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sábado, 23 de maio de 2015

Filme do Dia: Meus Vizinhos São Um Terror (1989), Joe Dante


Meus Vizinhos São Um Terror (The ´Burbs, EUA, 1989). Direção: Joe Dante. Rot. Original:  Dana Olsen.  Fotografia: Robert M. Stevens.  Música: Jerry Goldsmith.  Dir. de arte: James H. Spencer, William George & Charles L. Hughes.  Cenografia: John H. Anderson. Figurines: Rosanna Norton. Com: Tom Hanks, Bruce Dern, Carrie Fisher, Rick Docummun, Corey Feldman, Wendy Schaal, Henry Gibson, Brother Theodore, Courtney Gains, Gale Gordon.
A família Klopek se muda para a vizinhança de um subúrbio típico norte-americano, despertando a crescente curiosidade do grupo que inclui Ray Peterson (Hanks), que se encontra de férias, seu amigo Art (Docummun), Mark (Dern) e o jovem Ricky (Feldman). Walter Seznick (Gordon), um dos vizinhos desaparece e todas as suspeitas recaem sobre a família Kopek.
Ainda que as referências cinematográficas se multipliquem na mesma proporção que o filma se torna gradativamente desinteressante é evidente que a maior influência ao longo do mesmo pertence a Hitchcock, de quem o título original é uma menção a um de seus filmes mais famosos, Os Pássaros. Aqui, ao contrário de Janela Indiscreta, onde o protagonista observava todos os vizinhos ao seu redor, todos os vizinhos é que observam a pretensa cena do crime cujos suspeitos não surprendentemente são estrangeiros, eslovenos para ser mais preciso. Eles são o elemento alienígena que assoma no que pode existir de mais americano e certamente possuem culpa no cartório. Assim como no clássico de Hitchcock, existe uma figura feminina (bem mais desexualizada e sem glamour que a Grace Kelly do original, de modo apropriado para a nova realidade menos elitizada) que desencoraja a missão do protagonista de xeretar a vizinhança, um cachorro que chafurda o jardim, etc.  O filme se torna pior a cada momento no qual se afasta de sua relativamente bem construída crônica do cotidiano de um grupo de personagens de classe média e se aproxima do universo da animação estilo Warner em busca de humor fácil, algo que acaba não ocorrendo. O modo escancarado com que tudo vira pastiche – dos acordes típicos dos momentos de suspense em filmes de horror – aponta para uma crescente falta de criatividade de um realizador que já o havia demonstrado em filmes como Gremlins. Entre um cipoal de referências,  como uma versão tardia de Lolita, encarnada pela mulher de um vizinho para não falar da menção explícita a Sentinela dos Malditos por um dos personagens, referência igualmente presente em vários planos nos quais um dos membros da excêntrica família de eslovenos se posiciona do alto de uma janela de modo esquivo, existe um trecho de The Goose that Laid the Golden Egg, animação com o Gato Félix na TV. Imagine Ent. para Universal. 101 minutos.


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