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quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Filme do Dia: A Romance of the Redwoods (1917), Cecil B.DeMille

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A Romance of the Redwoods (EUA, 1917). Direção: Cecil B. DeMille. Rot. Adaptado: Cecil B. DeMille & Jeanie Macpherson, baseado em peça Maedchen fuer alles. Fotografia: Alvin Wyckoff. Montagem: Cecil B. DeMille. Dir. de arte: Wilfred Buckland. Com: Mary Pickford, Eliott Dexter, Tully Marshall, Raymond Hatton, Charles Ogle, Walter Long, Winter Hall.
Nova Inglaterra, 1850. Jenny (Pickford), orfã, decide ir morar com o tio na California, que vive sua corrida do ouro. Porém, no local do tio, ela encontra alguém que se faz passar por ele, o aventureiro e larápio Black Brown (Dexter). Chocada com o novo ambiente de promiscuidade e violência, Jenny não tem outra opção do que buscar segurança em Brown, que se apaixona por ela. Ainda assim ele continua planejando assaltar mineiros e Jenny finda por descobrir. Ela lhe dá um ultimato para que ele se regenere. Ele se encontra disposto a fazê-lo, porém um amigo o acaba tentando para que assaltem uma diligência. Eles o fazem, mas são descobertos e ele é condenado à forca pela ordem de Sam Sparks (Marshall), que também se apaixonara por Jenny. Quando ele percebe o quanto ela se encontra desesperada por conta da condenação, soltam Brown.

Esse delicioso melodrama de DeMille, que antecipa algo mais elaborado a ser produzido na década seguinte, como é o caso de Vento e Areia  (1928), de Victor Sjöström. Há momentos de comicidade e ternura na relação entre o casal que antecipam de muitos casais semelhantes posteriores em filmes de Frank Borzage ou Frank Capra. Pickford, menos ostensiva do que em boa parte de seus papéis então encarna a própria figura da civilização associada tanto a figura feminina em ambientes ostensivamente masculinos quanto ao fato de ser oriunda do norte, sinalizando não apenas para novos padrões de higiene, comodidade, mas igualmente de temor a lei nem que se torne necessário uma vida sacrificada de labuta e sacrifício. A narrativa propicia o fato do criminoso pelo qual Jenny se encanta não ter sido o assassino de seu tio, ressaltando uma mínima polidez que propicie a identificação afetiva com os personagens, único requisito aliás que o melodrama aceita como válido – é novamente através dos sentimentos que a vida de Black Brown é salva. E é pelos mesmos que se acredita que ele agora se emendará de vez de seu passado torpe. Artcraft Pictures corp./Paramount para Artcraft Pictures Corp. 90 minutos.

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