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sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Filme do Dia: Em Busca do Ouro (1925), Charles Chaplin



Em Busca do Ouro (The Gold Rush, EUA, 1925). Direção e Rot. Original: Charles Chaplin. Fotografia: Roland Totheroh. Montagem: Charles Chaplin. Dir. de arte: Charles D. Hall.Com: Charles Chaplin, Mack Swain, Tom Murray, Henry Bergman, Malcolm Waite, Georgia Hale.
No Klondike da época da Corrida do Ouro, um Vagabundo (Chaplin) para lá parte e se envolve com trapaceiros ou gananciosos, passando por grandes dificuldades, inclusive fome extrema e apaixonando-se por uma garota bastante disputada, Georgia (Hale). Ele encontra ouro e reencontra casualmente Georgia, quando faz uma reconstituição de sua própria aventura para a imprensa.
Esse clássico da comédia de todos os tempos, com alguns momentos antológicos, como a da dança dos pãezinhos e a dos apuros do herói e seu companheiro numa cabana que foi levada pela tempestade para a beira de um precipício, assim como a dança com Georgia no saloon, que é acompanhada por um cachorro, ou ainda o momento em que Big Jim visualiza o Vagabundo sob o formato de um enorme frango, envelheceu com a passagem do tempo de forma muito mais evidente que filmes de seu contemporâneo menos célebre e lembrado hoje em dia, Buster Keaton. Compare-se tal filme com O Homem das Novidades (1927), ou mesmo seu longa de estréia, A Antiga e a Moderna (1923) e se tem a justa medida da disparidade. Com humor mais inteligente e afinado com a sensibilidade de 9 décadas após seus lançamentos e sem fazer uso do sentimentalismo habitual de Chaplin,  cuja sequencia da noite de Ano Novo apela para a solidão do Vagabundo, que havia preparado com todos os detalhes um jantar que é ignorado por Georgia, que se diverte no saloon, e cujas figuras de mulher são sempre bastante unidimensionais, para não falar da própria reflexão sobre o universo do cinema, algo longe dos interesses de Chaplin. Hale, que estreou nesse filme, não sobreviveria praticamente, em termos de carreira, ao cinema falado. Essa, infelizmente, é a versão relançada em 1942 ou decorrente dela, pelo próprio Chaplin, que a adaptou para o mundo do cinema sonoro, extraindo as cartelas e acrescentando uma narração, que inclui por vezes a mimetização dos próprios diálogos. Charles Chaplin Prod. para United Artists. National Film Registry em 1992.  95 minutos.

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