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quinta-feira, 13 de março de 2014

A Adoração dos Magos, c. 1508-1519

Ainda que a referência original aos homens sábios, ou magos, no Evangelho de Mateus seja mínima, os homens da igreja eventualmente os elevaram ao status de reis, dando-lhes nomes - Baltazar, Gaspar e Melchior, investindo seus presentes de ouro, incenso e mirra, de sentidos específicos. O status real e as origens estrangeiras dos três viajantes inspirou medievais e renascentistas, que deram livre vazão às suas imaginações ao tratar tema tão pitoresco.

Juan de Flandres tomou a oportunidade para pintar uma cena caprichosa, repleta de vestuário elegante, ouro reluzente e jóias, assim como tipos raciais variados.  Todos trajam exóticos chapéus e carregam recipientes ricamente adornados contendo suas oferendas. Visíveis a distância, a cavalo, encontram-se diversas figuras menores, membros dos séquitos reais.

Mesmo existindo inúmeras referências a esse presumível pintor do nordeste nos registros de seus mecenas espanhóis, nada é conhecido de seus primeiros anos. Sua reputação enquanto artista deriva integralmente das obras que produziu na Espanha, aonde serviu como pintor na corte da Rainha Isabel até sua morte em 1504. Tempos depois, ele pintou esse painel e suas três peças que formam a mesma composição, também presentes na National Gallery; juntas, formavam parte de um grande retábulo na Igreja de São Lázaro, em Palência.
Fonte: National Gallery of Art. Nova York: Thames & Hudson, 2005, pp. 77.

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