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domingo, 18 de março de 2018

Filme do Dia: Nós Somos as Melhores! (2013), Lukas Moodyson


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Nós Somos as Melhores! (Vi Är Bäst!, Suécia/Dinamarca, 2013). Direção: Lukas Moodyson. Rot. Adaptado: Lukas Moodyson, a partir da história em quadrinhos de Coco Moodyson. Fotografia: Ulf Brantas. Montagem: Michal Leszczylowski. Dir. de arte: Paola Hölmer & Linda Janson. Figurinos: Moa Li Lemhagen Schalin. Com: Mira Barkhammar, Mira Grosin, Liv LeMoyne, Johann Liljemark, Mattias Wiberg, Jonathan Salomonsson, Alvin Strollo, Peter Eriksson, Charlie Falk.
Suécia, início dos anos 80. As amigas Bobo (Barkhammar) e Klara (Grosin) tem a ideia de criar uma banda punk, após serem humilhadas por rapazes mais velhos que ensaiam na sala ao lado. Elas conseguem, aos poucos, uma terceira aliada e de formação musical, coisa que nem de longe possuem, Hedvig (LeMoyne), que também se distingue das outras por ser cristã. Embora percam o prazo para a inscrição no Festival de Outono, o grupo é convidado a integrar uma apresentação nos arredores da cidade. Trata-se da primeira apresentação pública da banda, que após vaias  e provocações, também reage aos insultos do público gerando uma situação de aberto confronto.
Existe uma comicidade sobretudo dado a idade que envolve o trio de protagonistas, mais destacadamente as personagens de Klara  e Bobo. Porém, no frigir dos ovos, o que há de interessante no filme torna-se prejudicado pela forma rala, superficial, com que habitualmente se trafega pelo universo social/pessoal dos envolvidos e suas contraposições não menos fáceis entre o libertarismo associado ao culto punk em detrimento da figura mais madura e católica. São estereótipos  não necessariamente pertinentes para o maior senso cômico das situações retratadas. Outra falha advém do seu brusco final, ainda que corretamente o filme se abstenha de apresentar uma história de sucesso e descoberta para além dos círculos mais próximos de seus personagens. E, ao fazer uso de personagens de cerca de 14 anos o filme chega a sugerir uma certa atração de Klara por Bobo, mesmo sem se deparar de fato de forma mais direta com a questão mais polemica da sexualidade adolescente e/ou gay explicitada de forma tão precoce. O personagem que o filme se aproxima mais dentre todos é Bobo, justamente a menos auto-confiante, que chega a cuspir em sua própria imagem a determinado momento. Ao suscitar o riso fácil com situações de apelo e identificação imediatas se evita se deparar com situações mais complexas e ambíguas.  Moodyson, também se detendo no mundo adolescente, já o havia explorado com tinturas dramáticas em Para Sempre Lilya, lidando de forma relativamente idêntica e pouco complexa com o gênero. Film i Väst/Memfis Film. 102 minutos.

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