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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Filme do Dia: Para Sempre Alice (2014), Richard Glatzer & Wash Westmoreland




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Para Sempre Alice (Still Alice, EUA, 2014). Direção: Richard Glatzer & Wash Westmoreland. Rot. Adaptado: Richard Glatzer & Wash Westmoreland, a partir do romance de Lisa Genova. Fotografia: Denis Lenoir. Música: Ilan Eshkeri. Montagem: Nicolas Chaudeurge. Dir. de arte: Tommaso Ortino. Cenografia: Susan Perlman. Com: Julianne Moore, Alec Baldwin, Kristen Stewart, Shena McRae, Hunter Parrish, Seth Gilliam, Stephen Kunken.

A Dra. Alice Howland (Moore), brilhante professora e pesquisadora na área de neurolinguística na Universidade de Columbia subitamente passa a se sentir estranha e é diagnosticada com Alzheimer. Como ela tem pouco mais de 50 anos, ela e o esposo John (Baldwin) decide  contar tudo aos filhos, pois sabem da enorme possibilidade, em termos de transmissão genética. Tom (Parrish) não possui o gene, já Anna (Bosworth) o possui e Lydia (Stewart), a caçula, prefere não fazê-lo. A situação se deteriora em pouco tempo. Alice é afastada da universidade, mas participa de  uma apresentação  pública sobre seu sofrimento. Tal apresentação representa muito para ela. Com John tendo que se afastar e ir morar em outro estado, quem fica morando com a mãe passa a ser Lydia.

Embora relativamente exangue em termos de peripécias, o filme não deixa de ser emocionalmente manipulativo em diversos momentos, notadamente naquele em que Alice irá proferir sua palestra diante de uma emocionada plateia e de sua família e médico. Ou ainda na tentativa de elaboração dramática mais próxima entre as personagens de Alice e sua filha Lydia que, indo na contracorrente dos outros irmãos, decide seguir carreira como atriz e, ironia do destino, será quem pouco tempo depois cuidará da mãe, que lhe alertava a respeito das dificuldades da vida e sobre a necessidade de possuir um “plano B” caso  sua carreira em profissão tão instável não vingasse a ponto de sustentá-la. Por mais que a trilha sonora igualmente insista em fazer aflorar emoções, parece algo como tirar leite de pedra em um filme já demasiado disposto a seguir protocolos rotineiros de pretensa identificação com as situações dispostas. Lutzus-Brown para Sony Pictures Classics. 101 minutos.


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