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quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Meu Caro Diário, 12/08/05

Exatos dez anos atrás...

Sexta. Momentos de euforia em Sampa. Ontem, acordei e fui todo cagado mesmo (não havia água para lavar a louça ou o cu e o resto do corpo idem)até à Cinemateca Brasileira, onde finalmente peguei a cópia de Aves sem Ninho. Depois fiquei fazendo hora na biblioteca do CCSP, onde tentei encarar uma tese de mestrado tornado livro sobre Joaquim Canuto Mendes de Almeida, o pensador que influenciou a proposta de um cinema educativo no Brasil, mas achei sacau demais e provavelmente sem grande interesse para minha tese. Acabei foi saciando minha curiosidade mórbida numa biografia sensacionalista que uma pessoa que foi relativamente próxima de Yukio Mishima escreveu sobre ele. (...) Devorei o almoço antes disso feito um animal. Foi quase meio quilo de comida. Lá mesmo no CCSP. Porém, o objetivo, que era fazer hora para assistir a versão de Dom Quixote de Welles, que só foi concluída após sua morte, acabou não se concretizando. A sala já estava lotada pelos maloqueiros dos albergues próximos para variar. Bem, em alguma coisa eles (sic) tem ganharem. A noite, antes e depois de JN e da novela das 7 acabei gozando ao assistir o filme de Roulien, pois serve mais que completamente aos meus propósitos e, ao mesmo tempo, deixando-me ouriçadíssimo que quase nem conseguia dormir, pois agora tenho que bater perna para conseguir novas referencias como a peça Nuestra Natacha, que já descobri pela Internet que provavelmente deve existir na USP nas obras completas do autor e, se possível, o filme, produzido em 1944 e de um diretor argentino chamado parece que Julio Saraceni. E igualmente ir atrás – o que já devia ter feito – da videobiografia que Firmino me falou a respeito do próprio Roulien. Ao mesmo tempo que estou quase sem tostão já a essa altura do mês penso em apelar para o que resta nas aplicações para comprar som, dvd e roupas. O som, poder escutar o som vibrando no ambiente e não apenas no fone de ouvido como agora o faço escutando Abbey Road me faz falta. Finalmente volto a me sentir vivo em são paulo.

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