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terça-feira, 13 de junho de 2017

Filme do Dia: Deixa Ela Entrar (2008), Tomas Alfredson

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Deixa Ela Entrar (Lat den Rätte Komma In, Suécia, 2008). Direção: Tomas Alfredson. Rot. Adaptado: John Ajvide Lindqvist, baseado em seu próprio romance. Fotografia: Hoyte Van Hoytema. Música: Johan Soderqvist. Montagem: Tomas Alfredson & Dino Jonsäter. Dir. de arte: Eva Nören. Figurinos: Maria Strid. Com: Kare Hedebrandt, Lina Leandersson, Henrik Dahl, Karin Bergquist, Per Ragnar, Peter Carlberg, Ika Nord, Mikael Rahm.
Oskar (Hedebrandt) é um garoto de 12 anos que vive nos subúrbios de Estocolmo e é constantemente vítima de colegas de classes. Ele aos poucos se aproxima de uma estranha e arredia menina que mora em seu prédio, Eli (Leandersson). Alguns assassinatos são cometidos na região. Oskar descobre que Eli é uma vampira e que ele consegue, através de sua força, tornar-se forte diante de seus inimigos.
O que se torna um diferencial nesse filme de horror de enredo relativamente banal e sem maiores reviravoltas é o modo como Alfredson consegue emoldurar de forma original o que parecia impossível, uma história de vampiros. Para tanto ele conta, sobretudo, com o deslocamento da temática do vampirismo para um estrato realista que somente vem a ser posto em questão através de suas estratégias visuais, de um preciosismo raramente tão utilizado em filmes do gênero, descontadas as obras primas mudas, centrada sobretudo nas suas belas composições e no destaque quase inédito dado a mudança de foco diante da imagem e o insistente uso de boa parte da imagem fora de foco. Dito isso, o talento de seu estilo se apequena gradativamente diante de habituais e decepcionantes clichês associados ao gênero que o filme tão bem soubera driblar em seu atmosférico e belo prólogo. Ou seja, é justamente quando tudo se torna definido e, sem trocadilhos, focado, que o filme perde seu impacto. O que, infelizmente, afasta-o, no final de contas, de obras que conseguiram manter esse equilíbrio entre narrativa, estilo e convenções  e expectativas de gênero de forma mais orgânica tais como Sangue de Pantera.  Do mesmo modo que os menos talentosos filmes de horror japoneses, tais como O Grito (2000), Hollywood em pouco tempo anunciou  sua versão do filme. EFTI/Chimney Pot/Fido Film AB/Filmpool Nord/Ljudigan/Sandrew Metronome Dist./SVT/WAG para Sandrew Metronome Dist. Sverige AB. 115 minutos.


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