CONTRA O GOLPE CIVIL EM CURSO E A FAVOR DA DEMOCRACIA

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Filme do Dia: Criminosos por Acaso (1997), Antonia Bird


Face - Criminosos por Acaso Poster

Criminosos por Acaso (Face, 1997, Reino Unido). Direção: Antonia Bird. Rot. Original:  Ronan Bennett. Fotografia: Fred Tammes. Música: Paul Conboy,  Adrian Corker & Andy Roberts. Montagem: St. John O'Rorke. Dir. de arte: Chris Townsend & Eddie Andres. Cenografia: Carolyn Scott. Figurinos: Jill Taylor. Com: Robert Carlyle, Ray Winstone, Lena Headey, Steve Sweeney, Steven Waddington, Philip Davis, Gerry Conlon, Eddie Nestor, David Boateng, Leon Black, Christine Tremarco, Andrew Tiernan, Sue Johnston, Damon Albarn, Arthur Whybrow, Hazel Douglas.
          Ray (Carlyle) se engaja em um plano de assalto milionário a um depósito de dinheiro de alta segurança, para a insatisfação de sua namorada Connie (Headey), uma ativista de esquerda como a mãe de Ray e, anteriormente, ele próprio. Os mais próximos do bando são o emocionalmente imaturo Stevie (Waddington), que Ray praticamente adotou, e o veterano Dave (Winstone). A invasão é bem sucedida, mas logo a decepção se apossa do grupo quando, no esconderijo, descobrem que a soma de dinheiro amealhada é bem menor que a fortuna esperada. Para completar, Julian (Davis), um dos integrantes do grupo se revolta por ter cuidado de toda a parte operacional e ficar com a mesma quantia de todos, sendo esmurrado por todos. Após chegar de um bar onde encontrou alguns amigos de seu círculo suspeito, como Dave, sua filha Sarah (Tremarco) e o namorado Chris (Tiernan), Ray é surpreendido com a chegada de Dave espancado, dizendo ter sido assaltado e o seu dinheiro roubado. Aos poucos descobrem que todos os amigos também foram assaltados. Ray, que confiara seu roubo aos amigos Bill (Whybrow) e Linda (Douglas), os encontra massacrados em sua própria residência. Alguns membros da quadrilha não só foram assaltados como mortos, como Jason (Albarn). Desconfiados entre si, os membros do grupo começam a investigar sobre suas próprias trajetórias na  noite do assalto. Ray, voltando ao bar onde fora após o assalto descobre que Dave é o traidor. Após ser espancado sem piedade pelos outros membros, ele confessa não só os crimes como o fato de o próprio assalto ter sido encomendado pelo namorado de sua filha, Chris, um policial que o chantageava. Todos vão até a casa do policial. Lá Dave mata Chris sufocado e, após revelar que o dinheiro encontra-se em um posto policial, é morto pelo amigo Ray. Deixando desacordado o policial da recepção, Julian consegue que o grupo entre no posto policial, mas ficam sem saber em que armário se encontra o dinheiro. Stevie encontra, porém Julian quer ficar com o dinheiro somente para si, abandonando os outros e enfrentando toda a força policial. No meio da confusão Ray consegue fugir com Stevie, levemente ferido. A dupla se une a Connie.
Bird, cineasta de O Padre, dirigiu um thriller que pouco evoca, em termos de conteúdo, seu filme mais conhecido. Com uma proposta mais próxima do cinema de gênero, é justamente quando se distancia dessa característica que o filme tende a mostrar-se menos convincente e mais permeado por clichês. Assim, tanto a aproximação de uma leitura social mais ampla que a permitida nos filmes de gênero, com a inserção de um passado militante na vida do herói (com mãe e filho discutindo sobre se o sistema vencera ou não), como da relação afetiva entre Ray e Connie (com direito a um plano romântico que mais parece ter saído de Um Homem, Uma Mulher de Lelouch) são extremamente superficiais, dispensáveis e um tanto quanto patéticas. O filme se enquadra dentro de um propagado realismo cru que, segundo a imprensa, o cinema britânico desconhecia anteriormente, em termos de violência, e que também foi destacado em outros filmes contemporâneos a esse como Transpotting. BBC/Daigoro Face Productions/ Distant Horizons. 110 minutos.


Nenhum comentário:

Postar um comentário