Filme do Dia: Summer Blues (2002), Frank Mosvold
Summer Blues
(Noruega, 2002). Direção: Frank Mosvold. Fotografia: Brian Harding. Com:
Kristoffer Berry Alberts, Tord Vandvik Haugen.
Dois casais jovens de amigos vão
passer um final de semana de verão em uma casa de praia. Quando Mads (Albert)
briga com sua namorada, acaba descobrindo seu interesse pelo amigo Kristian,
que se encontra dormindo. Passado o momento furtivo, os dois se despedem e
partem com suas respectivas namoradas. Com uma relativamente extensa
filmografia de curtas invariavelmente versando sobre temas gays,Mosvold quase
que substitui os diálogos por uma praticamente ininterrupta trilha musical
incidental demasiado insistente e de pouco efeito dramático específico. A definição
da imagem é a pouco precisa dos tempos idos do digital. Como é muito comum quando
se é cômodo para a narrativa, o amigo enconra Mads, mas não a namorada, para
que consigam ter uma conversa reveladora sobre o que houve. Kristian tocou
Mads, que apenas fingiu estar dormindo. Kristian conta o que houve para a
namorada, e diz que somente sente atração por Mads entre os homens. Na hora da
despedida dos quatro, Eva apenas abraça Kristian. Silje, a namorada de Mads,
beija no rosto Kristian. Mads implica com o sapato de Kristian e o beija
carinhosamente no pescoço. Silje indaga porque fizera isto e permanece sem resposta.
É interessante o quanto em uma despedida se consegue acenar para possibilidades
futuras, sem necessariamente fecha-las. O evento parece ter sido mais decisivo
para Kristian. Em Mads pode ter representado uma possibilidade de não
esgotamento de sua amizade ou ainda algo mais. E enquanto parece ter ficado, no
máximo, amizade entre Eva e Kristian, Silje parece seguir firme em seu
engajamento com Mads. Embora este momento final seja prenhe de sinais, estes
somente poderam ser elaboradospor conta do observado anteriormente. 23 minutos e 48 segundos.
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