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sábado, 25 de fevereiro de 2017

Filme do Dia: Mademoiselle Dinamite (1933), Victor Fleming


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Mademoiselle Dinamite (Bombshell, EUA, 1933). Direção: Victor Fleming. Rot. Adaptado: John Lee Mahin & Jules Furthman, baseado na peça de Caroline Francke & Mark Crane. Fotografia: Harold Rosson & Chester A. Lyons. Montagem: Margareth Booth. Dir. de arte: Merryl Pie. Figurinos: Adrian. Com: Jean Harlow, Lee Tracy, Frank Morgan, Franchot Tone, Pat O´Brien, Una Merkel, Ted Healy, Ivan Lebedeff, Louise Beavers, C. Aubrey Smith, Isabel Jewell.
Lola Burns (Harlow), assediada estrela de cinema, envolve-se sempre nas tramas produzidas por seu agente publicitário Hanlon (Tracy). Após o desfecho de seu caso com o Marquês di Pisa  (Lebedeff), tenta adotar um bebê. Sua adoção não é garantida, porém,  quando as senhoras do orfanato presenciam uma confusão na qual se atracam Hanlon e o Marquês, ambos ex-amantes de Lola, além de um batalhão de repórteres, seu pai  (Morgan) bêbado e seu irmão (Healy) com uma amante vulgar (Jewell). Burns parte para o deserto e lá desperta a paixão do almofadinha Gifford Middleton (Tone), filho de uma família conservadora e rica de Boston. Porém a chance de fugir do cinema pelo casamento com o filho de uma família aristocrática não se dá quando os pais de Lola são apresentados aos pais de Gifford e esses descobrem se tratar da estrela de cinema dos escândalos. Desesperada, Lola retorna para as filmagens e descobre que a família Middleton fora uma criação de Hanlon.


Comédia que serviu de veículo para Harlow no auge de sua meteórica carreira, antecipando as piadas e clichês das estrelas de cinema que  forjaram alguns dos filmes de Frank Tashlin duas décadas depois com Jayne Mansfield, visualmente mais criativos e  também irônicos com a própria sociedade americana. Aqui todas as ironias se voltam para o mundo do próprio cinema, que mesmo reivindicando suas virtudes diante do que de mais tradicional e sofisticado poderia existir na sociedade americana, uma família culta e endinheirada de Boston, somente tripudia em cima de si próprio, pois a família em questão é uma farsa criada pelo próprio mundo do cinema. São achados como esse que conseguem transcender um pouco a simplicidade de humor e situações que o transformam num produto típico da década de 30, que vem a ser a regra. É curioso perceber como já então se utiliza literalmente a expressão “produção independente” para mulheres que pretendem ter um filho sem precisar de um marido. O filme faz parte dessa tradição infindável de títulos que se detiveram sobre Hollywood para parodiá-la ou dramatizá-la.  O trecho do filme com Harlow e Clark Gable presente é de Para Amar e Ser Amada (1933), de Sam Wood. Fleming não teve direção creditada nessa produção. O célebre Irving Thalberg, como Harlow precocemente falecido,  foi o produtor executivo do filme. MGM. 96 minutos.

2 comentários:

  1. Ficou muito ruim de ler o texto desta postagem, Cid. A cor da letra praticamente se confunde com a do fundo.

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  2. Concordo com você. não sei porque ficou dessa forma. tentei mudar, mas não consegui. vou tentar novamente quando tiver um tempinho.

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