CONTRA O GOLPE CIVIL EM CURSO E A FAVOR DA DEMOCRACIA

sábado, 6 de junho de 2015

Filme do Dia: O Horror de Drácula (1958), Terence Fisher

O Horror de Drácula (Horror of Dracula, Inglaterra, 1958). Direção: Terence Fisher. Rot. Adaptado: Jimmy Sangster, baseado no romance de Bram Stoker. Fotografia: Jack Asher. Música: James Bernard. Montagem: Bill Lenny & James Needs. Dir. de arte: Bernard Robinson. Figurinos: Molly Arbutnot. Com: Peter Cushing, Christopher Lee, Michael Gough, Melissa Stribling, Carol Marsh, Olga Dickie, John van Eyssen, Valerie Gaunt.
Jonathan Harker (van Eyssen) se faz passer por livreiro para tentar estudar os eventos estranhos que ocorrem no castelo do Conde Dracula (Lee). Harker torna-se vítima de Dracula. Posteriormente um amigo de Harker, Van Helsing (Cushing), segue seus passos. Ele descobre que o amigo se tornara vampiro e o mata definitivamente. O monstro ataca então a noiva de Harker, Lucy (Marsh). Seu irmão, Arthur (Gough) e a esposa, Mina (Stribling) sabem sobre a verdade. Lucy se transforma em vampira e é morta por Van Helsing. Mina é sua próxima víitima. Van Helsing consegue uma transfusão de sangue bem sucedida, porém Lucy torna-se novamente vítima do vampiro. Van Helsing retorna a Ingolstadt, tendo Arthur como aliado, e  finalmente vence o vampiro.
Mesmo não tendo sido o primeiro “filme de monstro” dirigido por Fisher (que havia dirigido no ano anterior A Maldilção de Frankentein, com o mesmo Lee), seria esse filme, o primeiro e melhor de uma série de filmes sobre o famoso vapiro que se tornaria mais lembrado. Tudo é narrado de modo tão  relativamente sóbrio  que, se por um lado não provoca nenhum efeito atemorizante (ao contrário, por exemplo da versão com Bela Lugosi, de quem essa versão americana mudou o títullo para não ser confundido ou – e principalmente – Nosferatu) acaba sendo uma reprodução na forma da própria racionalidade de seu herói. A cruzada de Van Helsing contra os vampiros se assemelha a uma moralização  no estilo repressor originalmente vitoriano que bem poderia se adequar ao momento no qual foi produzido. Suas cores berrantes trazem para o cinema não apenas um vampiro colorido, mas com estilo visual bastante distinto do gótico que impregnou seu passado em preto&branco. As poucas cenas que os personagens se movimentam fora do castelo do conde são filmadas sob a luz do dia e o próprio castelo tem uma participação bastante modesta no conjunto da narrativa, considerado bem mais fiel ao livro de Stoker que a versão de 1931. Curiosamente, a determinado momento, procura-se o humor, fazendo uso de uma gag bastante comum na época, na seqüência em que duas cancelas da alfândega são rompidas por duas carruagens em disparada, acordando um atônito policial. Hammer Film Prod. para J. Arthur Rank. 81 minutos.


Nenhum comentário:

Postar um comentário