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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Filme do Dia: King Kong (1933), Merian C. Cooper & Ernest B.Schoedsack

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King Kong (EUA, 1933). Direção: Merian C. Cooper & Ernst B. Schoedsack. Rot. Original: James Ashmore Creelman & Ruth Rose sob o argumento de Merian C. Cooper & Edgar Wallace. Fotografia: Edward Linden, J.O.Taylor & Vernon L. Walker. Música: Max Steiner. Montagem: Ted Cheesman. Dir. de arte: Carrol Clark, Alfred Herman & Van Nest  Polglase. Cenografia: Thomas Little & Ray Moyer. Figurinos: Ethel Beach & Tommy Clark. Com: Fay Wray, Robert Armstrong, Bruce Cabot, Frank Reicher, Sam Hardy, Noble Johnson, Steve Clemente, James Flavin.
O cineasta e explorador Carl Denham (Armstrong) procura uma garota para estrelar sua próxima aventura nos mares do sul. Sem conseguir nada com seus agentes, ele próprio sai a procura, encontrando a frágil e esfomeada Ann Darrow (Wray). Juntos a uma numerosa tripulação eles partem. Ann tem um envolvimento afetivo com Jack Driscoll (Cabot). Na primeira investigação na ilha que encontram revela a presença de nativos que realizam um culto a seu deus. Esse vem a ser ninguém menos que um enorme gorila conhecido como Kong. Ann é sequestrada pelos nativos para servir de oferenda para Kong. Com boa parte da tripulação morta no contato com o monstro e com os dinossauros que povoam a ilha, Denham consegue sedar o monstro e o leva para expor em Nova York. No meio da apresentação no teatro lotado, no entanto, o monstro consegue se soltar e foge com sua amada para o topo do Empire State.
Mesmo prejudicado por não permitir que se admire a bela fotografia do original (nessa cópia colorizada), o filme ainda se mantém, assim como Metropolis (1927), como um marco divisor em relação às super-produções repletas de efeitos especiais que povoam as telas até hoje, e que ganharam um novo fôlego com a geração de Spielberg, Lucas e seus seguidores. Nesse quesito, suas trucagens conseguem manter o seu fascínio, tendo sido matriz para inúmeras cópias de menor talento. Porém, para além dessa dimensão a criação de uma atmosfera para sua expedição e a relativa menor exploração dos efeitos demonstram sua superioridade sobre sua pouco inventiva refilmagem em 2005. O filme não deixa de evidenciar, em diversos momentos, que seu mote fora a fábula da Bela e da Fera. E, tampouco deixa de ser satírico com os próprio realizadores, quando é sabido que a dupla Cooper e Schoedsack fora responsável por alguns documentários que exploravam universos distantes e “exóticos” como Chang (1927), filmado na Tailândia ou enquanto membros da expedição que acompanha uma tribo nômade iraniana em Grass (1925). Existe uma versão restaurada com 4 minutos adicionais. RKO Radio Pictures. 100 minutos.


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