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sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Uma Cena da Ópera dos Mendigos, c.1728/29


Hogarth representa um importante divisor de águas na arte britânica, marcando o final do domínio dos pintores holandeses e flamencos do final do século e o surgimento de uma escola nativa. Ainda que seu estilo tenha sido influenciado pelo rococó francês, Hogarth foi um realista e crítico social cujos temas eram provenientes das classes médias londrinas, observando-as nas ruas, nos cafés ou no teatro.

Essa vívida cena é uma versão menor de uma pintura anterior, hoje na Tate Gallery, de Londres. O tema foi baseado na popular e por um longo tempo encenada  ópera-balada de John Gay. Com sua burlesca abertura no estilo da grande ópera italiana e seus mais sutis ataques a classe dirigente britânica e ao governo de Walpole, sua história foi o meio apropriado para a incisiva sátira pictórica de Hogarth.

O cenário (Cena 2, III Ato) é na prisão de Newgate onde Macheath, um salteador e anti-herói foi levado, após ter sido capturado por roubo. Ele permanece no meio do palco, algemado, pernas agrilhoadas, a figura dominante em vermelho vivo. À sua esquerda se encontra Lucy, sua amante, filha do carcereiro Lockit. À sua direita sua esposa, Polly, que se ajoelha diante de seu pai, Peachum, o receptador que traiu Macheath e que, ao fazê-lo, proporcionou a presente crise. Tanto sua mulher quanto sua amante rogam para que a vida de Macheath seja poupada.
Texto: National Gallery of Art. Nova York: Thames & Hudson, 2005, p. 142.

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