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domingo, 23 de outubro de 2016

Filme do Dia: A Invasão Secreta (1964), Roger Corman

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A Invasão Secreta (The Secret Invasion, EUA, 1964). Direção: Roger Corman. Rot. Original: R. Wright Campbell. Fotografia: Arthur E. Arling. Música: Hugo Friedhofer. Montagem: Ronald Sinclair. Dir. de arte: John Murray. Cenografia: Ian Love. Com: Stewart Granger, Raf Vallone, Mickey Rooney, Edd Byrnes, Henry Silva, Mia Massini, William Campbell, Enzo Fiermonte.
           Na Segunda Guerra, o Major britânico Richard Mace (Granger) reúne um grupo de presidiários com o intuito de uma missão suicida: libertar o líder da resistência italiana Jacop Quadri das mãos dos alemães na fortaleza iuguslava de Dubrovnik. Após tomarem um navio alemão, eles conseguem chegar à Iuguslávia, onde fazem contatos com a resistência. Alia-se ao grupo a jovem nativa Mila (Massini), que perde o filho recém-nascido, quando um dos homens da expedição, John Durell (Silva) acidentalmente o sufoca para que ele não chore e alerte os soldados nazistas. Acuados no cemitério onde cavavam um túnel que daria acesso à fortaleza, eles se rendem. Torturados, ainda assim não revelam a intenção do plano, conseguindo fugir e libertando igualmente o General Quadri (Fiermonte). Porém, depois de algumas baixas, entre elas a de Mace que, moribundo, passa a liderança a Rocca e de retornarem ao vilarejo, descobrem que o verdadeiro Quadri foi morto pelos nazistas. Tentam utilizar o alemão travestido de Quadri como o próprio líder, mas esse é assassinado por Durell, que se faz passar por nazista e é morto pela multidão.

           Realizado entre seus mais famosos filmes de terror em que adaptava a literatura de Allan Poe, Corman em mais uma de suas modestas produções e, ao contrário de sua produção de terror, sem quaisquer méritos. Do roteiro inverossímil às atuações canhestras, passando por tentativas de dramatização que redundam em um humor involuntário – seja na cena da morte da criança ou na que Mace afirma que essa missão é para lavar a honra do irmão morto e todos afirmam que agora essa missão é coletiva – tudo soa demasiado ingênuo e superficial para ser minimamente convincente. Principalmente a lealdade dos aventureiros que nunca, mesmo sob a iminente morte, questionam o papel em uma missão que para eles não possui nenhum significado moral maior. Para piorar tudo, o senso de ritmo do filme se perde completo nas arrastadas sequências finais que, a exceção dos planos finais em que inúmeros cadáveres rondam o personagem de um abatido Rocca como em um comentário subliminar sobre o absurdo da guerra, são grandemente dispensáveis. O cerne do argumento será igualmente o tema do mais bem sucedido Os Doze Condenados (1967), de Aldrich. American International Pictures/San Carlos Productions, distribuído pela United Artists. 98 minutos.

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