmãos Randall (Donahue) e Frances (Perkins) ou deixar de falar como promessa até conquistar o prêmio. Em sua empreitada, ele ganha um aliado em Omar Baradansky (Shull), que resolve bancar a carreira de Mansfield.
É considerado um dos melhores filmes do cultuado mas pouco conhecido cineasta que teve sua carreira associada ao produtor de filmes de baixo orçamento e grande apelo comercial Roger Corman. Hellman descreve a ação de seu personagem e sua paciente trilha rumo ao objetivo sem pressa ou tiques típicos aos filmes de ação ou jogadas melodramáticas. Há inclusive uma atmosfera pseudo-documental  que antecipa algo de semelhante em Nashville, sobretudo nas rinhas de galos, que de tão realistas fizeram com que o filme fosse banido pela censura de países como a Inglaterra – ainda que Hellman aparentemente tenha se recusado a filmar as cenas mais violentas. Pode-se atacar o filme por esse viés ou ainda por sua escrachada misoginia mas não no que há de mais fundamental, que é o seu despojamento diante do que narra. Tudo é observado como de fora. Hellman se recusa a se dobrar ao psicologismo e com um personagem que passa a maior parte do filme completamente mudo apela apenas ocasionalmente a uma voz over que representa alguns dos pensamentos do mesmo. Destaque para a vaporosa fotografia de Almendros, que já havia demonstrado seu talento no cinema norte-americano com outro iconoclasta da mesma geração, Terrence Malick (em Terra de Ninguém), para a eficiente e comedida interpretação de Oates e para Laurie Bird, que realizaria apenas três filmes e se suicidaria aos 25 anos alguns anos após. Artist Ent. Complex/New World Pictures./Rio Pinto Prod. para New World Pictures. 83 minutos.

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