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sábado, 12 de dezembro de 2015

Filme do Dia: Gladiador (2000), Ridley Scott



Gladiador (Gladiator, EUA/Reino Unido, 2000). Direção: Ridley Scott. Rot. Original: David H. Franzoni,  John Logan &  William Nicholson. Música: Hans Zimmer. Montagem: Pietro Scalia. Dir. de arte: Arthur Max, David Allday, Benjamín Fernández,  John King,  Keith Pain & Peter Russell. Cenografia: Jille Azis, Elli Griff, Sonja Klaus &   Crispian Sallis. Figurinos: Janty Yates. Com: Russell Crowe, Joaquin Phoenix, Connie Nielsen, Oliver Reed, Derek Jacobi, Richard Harris, John Shrapnel, David Schofield, David Hemmings.
      No final da vida, o enfermo imperador Marcus Aurelius (Harris), comanda sua última operação de guerra, tendo confiança que seu cargo será transmitido ao seu homem de confiança, o General Maximus (Crowe)  e não para o filho sem caráter, Commodus (Phoenix). Maximus também despertou a paixão da filha de Aurelius, Lucilla (Nielsen). Porém Commodus assassina o pai e Maximus é condenado à morte, conseguindo assassinar seus algozes e fugir. Posteriormente torna-se cativo de um empresário de lutas, Proximo (Reed) e ganha destaque, vencendo todas as lutas que participa. Em pouco tempo torna-se o gladiador mais famoso de Roma e põe em xeque a soberania de Commodus. Irritado, o imperador também não pensa em matá-lo para que ele não se torne um mártir. Descobre através do sobrinho Lucius (Clark), que Lucilla planejava contra ele um plano de morte. Como vingança, toma Lucius para si e afirma que se sua mãe olhar para ele de uma forma que não goste, ele matará a criança. Após esfaquear discretamente Maximus, Commodus enfrenta-o ele próprio. Maximus o mata, mas logo depois morre do ferimento.
Enveredando por um gênero que viveu seu auge entre o final dos anos 50 e início da década seguinte em filmes como Ben-Hur (1959) , Spartacus (1960) e A Queda do Império Romano (1964), o filme apresenta algumas das mesmas deficiências de seus antecessores, aproximando-se mais da inocuidade maniqueísta do primeiro, com um roteiro que peca pela obviedade e diálogos sem maior brilho, que da argúcia dos dois últimos. Como é comum ao gênero, não faltam cenários extravagantes (muitos deles criados virtualmente) e uma certa aura kitsch, que a tecnologia de ponta do momento, a seu modo, menos disfarça que acentua, a exemplo do recente Guerra nas Estrelas – A Ameaça Fantasma (1999). O mesmo pode ser dito da trilha musical. Também característico do gênero é o super-elenco, com uma notável equipe de suporte, mas que não pode fazer muito dentro das limitações do roteiro. Impregnado pela lógica do filme que deve conquistar a maior parcela de público para poder ser pago, toda e qualquer tentativa de se construir uma maior densidade dramática se perde e restam os clichês, que em alguns momentos, chegam a ser francamente irritantes, como a cena em que o garoto conhece Maximus, que se torna seu  ídolo. Último filme de Reed, que morreu em meio a produção e a quem o filme é dedicado. DreamWorks SKG/Scott Free Productions/Universal Pictures. 154 minutos.


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