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sábado, 18 de abril de 2015

Filme do Dia: Abasso la Miseria! (1945), Gennaro Righelli


Abbasso la Miseria! (Itália, 1945). Direção: Gennaro Righelli. Rot. Original: Mario Monicelli, Nicola Fausto Neroni & Gennaro Righelli, sob argumento do último. Fotografia: Rodolfo Lombardi. Música: Umberto Mancini. Montagem: Duilio A. Lucarelli.  Dir. de arte: Gino Brosio. Cenografia: Alfredo Manzi. Com: Anna Magnani, Nicola Besozzi, Virgilio Riento, Marisa Vernati, Vito Chiari, Sandro Ruffini, Lauro Gazzolo, Aldo Silvani, Vittorio Mottini.
Giovanni Straselli (Besozzi) vive escutando a indignação de sua desbocada mulher, Nannina (Magnani) por viver em dificuldade financeira, trabalhando honestamente como motorista de caminhão, enquanto seu melhor amigo, vizinho e companheiro de viagens, Gaetano (Riento), ganha bastante comerciando produtos ilegais. Certo dia, Giovanni recolhe na estrada o garoto Nello (Chiari), que acredita ser órfão, abrigando-o em sua casa, com seu cão, que sempre provoca a indignação de Nannina. Aos poucos, no entanto, sua esposa também se afeiçoa pelo garoto, que com um tempo sabe se tratar do filho de um rico industrial (Mottini), que emprega Giovanni, enquanto Gaetano é preso pela polícia.
A populista e óbvia moralidade dessa fábula sobre as virtudes de ser honesto, recompensadas de forma cristã não na outra vida mas nessa mesma provavelmente devem ter sido o maior motivo para o sucesso desse filme junto ao público quando de seu lançamento (e que acabaria por proporcionar um outro filme, no ano seguinte, denominado sintomaticamente Abbasso la Richezza!, com a mesma Magnani). Porém, tão ou mais incômodo que sua moralidade é o modo teatral com que tudo é filmado, algo que nem mesmo suas locações em estradas ou ruas consegue acobertar, com sua câmera praticamente fixa ao longo de todo os muitos de seus longos planos, completamente absorvida e subservientes aos diálogos proferidos por seu elenco em pose de marcação e longe da naturalidade conseguida contemporaneamente pelos dramas neo-realistas de Rossellini ou De Sica. No limite, parece-se quase escutar as indicações de Righelli para seu elenco.  Destaque para o eficiente ator mirim Chiari que atuaria no filme seguinte de Righelli e mais duas outras produções antes de abandonar a carreira, assim como para Silvani em mais uma de suas marcantes participações como coadjvante, aqui enquanto companheiro de prisão de Gaetano. Righelli já era um cineasta veterano quando dirigiu esses filmes no final de sua carreira, iniciada nos idos da década de 1910. Domus Film para Lux Film. 90 minutos.


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