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sábado, 13 de agosto de 2016

Filme do Dia: Vampiros da Meia Noite (1927), Tod Browning


Vampiros da Meia Noite Poster


Vampiros da Meia Noite (London After Midnight, EUA, 1927). Direção: Tod Browning. Rot. Adaptado: Waldemar Young & Joseph  Farnham, baseado no conto The Hypnotist, de Browning. Fotografia: Merritt B. Gertstad & Errol Taggart. Com: Lon Chaney, Marceline Day, Henry B. Walthall, Percy Williams, Conrad Nagel, Polly Moran, Edna Tichenor, Claude King.
Após o aparente suicídio de Lord Roger Balfour (King), o Professor Edward C. Burke (Chaney), passa a comandar uma investigação que não acredita na hipótese de suicídio, afirmando que o principal culpado é justamente o sobrinho de Balfour, Arthur Hibbs (Nagel), atual pretendente da filha de Roger, Lucille (Day). Cinco anos depois, todos se tornam confusos com a aparição de dois “vampiros” em uma casa abandonada próxima.  Edward Burke se compromete em descobrir o verdadeiro culpado, fazendo valer de suas artes de hipnotismo.
O enredo rocambolesco e cheio de suspeitas, seguindo o estilo Agatha Christie em que todos podem ser culpados, não é auxiliado nessa mera reconstrução, através de stills, de um filme dado como perdido desde 1967. Elementos de filmes de detetive se confundem aqui com o dos filmes de horror, notadamente a cenografia gótica da mansão abandonada e os mortos-vivos, que embora sejam mais associadas, tal como caracterizados, em filmografia posterior, como zumbis, aqui são referidos como vampiros. A dimensão do hipnotismo – já utilizada com certo brilhantismo em produção alemã anterior, Sombras (1923) – também, a seu modo, dá um dimensão alucinatória à narrativa. A própria divisão entre uma corrente mais racional, representada por Burke, e outra que defende a tese do vampirismo, na figura de Hibbs, demonstra ser uma construção artificial que apenas reforça, como esperado, o caráter de um filme mais próximo do universo racional dos filmes de detetives que propriamente abraçar as explicações sobrenaturais. O que não deixa de ser paradoxal para um realizador muito mais associado ao último gênero, mas que igualmente não deixa de trabalhar com vários elementos que irão ressaltar o caráter sinistro, como a já referida cenografia  e a maquiagem de Chaney, um dos ícones do cinema mudo, que produziu a sua própria máscara facial. Foi refilmado pelo próprio Browning como  A Marca do Vampiro (1935). MGM. 69 minutos.


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