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terça-feira, 4 de novembro de 2014

Sra. Richard Yates, 1793/94

Quando Stuart retornou à América em 1793, o artista encontrou uma terra natal que era estrangeira a ele. Politicamente, havia agora os Estados Unidos ao invés das treze colônias separadas. Artisticamente, o estilo elegante que havia adotado a partir das poses de britânicos e irlandeses era considerado grandemente inapropriado para as sensibilidades mais rudes dos comerciantes ianques.

Queixando-se da literalidade que lhe era exigida na América, Stuart brincou: "Na Inglaterra, meus esforços eram comparados aos de Van Dick, Titian e outros grandes pintores - aqui eles são comparados às obras do Todo Poderoso!" O Todo Poderoso deu a Catherine Yates uma face ossuda e uma personalidade calculada, que vem a ser justamente o que Stuart retrata. Não desejando perder seu tempo posando para um artista, essa esposa de um importador nova-iorquino diligentemente se dedica à sua costura,

Além do que a brilhante manipulação na pintura gera uma verve que poucos outros artistas de qualquer lado do Atlântico poderia ter correspondido. Cada passagem possui algum tour-de-force técnico, empregando uma variedade de espessas ou finas, opacas ou translúcidas pinceladas a óleo para os tecidos, agulha, dedal, aliança, carne e unhas. E não é de se espantar que a Sra. Richard Yates tenha se tornado uma das mais famosas pinturas americanas, tanto enquanto obra-prima artística quanto símbolo visual da integridade dos primeiros anos da república.

Texto: National Gallery of Art. Nova York: Thames & Hudson, 2005, pp. 219.

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