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terça-feira, 4 de março de 2014

Filme do Dia: O Vingador (1930), King Vidor

O Vingador (Billy the Kid, EUA, 1930). Direção: King Vidor. Rot. Adaptado: Wanda Tuchok, Laurence Stallings & Charles MacArthur, baseado no livro The Saga of Billy the Kid, de Walter Noble Burns. Fotografia: Gordon Avil. Música: Frederich Stahlberg. Montagem: Hugh Wynn. Dir. de arte: Cedric Gibbons. Figurinos: David Cox. Com: Johnny Mack Brown, Wallace Berry, Kay Johnson, Karl Dane, Wyndham Standing, Russell Simpson, Blanche Friderici, Roscoe Ates, James A. Marcus, Warner Richmond.
Billy the Kid (Brown) é um conhecido vaqueiro que se revolta contra a opressão pelo Coronel Donovan (Marcus), cujos capangas assassinam o britânico Tunston (Standing), que havia surgido como uma liderança questionadora das práticas truculentas de Tunston, principalmente juntos aos pioneiros recém-chegados, sedentos por uma parcela de terra para construírem suas vidas. Os conflitos entre os grupos rivais acabam provocando a morte de Tunston. Um de seus aliados, no entanto, Bob Ballinger a tempos pretende matar Billy. Após mais de 25 mortes, um interventor federal chega com tropas do exército para tentar um acordo de paz. O xerife local Pat Garrett (Beery) tenta instruir Billy a se render mas esse, mesmo preso, acaba assassinando Ballinger e recusando a trégua. Perseguido por Pat Garrett, que marca um encontro dele com a sua amada, Claire Randall (Johnson), Billy foge para a fronteira, com uma certa cumplicidade do xerife, seu admirador.
Longe de seus filmes mais inspirados, Vidor processa com certo anacronismo os códigos do western, incluindo entretítulos semelhantes aos dos filmes mudos ao longo de toda uma narrativa por demais esparramada e pouco concisa e algo prejudicada também pela canastrice de seu ator principal. Há uma tirada erótica no momento em que o grupo de Billy the Kid se encontra sitiado e sem água, no qual um dos homens afirma sobre a narrativa que outro conta a respeito do banho no rio de uma garota que, no momento, somente pensa na água na qual a garota se banhava, que é um dos poucos momentos inspirados e devedores de uma época pré-Código Hays. Billy the Kid é ressaltado enquanto a figura prototípica do herói independente que, mesmo tendo uma longa lista de crimes nas costas, conta com uma indisfarçada simpatia do narrador, pois sua benevolência se encontra além dos limites impessoais da justiça ou, como ressalta Claire a certo momento, ele somente matou maus elementos. Motivação que será atrelada ao próprio gênero de clássicos como No Tempo das Diligências (1939) até filmes outonais e descrevendo uma realidade contemporânea no estilo de Sua Última Façanha (1962). MGM. 98 minutos.


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