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sábado, 6 de fevereiro de 2016

Filme do Dia: A Batalha do Chile - A Luta de um Povo Sem Armas: A Insurreição da Burguesia (1975), Patricio Guzmán


A Batalha do Chile - Primeira Parte: a insurreição da burguesia (1975) Poster



A Batalha do Chile: A Luta de um Povo sem Armas. Primeira Parte: A Insurreição da Burguesia (La Batalla de Chile: La Lucha de un Povo sin Armas – Primera Parte: La Insurrecion de la Burguesia, França/Cuba/Venezuela, 1975). Direção: Patricio Guzmán. Rot. Original: Jose Bartolome, Pedro Chaskel, Federico Elton, Julio García Espinosa & Patricio Guzmán. Fotografia: Jorge Müller Silva.
Nessa primeira parte de seu tríptico sobre o golpe militar que alçou ao poder Pinochet e os conflitos internos no país, o filme traz um farto material filmado,em sua maior parte, pela própria equipe do documentário durante os eventos que antecedem o golpe militar. A eleição, frustrada por parte da direita que já se considerava vitoriosa. O progressivo fechamento em voto contra as leis a serem decretadas pela esquerda pelo congresso. A morte de um trabalhador quando uma passeata atravessava a sede da Democracia Cristã, que provocou um enterro de uma enorme multidão. A crescente polarização ideológica. O retrato dessa polarização na célebre mina de El Teniente (tema do documentário descritivo El Mineral El Teniente, de 1919), quando parte dos mais bem pagos trabalhadores do país, das minas de cobre, reivindica aumento de salários e ocorre uma cisão entre os trabalhadores. Por fim, como afirma a narração, após falhos todos os expedientes de sabotar o governo Allende, uma ação militar isolada que ataca o Palacio de la Moneda e assassina o próprio cinegrafista argentino que a registrava. Sem o tom exaltativo ou ocasionalmente populista e abertamente militante de outros documentários referenciais do Novo Cinema Latino, a exemplo de La Hora de los Hornos, o filme raras vezes expressa de forma tão assertiva o que pretende criticar, como é o caso do comentário sobre o militar que assassina o cinegrafista enquanto retrato da truculência militar que estava por vir. Existe uma versão de mais de 3 horas de duração desse documentário. 97 minutos.

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