CONTRA O GOLPE CIVIL EM CURSO E A FAVOR DA DEMOCRACIA

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Filme do Dia: Partner (2007), David Dhawan





Partner (Índia, 2007). Direção: David Dhawan. Rot. Original: David Dhawan & Yunus Sajawal. Fotografia: Johny Lal. Música: Wajid Ali. Montagem: Nitin Rokade.Salesh Mahadik & Sheetal. Figurinos: Theia Bomarbehran, Alvira Kahn & Pooja Sarin. Com: Salman Khan, Govinda, Lara Dutta, Katrina Kaif, Rajpal Yadav, Ali Hagi, Dalip Tahil, Aarti Chabbria.

Bhaskar (Govinda) busca Love Guru (Khan), conhecido por realizar uniões amorosas. Porém Bhaskar se interessa pela milionária e bela Priya (Kaif). Enquanto isso, o próprio Baskhar se enamora da não menos bela fotógrafa Naina (Dutta), perseguida pelo mafioso Chota Don (Yadav).

Típica produção comercial indiana inspirada não apenas nos filmes de ação americanos e indianos como peculiarmente fiel a certas convenções do cinema indiano – em determinados momentos todos começam a dançar e cantar e o filme se transforma em um verdadeiro videoclipe. O que convencionalmente pode ser visto como uma interrupção na narrativa não deixa de ser mais um elemento a reforçar a redundância da mesma – para além dos números de dança, os personagens são delineados através de créditos, aqui inscritos nas roupas dos bailarinos, da animação de seu prólogo e da própria apresentação do personagem, como é o caso do vilão Chota, que já no primeiro momento que surge explicita o que ele é. Para não falar das interpelações à câmera. Talvez menos integrados na história sejam os momentos de pura ação, como o que o herói busca procurar se desviar de um míssil lançado que persegue seu jet-ski. A contraposição entre Bhaskar e Love Guru, na verdade o verdadeiro casal em cena, em que pese todo o machismo inerente desde o início do filme - quando ainda bebê, Guru relembra o primeiro toque em um rosto feminino - privilegia a comicidade para o primeiro e a virilidade para o segundo, numa tradição já bem conhecida, ainda que involuntariamente seja Love Guru quem acabe fazendo o verdadeiro papel ridículo. Às interpretações, um tanto canhestras, do elenco como um todo e a evidente recusa de qualquer psicologização dos personagens são também características do filme que possui ao menos um momento efetivo de certa comicidade, a partir de uma convenção dramática bastante conhecida, quando a irmã de Love Guru vai explicar sobre o seu marido no retrato e Chota se antecipa já chorando, antevendo equivocadamente uma história triste para sua ausência. O sentimentalismo, beirando a pieguice e a obviedade e falta de concisão narrativa, ao menos para os padrões ocidentais, são evidentes, assim como sua dispersão narrativa em subtramas e personagens que não dizem a que vieram, sumindo subitamente, como é o caso do mafioso, que finda por suscitar um involuntariamente interessante aceno para um filme de ação que termina por não se efetivar. K Sera Sera/So hail Khan Prod. para K Sera Sera. 155 minutos.


Nenhum comentário:

Postar um comentário