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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Filme do Dia: Os Filhos do Paraíso (1997), Majid Majidi


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Os Filhos do Paraíso ( Bacheha-Ye aseman, Irã, 1997). Direção:  Majid Majidi. Rot. Original:  Majid Majidi. Fotografia: Parviz Malekzaade. Montagem: Hassan Hassandust. Com:  Mohammad Amir Naji, Fereshte Sarabandi e Karnal Mirkarimi.
             Menino procura desfazer o erro de ter perdido o único sapato da irmã, sem que os pais saibam do ocorrido, já que o pai não terá dinheiro antes do final do mês. Mesmo sofrendo, pelo fato dos sapatos de tamanho maior que o seu sempre lhe causarem apuros, a menina aceita a proposta do irmão de trocar de par, após a aula da última, tendo como conseqüência o constante atraso do irmão para suas aulas e a repreensão por parte do inspetor escolar. A irmã, por sua vez, começa a invejar o par de sapatos de uma colega de classe. Procurando ganhar um dinheiro extra como jardineiro, o pai das crianças leva o menino consigo para lhe auxiliar como jardineiro. Depois de muita procura em um bairro rico, cuidam de um jardim de uma criança que insiste em brincar com o menino. Seu pai fica satisfeito com a grande quantia de dinheiro, mas a felicidade dura pouco já que ambos sofrem um acidente de bicicleta. Disposto a todo custo a reparar o erro que fez a irmã, o menino se inscreve em uma corrida, com o objetivo de conquistar o 3º prêmio um par de tênis. Porém acaba chegando em 1º lugar. Posa para as fotos entristecido e não consegue encarar a irmã, não sabendo que o pai se encontra a caminho de casa com um par novo de sapatos para ambos.

Filme que segue boa parte das diretrizes estéticas e narrativas que o cinema iraniano vem construindo desde a década passada. Do tema procedente do universo infantil aos tons pastéis da bela fotografia, do enredo minimalista ao forte teor moral, passando por uma influência neo-realista – a seqüência em que pai e filho se desgastam física e psicologicamente procurando emprego na bicicleta irremediavelmente remete ao clássico Ladrões de Bicicleta (1949) de Vittorio de Sica. Mesmo com uma narrativa que por vezes acentua situações que não são bem desenvolvidas – como o acidente na bicicleta – e um apelo maior de ordem sentimental que outras produções iranianas do gênero, o resultado final é cativante e passível de interessar tanto crianças como adultos. Com um trabalho de câmera discreto, que acentua a importância da montagem, o filme contém cenas de grande beleza visual, como a  final, em que os pés cansados do menino se confundem com os peixes que vivem no chafariz que existe em sua casa. Instituto para o Desenvolvimento Intelectual de Crianças e Jovens. 89 minutos.

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