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sábado, 15 de outubro de 2016

Filme do Dia: A Hash House Fraud (1915), Charley Chase



A Hash House Fraud (EUA, 1915). Direção: Charley Chase. Com: Hugh Fay, Louise Fazenda, Fritz Schade, Harry Bernard, Billy Brockwell, Chester Conklin, Josh Binney, Fred Hubbard.
Atabalhoado e intempestivo dono de restaurante (Fay) perde vários clientes. Ele briga até com o cozinheiro (Schade) e possui uma caixa coquete (Fazenda). Consegue convencer um grupo de trabalhadores a fazer refeição no restaurante. Enquanto isso chega o homem que se tornará o novo proprietário do restaurante (Bernard) com sua esposa (Brockwell). O novo proprietário flerta com a caixa, para a ira de sua esposa que se auto-emprega enquanto caixa. Quando a confusão arrisca ganhar grandes proporções a polícia é chamada. O ex-proprietário rouba um carro que se encontra estacionado diante do restaurante e é perseguido pela polícia e algumas pessoas que se encontravam no restaurante. Em meio as estripulias da perseguição, o dono do restaurante e sua caixa caem no mar. A garota é capturada, mas não o homem. Quando fica sabendo que o homem se encontra desaparecido, a garota não tem muito tempo para sentir pesar, pois imediatamente se torna o foco das atenções do garçom, que se declara a ela.

Aos dias de hoje salta aos olhos, mais que tudo, é a montagem frenética  dessa comédia rotineira demarcando a distância dos mais talentosos que serão associados à comédia muda. A excessiva caricaturização dos personagens, sobretudo o dono do restaurante e as cenas de perseguição traem sua herança das comédias de perseguição do Primeiro Cinema. Longe de efetivamente hilário a exceção de uma única cena, na qual o cozinheiro surrupia sorrateiramente uma das cédulas que o novo proprietário paga ao antigo, sem que nenhum dos dois percebam. Talvez parta de algumas situações triviais dessas comédias não lapidadas, como a da dificuldade de um dos clientes em comer um bife que Chaplin elaborará uma de suas cenas mais célebres, a da dança improvisada em Em Busca doOuro (1925). Produzido por Mack Sennett, que também lançaria Chaplin no cinema. Keystone. 16 minutos e 15 segundos

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