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quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Filme do Dia: The Invaders (1912), Thomas H. Ince & Francis Ford

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The Invaders (EUA, 1912). Direção: Thomas H. Ince & Francis Ford. Rot. Original: C. Gardner Sullivan. Fotografia: Ray C. Smallwood.  Com: Francis Ford, Ethel Grandin, William Eagle Shirt, Ann Little, Ray Myers, Art Acord.
A chegada de um grupo de geógrafos que estudam o terreno onde será construída uma ferrovia invade o território indígena e provoca o rompimento do acordo de paz assinado entre estes e o exército americano. Quando houve a decisão de massacrar os brancos, Sky Star (Little), índia simpatizante dos brancos, e filha do chefe Sioux (Smith) decide ir avisá-los. Ela se acidenta no caminho e chega bastante ferida ao forte, sendo cuidada pela filha (Grandin) do Coronel James Bryson (Ford). Pegos de surpresa, os homens do exército americano não possuem efetivo que possa fazer frente aos índios. Enquanto resistem sem muitas chances no Forte, o Tenente White (Myers) decide ir buscar reforços na próxima guarnição. Quando tudo parecia perdido, os reforços chegam e salvam o forte da ameaça indígena.
Filme seminal para a construção da representação do “Velho Oeste” pelo cinema. Quase três vezes mais longo que os filmes contemporâneos dirigidos por Griffith na Biograph, apresenta muitos de seus recursos formais, como a utilização da montagem paralela como reforço às situações de suspense e uma visão do ponto de vista do indígena, ainda que breve e pouco articulado, quase sempre negado na produção clássica posterior (notadamente Ford). Há uma personagem que se tornará recorrente em produções do gênero, assim como também nos filmes de aventura, que se solidariza com os brancos, ainda que faça parte do grupo oposto. Aqui se trata da filha do chefe, que se rende aos encantos de um dos geógrafos, depois do primeiro trivial contato que tiveram e que evidentemente se tornará mártir – literalmente índio bom (ao menos para a causa dos interesses americanos) é índio morto, como demonstrará o tributo da filha do coronel diante da índia morta, algo que o pai, embaraçado, não saberá como expressar.  Sua narrativa é bastante fluente e faz uso de uma decupagem bem mais sofisticada que produções europeias mesmo posteriores, como Cabíria (1914), de Pastrone. Ince, ainda que bem menos conhecido que Griffith, é tido por vezes, juntamente com De Mille, como um realizador mais próximo do que viria a se tornar o cinema clássico do que o próprio Griffith. Nenhum membro da equipe técnica  ou do elenco (inclusive os diretores) foi creditado. Francis Ford, de longeva carreira no gênero western, chegou a ser dirigido por Méliès, e seu irmão Gaston, em westerns, já no final da carreira dos dois últimos. Destaque para o quanto os entretítulos aqui antecipam muito do que será apresentado do enredo, algo que Griffith conseguia atenuar. Kay-Bee Pictures para Mutual Film Corps. 41 minutos.


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