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terça-feira, 25 de outubro de 2016

Filme do Dia: Harvie Krumpet (2003), Adam Eliott





Harvie Krumpet (Austrália, 2003). Direção, Rot. Original e Fotografia: Adam Elliot. Montagem: Bill Murphy.
                 Harvie é um imigrante polonês (nascido em 1922) na Austrália, após a morte dos pais e destituído de qualquer habilidade especial. Seu retardamento não o impede de se apaixonar pela enfermeira que o tratou no hospital, após a retirada de um de seus testículos. Infértil, a decisão é de adotar  uma menina, que se forma advogada e vai morar nos Estados Unidos. Quando preparava o aniversário de 16 anos da filha, a esposa de Harvie falece. Sozinho no mundo, ele passa a viver em um asilo e decide pelo suicídio. Porém, novidades o aguardam.
Fundamental para o sucesso dessa animação em massinha vencedora do Oscar em sua categoria é o modo irônico e distanciado, mas nem por isso desapaixonado, com o qual narra a melancólica trajetória de vida de seu protagonista, através da voz off (do ator Geoffrey Rush), assim como o senso de detalhe que se atêm  as excentricidades do personagem mas igualmente a curiosidades sem qualquer relevância maior para o que é narrado – como o fato de Harvie admirar os filmes de Busby Berkeley. Apesar de todos os detalhes pouco agradáveis da trajetória pessoal de Harvie ao qual temos acesso em nenhum momento o realizador apela para um sentimentalismo ou paternalismo fáceis, ao contrário, por exemplo, do filme protagonizado por Rush que provavelmente o levou a ser convidado a ser narrador aqui, Shine (1996), demonstrando, portanto, um maior senso de dignidade para com seu personagem. Eliott aprimora aqui o estilo que já havia demonstrado na sua trilogia, a exemplo de Cousin (1998).Melodrama Pictures. 23 minutos.

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