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sábado, 30 de agosto de 2014

Filme do Dia: La Vita Semplice (1946), Francesco De Robertis


La Vita Semplice (Itália, 1946). Direção: Francesco De Robertis. Rot. Original: Francesco De Robertis & Giovanni Passante Spaccapietre sob argumento de De Robertis. Fotografia: Bruno Barcarol.  Música: Ennio Porrino. Montagem: Francesco De Robertis.  Dir. de arte: Ottavio Scotti.  Com: Luciano de Ambrosis, Giulio Stival, Anna Bianchi, Maurizio D’Ancora, Gino Cavalieri, Guido Zago, Egisto Olivieri, Mario Sailer.

Toto (D’Ancora) e Marco Bressan (Cavalieri) são dois fabricantes de gôndolas que tem sua oficina posta a risco, depois que o ganancioso industrial milanês Giulio Caldri (Stival), resolveu comprar o terreno. Como eles não cedem, mesmo aos valores tentadores ofertados por Giulio, esse pretende criar caso na justiça por conta da dupla ter acolhido um garoto órfão. Porém o que o industrial não contava é que sua filha, Migia (Bianchi), fosse se apaixonar pelo escultor, filho do fabricante de gôndolas.

Talvez o que mais chame atenção, nesse que foi um dos poucos filmes sobreviventes da cerca de duas dezenas filmados em Veneza durante a “República de Saló”, após a deposição de Mussolini e a dominação alemã sobre a Itália, bastante malquistos por sua indesejável proximidade ideológica com a resistência fascista, seja o quão adere à formulas românticas triviais e tampouco se aproxima de qualquer mensagem ideológica mais direta, ao contrário dos filmes realizados anteriormente por De Robertis (Uomini e Cieli, Uomini sul Fondo, Alfa Tau!). Assim como nos filmes anteriores de guerra, essa pretensa comédia de costumes possui uma montagem hiper-dinâmica, com a presença de vários planos que não duram mais que frações de segundo, porém aqui o efeito (não por acaso a montagem foi efetuada pelo próprio De Robertis) acaba soando apenas como um virtuosismo inócuo que pouco acrescenta ou diminui à banalidade de seu enredo. Seu populismo fácil em nada lembra a trilogia anterior dirigida pelo realizador, na qual em dois dos três filmes, havia experiências que construíam um universo dramático a partir de elementos documentais de forma ainda mais radical do que Rossellini, seu discípulo, o faria em La Nave Bianca. Scalera Film S.P.a. 90 minutos.

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