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terça-feira, 24 de outubro de 2017

Filme do Dia: Sylvia - Paixão Além das Palavras (2003), Christine Jeffs


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Sylvia – Paixão Além das Palavras (Sylvia, Reino Unido, 2003). Direção: Christine Jeffs. Rot. Original: John Brownlow. Fotografia: John Toon. Música: Gabriel Yared. Montagem: Tariq Anwar. Dir. de arte: Maria Djurkovic, Jane Cecchi, Joanna Foley & John Hill. Cenografia: Phillippa Hart. Figurinos: Sandy Powell. Com: Gwyneth Paltrow, Daniel Craig, Jared Harris, Blythe Danner, Michael Gambon, Amira Casar, Andrew Havill, Lucy Davenport.

Inglattera, final dos anos 50. Sylvia Plath (Paltrow) é uma frágil aspirante americana a poeta e já tentou várias vezes o suicídio. Após ler alguns poemas de Ted Hughes (Craig), ela se apaixona por ele a primeira vez que o encontra. Os dois se casam, e criam dois filhos porém logo a instabilidade emocional e a insegurança de Sylvia se fazem presentes no obsessivo controle com o marido. Hughes e Sylvia ficam amigos do casal Assia (Casar) e David Wevill (Havill), porém Sylvia sente a intimidade excessiva entre Hughes e Assia e os manda irem embora de sua casa. Hughes resolve se separar e Sylvia passa pela sua fase literária mais produtiva. Porém, o retorno da presença de Hughes por apenas uma noite e sua decisão de não abandonar a nova companheira, que já espera um filho seu destroçam de vez a auto-estima de Sylvia, que se suicida, em 1963.

O filme se ressente pelo fato de apenas se apoiar na morbidez sensacionalista que motiva a sua protagonista, utilizando-se dos mais banais recursos estilísticos de um melodrama que se pretende sofisticado (trilha sonora grandiloquente; dir.de arte e fotografia evocativas, em sua primeira parte, da coloração esmaecida e melancólica de Edward Hopper, para acentuar a solidão) tentando esconder seu próprio vazio. Assim sendo, a digna interpretação de Paltrow é desperdiçada na burocrática biografia que, como quase sempre, recusou-se a buscar adaptar o universo poético em sua própria forma (proposta essa bem mais difícil, tanto por requisitar uma grande capacidade artística quanto por ser de pouco interesse comercial e conseguida por uns poucos, como Paradjanov, na sua livre adaptação do  universo do poeta Sayat Nova em A Cor da Romã). BBC/British Film Council/Capitol Films/Ruby Films. 110 minutos.