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terça-feira, 27 de março de 2018

Filme do Dia: La malle au mariage (1912), Max Linder






La Malle au Marriage (França, 1912). Direção e Rot. Original: Max Linder. Com: Max Linder, Charles Mosnier, Suzy Depsy.
Max (Linder), apaixonado pela jovem Miquette (Depsy), tem de enfrentar a resistência de seu rigoroso tutor (Mosnier).  Certo dia que a visita na surdina, é surpreendido com a chegada do tutor e se traveste de mulher, despertando a atração do tutor. Tomando partido da situação, leva o tutor para seu apartamento e consegue prendê-lo dentro de um baú, simulando a chegada de um marido irado. Chama então Miquette e ameaça somente libertar o tutor, se ele concordar com a união do casal.
Com uma montagem mais acelerada do que o usual (os planos duram cerca da metade de outro filme de Linder do mesmo ano, Une Idylle à La Ferme), mesmo que ainda distante mesmo dos filmes de Griffith mais lentos do período, aproxima-se de algumas produções norte-americanas da época tais como as de George Nichols e Da Manjedoura à Cruz, de Olcott. O momento efetivamente cômico é o plano de detalhe que apresenta a tentativa marota do tutor de se aproximar de seu objeto de desejo, encostando seu sapato no dela, tendo seu pé pisoteado após tanta insistência. Aqui o recurso, usualmente utilizado para destacar um objeto que vem ter importância em termos de suspense ou demonstrar para o espectador algo que ele (assim como os personagens) não haviam percebido, como em The Lonedale Operator, de Griffith, do mesmo ano,  ganha uma inesperada e criativa dimensão cômica. Pathé Frères. 8 minutos e 44 segundos.

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