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sábado, 11 de novembro de 2017

The Film Handbook#148: Hal Ashby







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Hal Ashby
Nascimento: 02/09/1929, Ogden, Utah, EUA
Morte: 27/12/1988, Malibu, Califórnia, EUA
Carreira (como diretor): 1970-1988

Os filmes de William Hall Ashby exalam um liberalismo desfocado que frequentemente trabalha contra suas boas e manifestas ambições. Ele pode ser apreciado como um jovem arquetípico dos idealistas anos 60, sincero, ingênuo e mal equipado para lidar com as realidades políticas e sociais que ele parecia tão interessado em se pronunciar.

O primeiro trabalho relevante de Ashby em Hollywood foi como montador para severos liberais como William Wyler, George Stevens e Norman Jewinson. Seu primeiro longa-metragem, Amor Sem Barreiras/The Landlord, uma narrativa atraentemente caracterizada, da relação de um rapaz branco e rico com seus inquilinos no Harlem, apresentava uma promessa, mas o sucesso cult Ensina-me à Viver/Harold and Maude>1, no qual um adolescente obcecado pela morte concebe tentativas mal sucedidas de suicídio para chamar a atenção de sua indiferente mãe da classe alta, sofreu com seu final feliz extravagante e indigesto: através de Maude, uma idosa inocuamente excêntrica, devotada a visitar funerais, montando o seu próprio, Harold redescobre a alegria de viver e um amor platônico pouco convincente se sobressai sobre o humor negro.

Ainda que emocionalmente manipulativo, A Última Missão/The Last Detail>2 foi um vigorosamente sombrio road-movie mapeando a jornada anárquica de dois marinheiros, escoltando um ingênuo brigadeiro de 18 anos até o barco. Enquanto educam a juventude imatura nos modos obscenos e embriagados da vida adulta, uma sensação de desperdício é contrabalançado pelo humor profano do roteiro de Robert Towne e interpretações autenticamente mordazes, particularmente o oficial de baixo escalão e boca suja Buddusky de Jack Nicholson. Uma colaboração seguinte com Towne, Shampoo, lidava com um cabeleleiro mulherengo de Beverly Hills que recebe seus convidados às vésperas da vitória eleitoral de Nixon em 1968. Falhou desanimadoramente enquanto comentário político, enquanto o Don Juan narcisista de Warren Beatty fatalmente foi tratado com indulgência. Desde então, o radicalismo raso de Ashby produziu crescentemente obras solenes. Esta Terra é Minha/Bound for Glory foi uma nada apropriadamente extravagante e tediosa biografia do cantor folk e sindicalista Woody Guthrie na era da Depressão; Amargo Regresso/Coming Home, uma história vergonhosamente sentimental sobre os efeitos da Guerra do Vietnã nos soldados, suas esposas e nos amantes paraplégicos de suas esposas; Muito Além do Jardim/Being There uma sátira vazia e implausível, no qual o lento jardineiro de Peter Sellers conquista poder político graças a sua repetição sem sentido de banais sermões que absorveu de uma vida assistindo a TV.

Exceto pelo filme sobre o concerto dos Rolling Stones, Let's Spend the Night Together, os últimos filmes de Ashby conseguiram lançamento somente limitado: certamente o thriller Morrer Mil Vezes/8 Milliion Ways to Die atingiu o clímax da mediocridade. Aparentemente incapaz de mudar com o tempo ou progredir além dos lugares-comuns amenos, Ashby perdeu seu público.



Cronologia






Os filmes de Ashby parecem ser um produto dos sentimentos anti-establishment do final dos anos 60 e do higienizado humanismo liberal do qual Kramer, Zinnemann, Wyler e Stevens fizeram uso uma década antes.

Leituras Futuras
Hollywood Renaissance (Nova York, 1980), Diane Jacobs

Destaques
1. Ensina-me a Viver, EUA, 1971 c/Bud Cort, Ruth Gordon, Vivian Pickles

2. A Última Missão, EUA, 1973 c/Jack Nicholson, Otis Young, Randy Quaid

Fonte: Andrew, Geoff. The Film Handbook. Londres: Longman, 1989, pp. 18-9.





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